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Projeto de Lei do vereador Prof. André Luis que garante intérpretes indígenas em órgãos públicos é aprovado

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O Projeto de Lei nº 11.062/23, de autoria do vereador Professor André Luis que dispõe sobre a obrigatoriedade de intérpretes e tradutores indígenas nos atendimentos prestados por órgãos públicos no município de Campo Grande, foi aprovado na Câmara Municipal. As discussões e votações ocorreram durante as sessões ordinárias de 07 e 12 de dezembro.

O vereador Professor André Luis, que também preside a Comissão Especial das Causas Indígenas, expressou sua satisfação com a aprovação do projeto e destacou a importância dessa iniciativa para a comunidade indígena da capital.

“Essa é uma demanda que nos foi trazida durante uma das nossas reuniões da Comissão Especial da Causa Indígena. Ouvimos alguns relatos a respeito da dificuldade de comunicação em alguns atendimentos, principalmente na área da saúde. Esse ruído na comunicação atrapalha diagnósticos e afasta os povos indígenas de um acompanhamento constante e mais assertivo”, destacou o vereador.

“Em Campo Grande, nós temos aproximadamente 900 mil habitantes e desses cerca de 20 a 25 mil são indígenas e muitos não falam português. Por isso, é importante esse aprimoramento da comunicação entre os órgãos públicos e a população indígena. Acredito que nosso projeto de lei irá ajudá-los na garantia e acesso a direitos fundamentais”, ressaltou o vereador Professor André Luis.

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No Brasil, conforme dados Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010), existem 305 povos indígenas. O percentual de indígenas que falam a língua indígena no domicílio era de 57,1%, quando consideramos somente aqueles que viviam dentro das Terras Indígenas. Da mesma forma, aumentou para 28,8% o percentual daqueles que não falam o português. Essa característica confirma o importante papel desempenhado pelas terras indígenas em relação às possibilidades de permanência das características socioculturais e estilos de vida dos indígenas.

No território de Mato Grosso do Sul, 79% da população indígena reside em terras indígenas, totalizando 61.158 pessoas, pertencentes a pelo menos 9 etnias e falando 7 línguas, com grave risco de extinção.

O projeto atende à necessidade de políticas públicas que respeitem e valorizem a diversidade linguística, reconhecendo Campo Grande como uma cidade pluricultural e multilíngue.

Agora, o projeto segue para a sanção da Prefeita Adriane Lopes, marcando um passo significativo na promoção da inclusão e no acesso igualitário aos serviços públicos para a comunidade indígena em Campo Grande.

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Assessoria de Imprensa do Vereador

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Carnaval 2026: Com investimento recorde, Campo Grande espera atrair 100 mil foliões

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Capital sul-mato-grossense se prepara para viver o maior Carnaval de sua história. Com um investimento público de R$ 2,6 milhões — o dobro do valor aplicado no ano passado —, o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande consolidam a festa como um potente motor da economia criativa e do turismo.

A expectativa é que mais de 100 mil pessoas passem pelos blocos de rua e pela passarela do samba na Praça do Papa entre os dias 16 e 17 de fevereiro.

O Dobro do Investimento: Foco na Economia e Cultura

O aporte financeiro robusto reflete uma mudança de estratégia: tratar o Carnaval como um “produto único”. Ao integrar o desfile das escolas de samba e os blocos de rua, o estado busca atrair turistas do interior e de estados vizinhos.

Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o recurso é um investimento com retorno garantido. “Temos orgulho desse aporte, que traz valorização da nossa cultura e geração de renda imediata para o comércio, hotelaria e setor de serviços”, pontuou durante coletiva no MIS.

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Programação e Estrutura

O investimento viabiliza uma logística de grande porte, incluindo palcos, som, iluminação e esquemas de segurança reforçados para as famílias.

  • Desfiles das Escolas de Samba: Dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa (Vila Sobrinho).

  • Blocos de Rua: Programação por diversos pontos da cidade, com foco na inclusão e acessibilidade.

  • Valorização Artística: Realização da Mostra das Fantasias Carnavalescas no Armazém Cultural, destacando o trabalho dos carnavalescos locais.

Carnaval Inclusivo e Seguro

Representantes da Lienca (Liga das Escolas de Samba) e do ABC (Aglomerado de Blocos de Rua) destacaram que a parceria com o poder público permitiu planejar uma festa mais organizada. Thallyson Perez, presidente do ABC, reforçou que a estrutura deste ano foi desenhada para atender a diversidade do público campo-grandense.

“O Carnaval é um patrimônio imaterial. Este ano trazemos novidades em pautas sociais de inclusão, garantindo que a festa seja para todo mundo”, afirmou Perez.

Resumo da Folia na Capital

Item Detalhes
Público Estimado +100 mil foliões
Investimento Estadual R$ 2,6 milhões (Recorde)
Datas Principais 16 e 17 de fevereiro (Desfiles)
Local dos Desfiles Praça do Papa
Impacto Econômico Comércio, Hotelaria e Gastronomia
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