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Setor industrial gerou 875 novos empregos em agosto e mais de 10,4 mil vagas no acumulado do ano

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O conjunto da atividade industrial foi responsável pela abertura de 875 postos formais de trabalho em Mato Grosso do Sul em agosto, resultado de 9.119 contratações e 8.244 demissões. Os dados fazem parte do levantamento do Radar Industrial Fiems. Já no acumulado de janeiro a agosto, são 10.413 vagas abertas pela indústria, resultante de 69.807 contratações e 59.394 demissões, alcançando uma participação de 34% do total de vagas abertas no estado no período indicado;

Segundo o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resenda, as atividades industriais que mais abriram vagas no mês de agosto foram: obras de infraestrutura (+367), abate de bovinos (+193), extração de minério de ferro (+182), instalações e serviços especializados para construção (+120), abate de aves (+90) e fabricação de celulose (+64).

Já as atividades industriais que mais abriram vagas no acumulado de janeiro a agosto foram: obras de infraestrutura (+3.845), abate de bovinos (+1.405), instalações e serviços especializados para construção (+1.342), fabricação de álcool (+1.010), atividades de apoio à extração de minério de ferro (+415), extração de minério de ferro (+332), fabricação de celulose (+314), curtimento e outras preparações de couro (+245), fabricação de açúcar (+238), construção de edifícios (+238), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+173), instalação de máquinas e equipamentos industriais (+110), usinagem, tornearia e solda (+103), fabricação de óleos vegetais em bruto (+91) e abate de aves (+90).

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“O conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou agosto de 2023 com o total de 152.766 trabalhadores empregados, indicando, até aqui, um aumento de 7,3% em relação ao fechamento do ano anterior, quando o contingente ficou em 142.353 funcionários”, explicou Ezequiel Resende. Com isso, a atividade industrial responde por 24,3% de todo o emprego com carteira assinada (CLT) existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás apenas do segmento de Serviços que emprega 239.035 trabalhadores com participação equivalente a 38,1%.

Municípios que mais empregaram

Em relação aos municípios, constata-se que em 55 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a agosto de 2023, proporcionando a abertura de 11.012 vagas.

Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 100 vagas, destacam-se: Ribas do Rio Pardo (+3.618), Campo Grande (+1.880), Corumbá (+829), Paranaíba (+591), Três Lagoas (+587), Nova Andradina (+421), Aparecida do Taboado (+309), Dourados (+265), Batayporã (+208), Naviraí (+197), Costa Rica (+196), Rio Brilhante (+159), Água Clara (+131), Fátima do Sul (+124) e Sidrolândia (+118).

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As atividades que mais contribuíram nos municípios indicados foram: obras de infraestrutura (+3.702), instalações e serviços especializados para construção (+1.361), abate de bovinos (+1.354), fabricação de álcool (+814), construção de edifícios (+724), atividades de apoio à extração de minério de ferro (+415), extração de minério de ferro (+333), fabricação de celulose (+267), curtimento e outras preparações de couro (+218), fabricação de açúcar (+193) e fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+173).

Por outro lado, em outros 21 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 599 vagas. Entre as cidades com saldo negativo de pelo menos 100 vagas destaca-se Bataguassu (-184).

As atividades que mais contribuíram no município indicado foram: fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel e papelão (-102), confecção de peças do vestuário (-57) e fabricação de conservas de legumes e outros vegetais (-37).

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Novos caminhos: em ritmo acelerado de crescimento, MS atrai cada vez mais trabalhadores de outras regiões do País

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Terra de oportunidades em um cenário de crescimento econômico, Mato Grosso do Sul tem sido palco para um grande encontro de culturas com histórias de vida marcadas pelo desenvolvimento pessoal e profissional. Um dos principais setores que contribuem para empregar cada vez mais homens e mulheres, sejam nativos ou de outros estados, é o de papel, celulose e florestas plantadas, concentrado na região Leste.

De acordo com dados do SIGA-MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), ligado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a cadeia produtiva florestal em Mato Grosso do Sul gera mais de 14,9 mil empregos diretos e 12 mil indiretos.

O Estado possui o maior parque industrial de base florestal do Brasil e além das ofertas atrativas de trabalho, já oferece o terceiro melhor salário médio do Brasil, cerca de R$ 3,4 mil mensais.

