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Arthur do Val diz que punição é ‘justa’, mas cassação é ‘excessiva’

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Divulgação/Assembleia Legislativa de São Paulo

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Em carta enviada aos deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira, o deputado Arthur do Val (sem partido) disse que é “justo e necessário” haver uma punição por suas falas machistas, mas afirmou que a cassação, como pedem os deputados, é “excessiva”. Mais cedo, o Podemos aceitou a desfiliação do parlamentar.

“Assumo e entendo a necessidade desta Casa em aplicar-me uma punição. É justo e necessário. Entretanto, peço encarecidamente que considere a ausência de dolo e de dano a terceiros na dosimetria da pena”, escreveu. “Se de um lado a punição é necessária, de outro, a cassação se faz excessiva”, completou Do Val, que é alvo de 16 representações no Conselho de Ética da Assembleia que pedem a cassação de seu mandato.

O parlamentar disse ainda que não irá mais concorrer ao cargo de deputado, sendo este o seu último mandato. Em 2018, ele teve 478.280 votos e foi o segundo mais votado da Alesp, atrás apenas de Janaína Paschoal (PSL).

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Na última sexta-feira, o deputado teve um áudio de conteúdo machista vazado na internet. Na gravação, ele diz que mulheres refugiadas são “fáceis porque são pobres”. Na carta aos colegas da Alesp, Do Val admite ter sido “machista”.

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“Errei, errei feio. Fui machista de fato, desrespeitoso e imaturo. Produzi uma peça que vai me envergonhar pelo resto da minha vida. Tanto publica quanto particularmente.”

Nesta terça-feira, o Podemos aceitou um pedido de desfiliação de Do Val, que já havia retirado a sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. O deputado estava filiado ao partido há cerca de um mês. Do Val também anunciou a saída do Movimento Brasil Livre (MBL), sob a justificativa de não querer que as pessoas sofram as consequências de um erro que foi seu.

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Doria acusa PF de perseguição após novo laudo sobre vídeo íntimo

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Doria acusa PF de perseguição após novo laudo sobre vídeo íntimo
Reprodução/Flickr

Doria acusa PF de perseguição após novo laudo sobre vídeo íntimo

O governador de São Paulo,  João Doria (PSDB), acusou, nesta terça-feira, a Polícia Federal de perseguição após a divulgação de um laudo que afirma não haver sinais de adulteração num vídeo de uma suposta orgia registrada em 2018, no qual a imagem de um homem é associada a ele. O pré-candidato à Presidência da República afirmou que a PF “decidiu ressuscitar a investigação de um caso da eleição de 2018” — quando disputava o segundo turno e o vídeo começou a circular em redes sociais — e que se tornou “o maior crime eleitoral já realizado contra um candidato na história do Brasil, justamente quando se aproximam as próximas eleições presidenciais”.

Em nota, o governador disse que ficou surpreso com a divulgação do laudo já que outros, independentes e produzidos na época em que as imagens viralizaram, comprovaram, afirmou ele, que “o vídeo em questão é uma fraude primária”.

“É revoltante que a Polícia Federal não tenha investigado os autores do crime em 2018. Agora, quatro anos depois do episódio, utiliza essa fake news não para elucidar o caso, mas para atingir a vítima desta armação sórdida”, disse Doria.

‘Não me intimidarei’

O governador afirmou que não se intimidará: “Lamentavelmente, uma parte da instituição de Estado tem sido utilizada para propósitos políticos, como já ocorreu recentemente com outros pré-candidatos à presidência. É uma afronta ao Estado Democrático de Direito. Não me intimidei na época desse crime e não me intimidarei com essa tentativa rasa para prejudicar a minha pré-candidatura”.

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O teor do laudo sobre o vídeo divulgado às vésperas das eleições foi antecipado pela revista Crusoé e confirmado pelo GLOBO. O documento foi elaborado pelo perito da Superintendência da PF em São Paulo e produzido no âmbito de um inquérito requisitado por Doria para apurar difamação eleitoral. O laudo afirma, contudo, que tentou identificar as mulheres que aparecem no vídeo, mas que por causa da falta de qualidade das imagens, isso não foi possível. O técnico também afirma que não foi “encontrando sinais de adulteração nas imagens examinadas.”

Veja o que diz, na íntegra, o governador de SP

“Fui surpreendido hoje com a informação de que a Polícia Federal decidiu ressuscitar a investigação de um caso da eleição de 2018, que se tornou o maior crime eleitoral já realizado contra um candidato na história do Brasil, justamente quando se aproximam as próximas eleições presidenciais.

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Laudos independentes produzidos na época do episódio comprovaram de maneira cristalina que o vídeo em questão é uma fraude primária. A Revista Veja publicou em outubro de 2018 documento técnico que comprovou “alterações digitais” e manipulação. Um segundo laudo independente também comprovou a fraude desse vídeo.

É revoltante que a Polícia Federal não tenha investigado os autores do crime em 2018. Agora, quatro anos depois do episódio, utiliza essa fake news não para elucidar o caso, mas para atingir a vítima desta armação sórdida.

Lamentavelmente, uma parte da instituição de Estado tem sido utilizada para propósitos políticos, como já ocorreu recentemente com outros pré-candidatos à presidência. É uma afronta ao Estado Democrático de Direito.

Não me intimidei na época desse crime e não me intimidarei com essa tentativa rasa para prejudicar a minha pré-candidatura.

A determinação de construir um país mais justo, próspero e pacificado é maior do que a tentativa torpe de atacar a minha honra e da minha família.

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