Nova perícia confirma que Alberto Nisman foi assassinado

O governo da então presidente argentina Cristina Kirchner, que era investigada pelo procurador, insistia na tese de suicídio

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O governo da então presidente argentina Cristina Kirchner, que era investigada pelo procurador, insistia na tese de suicídio

Em menos de doze horas, as autoridades argentinas cravaram que a morte do procurador era o resultado de um suicídio. A própria Cristina Kirchner fez essa insinuação. E desde então, no lugar de uma investigação, deu-se início à construção de uma narrativa. Nesta semana, finalmente, os jornais argentinos começaram a publicar partes da nova perícia oficial que será entregue às autoridades.

Segundo os peritos federais argentinos, Alberto Nisman foi assassinado. A análise do local do crime, disposição do corpo e todos os rastros que foram deixados pelo criminoso (ou criminosos) não deixavam dúvidas de que o procurador foi executado a sangue-frio.  “A quantidade de evidências que comprovam que Alberto Nisman foi executado é tão grande, que todas as perícias anteriores que comprovam o contrário só podem ter sido feitas sob encomenda para justificar uma história oficial”, disse a VEJA um ex-funcionário dos serviços de inteligência argentinos.

A análise da localização das manchas de sangue revelaram que, quando recebeu o tiro, Nisman estava ajoelhado e subjugado, tendo uma de suas mãos torcida para trás. Além disso, ficou evidenciado que o corpo do assassino impediu que essas gotas de sangue seguissem a rota prevista, funcionando como um anteparo frente alguns objetos do banheiro do procurador.

Para completar, não foi encontrada pólvora na mão de Nisman, embora a arma utilizada em sua execução deixe esse tipo de vestígio, o que comprova que o disparo não foi realizado pelo procurador. Segundo o jornal Clarín, os peritos confirmaram que a cena do crime foi montada para justificar a tese do suicídio.

Ainda em 2015, perícias independentes contratadas pela família de Nisman já indicavam que ele havia sido assassinado. Mas, como não eram oficiais, não tinham o mesmo valor da que está prestes a ser entregue à Justiça.

Finalmente, a verdade sobre o caso Nisman está perto de ser revelada. Restará descobrir o principal: quem o matou e quem mandou matar.

Por Leonardo Coutinho

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