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Em prol do Rio Grande do Sul, ACICG pede doações para a campanha solidária da Federasul
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Visando colaborar com o auxílio das vítimas da tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul, a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) está apoiando a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) na campanha solidária em prol das famílias que tiveram suas casas atingidas pelas enchentes do estado. Os fundos serão destinados à compra de itens fundamentais aos desabrigados.
O presidente da entidade, Rodrigo Sousa Costa, destacou que a primeira ação será a compra de cobertores. “Nossa meta é arrecadar recursos para adquirir cobertores por apenas R$ 11,00 cada, graças a uma fábrica comprometida com a nossa causa. Cada doação que recebermos nos ajudará a alcançar esse objetivo e fornecer um pouco de conforto nesta hora difícil para aqueles que precisam”, explicou.
A ACICG reforça que toda a contribuição é bem-vinda, independentemente do valor que possa ser doado.
“A doação de recursos financeiros é a estratégia mais assertiva no momento, pois é possível resolver a assistência emergencial de alimentação, higiene e outras finalidades de forma mais rápida, comprando localmente os suprimentos necessários. Devido à dificuldade com a logística de entrega, as doações físicas demorariam muito a chegar a quem precisa”, informa o presidente da ACICG, Renato Paniago.
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Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para apostas online em 2025, aponta estudo
As famílias brasileiras registraram uma perda líquida — diferença entre os valores apostados e os prêmios recebidos — de R$ 62,5 bilhões em plataformas de apostas digitais (bets) ao longo de 2025. O montante equivale a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e representa um impacto médio mensal de R$ 4,7 bilhões nas finanças domésticas (com base no acumulado entre outubro de 2024 e março de 2026).
Os dados fazem parte do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), elaborado com dados de movimentação do Banco Central. No período analisado, o setor movimentou quase R$ 351 bilhões apenas em transações via Pix.
Impacto no orçamento doméstico e falhas de algoritmo
Segundo o relatório, a regulamentação do setor em janeiro de 2025 provocou uma alteração direta nos padrões de consumo. Houve um aumento significativo na fatia da renda direcionada ao segmento de artes, cultura, esporte e recreação — impulsionada pelo ecossistema das apostas.
Apesar da legislação exigir o bloqueio preventivo de usuários com padrão de apostas compulsivas, especialistas apontam falhas no cumprimento das regras de proteção do consumidor.
“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia — que é viciada, compulsiva em apostas —, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers e incentivos para que ela continue apostando. É aí que o usuário perde todo o capital”, alerta o advogado Júlio Leone.
Restrições ao Bolsa Família e desaceleração do volume
O estudo do Comsefaz também analisou os efeitos da proibição do uso de benefícios sociais para apostas, em vigor desde outubro do ano passado para beneficiários do Bolsa Família.
| Indicador | Impacto Observado |
| Volume agregado de transações | Desaceleração no ritmo de transferências via Pix para bets |
| Perfil dos apostadores | Confirmação de forte participação de famílias de baixa renda antes da restrição |
| Eficácia da medida | Resultados concretos na redução do impacto do endividamento nas faixas mais vulneráveis |
Os dados reforçam a necessidade de um monitoramento contínuo sobre o setor e do aprimoramento dos mecanismos de controle e responsabilidade social por parte das bancas digitais.