O jovem piauiense Eduardo de Castro Nunes sabe muito bem o que significa todo este crescimento econômico. Ele encontrou em terras sul-mato-grossenses um celeiro de prosperidade para conquistar seus sonhos.

Eduardo chegou ao Estado no início de 2024 em busca de trabalho e melhores condições de vida. “Eu nasci em Teresina, no Piauí, mas fui criado em Matões, no Maranhão. Eu vim para Mato Grosso do Sul atrás de emprego, pois tinha uma vida muito sofrida, sem perspectiva. No MS, eu encontrei uma oportunidade de crescimento”, diz o jovem, que hoje trabalha no cultivo de florestas no município de Ribas do Rio Pardo, região conhecida como Vale da Celulose.

Apenas para ilustrar como o cenário de oportunidades evolui rapidamente, o Projeto Cerrado, da empresa Suzano, gerou mais de 10 mil empregos no pico de construção e, desde o início das operações – em julho de 2024 – outros 3 mil colaboradores especializados trabalham nas atividades industrial, florestal e de logística da nova unidade em Ribas do Rio Pardo.

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Já o Projeto Sucuriú, da empresa Arauco, em Inocência, deve gerar em torno de 14 mil empregos no auge da construção da unidade.

Esaú Rodrigues (Foto: Arquivo)

“Mato Grosso do Sul está vivendo um momento único, sendo o primeiro em investimento público no Brasil e ocupando o terceiro lugar em crescimento econômico. Com tantas oportunidades, nosso estado está atraindo pessoas de todo o país em busca de emprego e qualificação, oferecendo diversas vagas e programas”, destaca Esaú Rodrigues de Aguiar Neto, secretário-executivo de qualificação profissional e trabalho da Semadesc.

Ele ainda lembra que o governo já ofertou mais de 270 mil vagas em cursos de qualificação e disponibilizará muito mais em 2025. “As oportunidades estão aí, para a população sul-mato-grossense e muitos que estão enxergando aqui como um novo berço de crescimento profissional e pessoal”.

Marina Dobashi (Foto: Álvaro Rezende)

Percepção de cenário compartilhada pela diretora-presidente da Funtrab (Fundação do Trabalho), Marina Dobashi: “Mato Grosso do Sul sempre foi um Estado interessante para se iniciar uma carreira profissional, um bom lugar para se viver, muitas pessoas que vêm de fora para trabalhar, acabam construindo sua vida por aqui. E percebemos que o mercado de trabalho tem se mostrado cada vez mais atrativo para pessoas de outros estados, especialmente pela expansão de setores estratégicos, como o agroindustrial, comércio e serviços”.

Oportunidade – Eduardo conta que soube da vaga por meio de um primo que já estava na região Leste. “Eu comecei como ajudante de floresta, e hoje sou operador de trator”, descreve o jovem de 20 anos, cheio de orgulho da nova fase profissional.

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E não foi só trabalho que ele encontrou por aqui. Apaixonou-se pela estudante corumbaense Lauriana Souza Pereira, de 26 anos.

Desde julho do ano passado, os dois jovens trocam experiências de vida, de hábitos e costumes culturais, que influenciaram na vontade de ficarem juntos. Recentemente, Eduardo e Lauriana intensificaram esta troca em viagens à Cidade Branca e ao Maranhão.

“A cultura corumbaense é muito rica. Também tem a cultura pantaneira, de fronteira com a Bolívia, e toda uma história da cidade”, conta Eduardo.

Lauriana descreve que o choque cultural foi intenso e positivo. Cursando o terceiro ano de Turismo na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, a estudante também abraçou as oportunidades que foram surgindo.

Por meio da instituição, ela conseguiu uma bolsa de estudo que serviu de auxílio para permanecer na capital e ajudar nas despesas com alimentação. A escolha pelo curso de Turismo foi inspirada pelas festividades da sua cidade natal: Banho de São João e Carnaval, entre tantos outros.

“Corumbá é repleta de histórias e manifestações culturais. E o turismo me possibilita trilhar por diversas áreas, mas me chama atenção o setor de eventos e com os quais já tive oportunidade de trabalhar como o Festival América do Sul”, acrescenta a estudante.

Eduardo também tem outros sonhos. Ele pretende estudar Geografia ou Física. “Eu me interesso muito por Física Quântica, é um sonho de infância”, diz entusiasmado o mais novo cidadão sul-mato-grossense de “coração”.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Foto de capa: Saul Schramm
Imagens das galerias: Arquivo pessoal

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