Gleisi Hofmann e o marido julgados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Desta vez, Gleisi Hofmann e o marido não puderam contar com a proteção do ex-procurador geral do PT, Rodrigo Janot. As conclusões do inquérito divulgadas pela PF já foram parar nas mãos de Raquel...

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Desta vez, Gleisi Hofmann e o marido não puderam contar com a proteção do ex-procurador geral do PT, Rodrigo Janot. As conclusões do inquérito divulgadas pela PF já foram parar nas mãos de Raquel Dodge

Crimes apontados pela Polícia Federal e PGR serão julgados no STF em breve
De acordo com relatório da Polícia Federal encaminhado à Procuradoria-Geral da República, a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são culpados pela prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de crime eleitoral na campanha que a levou atual presidente do PT ao Senado em 2014.

Desta vez, Gleisi e o marido não puderam contar com a proteção do ex-procurador geral do PT, Rodrigo Janot. As conclusões do inquérito divulgadas pela PF já foram parar nas mãos de Raquel Dodge, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o casal seja condenada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

A procuradora-geral da República também quer que a senadora pelo Paraná devolva R$ 4 milhões aos cofres públicos e perca o mandato. Em manifestação ao Supremo, Dodge argumentou ainda que a pena de Gleisi deve ser maior do que a média, por ela ser política. A procuradora-geral também defendeu a condenação de Paulo Bernardo, ex-ministro e marido de Gleisi.
10/02/2018 Gleisi Hofmann e o marido julgados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, em fevereiro de 2016, foram apreendidos documentos na casa de uma secretária do setor de operações estruturadas – que ficou conhecido como “departamento da propina” – da construtora Odebrecht. Entre eles estavam planilhas relatando dois pagamentos de 500 mil reais cada a uma pessoa de codinome “Coxa”, além de um número de celular e um endereço de entrega. A investigação identificou que a linha telefônica pertencia a um dos sócios de uma empresa que prestou serviços de propaganda e marketing na última campanha de Gleisi.

A PF verificou outros seis pagamentos no mesmo valor, além de um outro em 2008 e duas parcelas em 2010. Também foram identificados os locais onde os pagamentos foram realizados e as pessoas responsáveis pelo transporte de valores. Essas tabelas, de acordo com a polícia, também foram apresentadas pela construtora no momento em que foi firmado termo de colaboração premiada.
Ainda segundo a PF, “há elementos suficientes para apontar a materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro praticados pela senadora, seu então chefe de gabinete, Leones Dall Agnol, e seu marido, Paulo Bernardo da Silva, além dos intermediários no recebimento, Bruno Martins Gonçalves Ferreira e Oliveiros Domingos Marques Neto”.

Há uma semana, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, enviou para revisão do ministro Celso de Mello a ação penal da presidente do PT e senadora Gleisi Hoffmann (PR), e de seu marido, Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esse pode ser a primeira investigação da Lava Jato a ter um desfecho no Supremo. Caberá ao decano do Supremo, marcar os julgamentos do caso, quando os ministros decidirão pela condenação ou absolvição dos políticos acusados de participação no esquema de corrupção da Petrobras. Essa é a estreia do ministro na função de revisor da Lava Jato. A previsão é a de que o processo seja julgado no primeiro semestre deste ano, bem antes das eleições.

Informações Imprensa viva

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