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Vale da Celulose: Arauco aprova R$ 25 bi em investimento que garante desenvolvimento em MS

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Governador em visita à unidade chilena da Arauco, em 2023

A lógica de que um bom ambiente atrai grandes projetos e, consequentemente, investimentos pesados que logo são revertidos em desenvolvimento regional é mais que certa em Mato Grosso do Sul. Uma das regiões que mais cresce atualmente no Brasil é o chamado Vale da Celulose, no bom e velho Bolsão, que vai receber em breve mais um aporte volumoso: R$ 25 bilhões da Arauco, que aprovou em seu conselho de administração do Projeto Sucuriú.

Multinacional chilena, a Arauco vai destinar US$ 4,6 bilhões para a unidade que ficará instalada no município de Inocência, próximo ao rio Sucuriú – daí vem o nome do projeto, que é o maior investimento da história da empresa, algo que mostra a capacidade de atração atual de Mato Grosso do Sul, fruto de um processo encabeçado pelo Governo do Estado.

“Será uma unidade moderna, que vai gerar empregos, oportunidades, desenvolvimento social e econômico. Mato Grosso do Sul estabeleceu uma estratégia de desenvolvimento sustentável baseado na atração de grandes investimentos e na geração de emprego, e a vinda desta operação reforça a confiança dos investidores no Estado”, frisa o governador Eduardo Riedel.

Além do investimento bilionário, a Arauco anunciou que a finlandesa Valmet será sua parceira de tecnologia e equipamentos em Inocência, planta que será a primeira fábrica de celulose branqueada do grupo no Brasil. Com a parceria, a linha de produção será capaz de anualmente colocar no mercado 3,5 milhões de toneladas de celulose.

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“Essa é uma importante e decisiva etapa do Projeto Sucuriú, que contará com expertise e tecnologia de ponta”, explica o diretor-presidente da Arauco no Brasil, Carlos Altimiras, que completa. “É o maior projeto de produção de celulose do mundo implantado em etapa única, e nossa escolha reflete a busca da Arauco por parceiros que compartilhem da mesma visão em relação à inovação e práticas sustentáveis”, conclui.

O projeto vem avançando e se encontra atualmente na etapa de terraplanagem da área onde será construída a fábrica, a partir de 2025. A previsão para o início de operação da fábrica é para o segundo semestre de 2027, gerando nesse período 14 mil empregos no pico da obra.

A ‘nova indústria’ mundial

A operação englobará sistemas automatizados projetados para maximizar a eficiência energética, reduzir custos operacionais e otimizar desempenho, além de minimizar o volume de resíduos e as emissões de gases de efeito estufa, de acordo com as práticas adotadas globalmente.

Com uma sólida base digital, o Projeto Sucuriú segue a linha da indústria 4.0, com avançados controles de processos e simuladores para treinamentos operacionais, fora a integração de soluções de conectividade, do processamento da madeira até o controle de qualidade da celulose, algo que trará ainda mais segurança e otimização.

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“Este é um marco muito importante no processo de crescimento e fortalecimento do Estado e consolida o compromisso da Arauco com o Mato Grosso do Sul, que vai receber uma das maiores fábricas de celulose do mundo”, destaca Riedel ao comentar o projeto.

O escopo da fábrica inclui as áreas de processo regulares, assim como uma Planta de Gaseificação que vai gerar biocombustível para abastecer os fornos de cal da operação, uma Caldeira de Recuperação Química (a maior do mundo em capacidade no setor de papel e celulose), e uma Caldeira de Biomassa, responsável pela geração de energia a partir do reaproveitamento de biomassa e outros resíduos do processo da fabricação da celulose.

A energia gerada será de mais de 400 megawatts (MW) de eletricidade, dos quais cerca de 200 MW serão destinados para o consumo interno da unidade industrial. A energia excedente – suficiente para abastecer uma cidade de mais de 800 mil habitantes – será disponibilizada ao sistema nacional. Todo esse conjunto de práticas evidencia o compromisso da Arauco com a circularidade e sustentabilidade.

Comunicação Governo de MS
Fotos: Arquivo

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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas

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Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.

O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.

Inclusão que vai além da placa na porta

O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:

  • Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.

  • Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.

  • Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.

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O fim das remarcações

Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.

“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.

MS na vanguarda da Identificação

Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.

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