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Bolsonaristas admitem nos bastidores que ação do PL só serve para estimular protestos

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Nos últimos dias, um ministro do STF avisou a Valdemar Costa Neto que uma ação para questionar o resultado das eleições não teria nenhuma chance de prosperar. O presidente do PL admitiu que sabia disso, mas explicou que seguiria em frente de qualquer maneira. O chefão do partido argumentou que, se ficasse quieto, haveria uma rebelião da bancada bolsonarista da sigla.

Nem mesmo os aliados fiéis de Jair Bolsonaro acreditam que o Tribunal Superior Eleitoral vai mudar o resultado da disputa. A ideia de pedir à corte a anulação de parte dos votos do segundo turno é só uma tentativa de dar verniz político a suspeitas falsas de fraude e estimular novos protestos nas ruas.

Os principais operadores políticos de Bolsonaro trabalham com esse cenário. Numa conversa em Brasília na última segunda-feira (21), parlamentares que frequentam o Palácio da Alvorada reconheceram que a investida do PL não daria em nada, mas seria suficiente para fornecer combustível aos manifestantes.

Alguns dos apoiadores do presidente enxergam nesses movimentos uma espécie de derrota planejada. A provável rejeição do pedido do PL deve ser vendida como uma prova da suposta má vontade do TSE em relação a Bolsonaro e do desinteresse do tribunal em investigações que possam confirmar seu discurso.

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A ação é mais um capítulo do plano telegrafado pelos golpistas ao longo dos últimos anos. Numa entrevista ao SBT em maio, Flávio Bolsonaro disse que a desconfiança em relação às urnas eletrônicas gerava “uma revolta” na população e citou um “perigo de instabilidade” caso permanecessem dúvidas após a votação.

O presidente e seus aliados fizeram questão de fabricar artificialmente essa instabilidade. Ao usar os tribunais para agitar as ruas, Valdemar e outros apoiadores de Bolsonaro se juntam à organização criminosa que cerca quartéis, clama por uma ditadura militar, bloqueia o trânsito de rodovias, incendeia caminhões e trabalha para reverter na marra o resultado da eleição.

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Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para apostas online em 2025, aponta estudo

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As famílias brasileiras registraram uma perda líquida — diferença entre os valores apostados e os prêmios recebidos — de R$ 62,5 bilhões em plataformas de apostas digitais (bets) ao longo de 2025. O montante equivale a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e representa um impacto médio mensal de R$ 4,7 bilhões nas finanças domésticas (com base no acumulado entre outubro de 2024 e março de 2026).

Os dados fazem parte do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), elaborado com dados de movimentação do Banco Central. No período analisado, o setor movimentou quase R$ 351 bilhões apenas em transações via Pix.

Impacto no orçamento doméstico e falhas de algoritmo

Segundo o relatório, a regulamentação do setor em janeiro de 2025 provocou uma alteração direta nos padrões de consumo. Houve um aumento significativo na fatia da renda direcionada ao segmento de artes, cultura, esporte e recreação — impulsionada pelo ecossistema das apostas.

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Apesar da legislação exigir o bloqueio preventivo de usuários com padrão de apostas compulsivas, especialistas apontam falhas no cumprimento das regras de proteção do consumidor.

“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia — que é viciada, compulsiva em apostas —, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers e incentivos para que ela continue apostando. É aí que o usuário perde todo o capital”, alerta o advogado Júlio Leone.

Restrições ao Bolsa Família e desaceleração do volume

O estudo do Comsefaz também analisou os efeitos da proibição do uso de benefícios sociais para apostas, em vigor desde outubro do ano passado para beneficiários do Bolsa Família.

Indicador Impacto Observado
Volume agregado de transações Desaceleração no ritmo de transferências via Pix para bets
Perfil dos apostadores Confirmação de forte participação de famílias de baixa renda antes da restrição
Eficácia da medida Resultados concretos na redução do impacto do endividamento nas faixas mais vulneráveis
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Os dados reforçam a necessidade de um monitoramento contínuo sobre o setor e do aprimoramento dos mecanismos de controle e responsabilidade social por parte das bancas digitais.

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