Recibos apresentados por Lula são falsos, diz Ministério Público Federal

"Os recibos apresentados pela defesa têm origem desconhecida, não trazem nenhuma comprovação a respeito da data em que foram produzidos." A situação do ex-presidente Lula se complicou...

41 0

“Os recibos apresentados pela defesa têm origem desconhecida, não trazem nenhuma comprovação a respeito da data em que foram produzidos.”

A situação do ex-presidente Lula se complicou sensivelmente esta semana na Lava Jato. Após ter sido pressionado pelo juiz Sérgio Moro em seu último interrogatório, o petista apelou para uma jogada suicida e apresentou recibos forjados à Justiça. A força-tarefa da Lava-Jato acaba de confirmar que os documentos apresentados pelo petista são falsos “sem margem de dúvida” e que “são ideologicamente falsos”. O Ministério Público Federal (MPF) entrou, na quinta-feira, com um pedido de “incidente de falsidade” e cobrou a entrega dos recibos originais de Lula para que sejam submetidos à perícia técnica.

“Os recibos apresentados pela defesa têm origem desconhecida, não trazem nenhuma comprovação a respeito da data em que foram produzidos. Urge identificar o momento em que foram apostas as assinaturas em cada qual, deslindando quando os recibos foram confeccionados, e verificar se houve adulterações e/ou montagens desses documentos”, diz a Força-Tarefa no documento encaminhado a Moro. Os recibos, referentes ao período entre agosto de 2011 e novembro de 2015, foram
06/10/2017 Recibos apresentados por Lula são falso “sem margem de dúvida”, diz Ministério Público Federal  apresentados pelos advogados de Lula no último dia 26, quando já se passavam nove meses do oferecimento da denúncia contra o petista pelo MPF. O material chamou a atenção dos investigadores por apresentar incorreções: dos 26 comprovantes, dois deles trazem datas que não existem — 31 de junho de 2014 e 31 de novembro de 2015.
Outros seis recibos trazem erros de digitação. O nome da cidade onde fica o apartamento foi escrito como “São Bernanrdo”.

Para os procuradores, não há qualquer dúvida de que os recibos foram “confeccionados para dar falso amparo à locação simulada do apartamento”. Eles argumentam que quebras de sigilo bancário demonstraram que Costamarques não recebeu valores de Lula, da ex-primeira dama Marisa Letícia e nem mesmo do Instituto Lula e da empresa LILS Palestras, pertencente ao petista, o que comprovaria a inadimplência do aluguel. O MPF ressalta ainda que planilhas com registros de despesas domésticas encontradas pela PF na casa de Lula também não fazem referência ao pagamento do aluguel.

A Força-Tarefa complementa que as provas são papéis criados para disfarçar a real titularidade do imóvel usado pelo ex-presidente, que foi comprovadamente comprado com recursos oriundos da Odebrecht.
“Isto é, indicativos de que se trata de documentos falsos”, diz o documento do MPF, assinado pelo coordenador da Força-Tarefa e outros 11 membros do grupo de trabalho da Lava-Jato

Com informação Imprensa Viva

Veja Também

Neste artigo

Participe da conversa