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Exclusão de 1,7 milhão de beneficiários do Bolsa Família após revisão de cadastros
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O comunicador Heraldo Pereira, durante o Jornal Nacional, anunciou uma importante decisão que irá afetar muitos beneficiários do Bolsa Família, programa de distribuição de renda do Governo Federal. Após uma revisão minuciosa, irregularidades foram identificadas em 1,7 milhão de cadastros, resultando na exclusão dessas famílias do programa.
O Bolsa Família, conhecido por ser a peça central da assistência financeira fornecida pelo Governo Federal, atualmente beneficia mais de 21 milhões de residências no Brasil. Porém, esse número está prestes a ser reduzido.
Processo de Revisão do Bolsa Família
A motivação para a autorização da revisão foi um crescimento atípico no número de famílias unipessoais de 2020 a 2022. A análise cruzada do Cadastro Único (CadÚnico) com outras bases da administração federal permitiu a identificação de irregularidades e duplicidade nos cadastros, levando à retirada de cerca de 1,7 milhão de famílias unipessoais, conforme comunicado por Pereira.
Como Evitar Bloqueios do Bolsa Família?
Para evitar bloqueios futuros do programa, é crucial que os beneficiários estejam em dia com a atualização dos seus dados cadastrais. A conferência pode ser realizada online, por meio do CadÚnico, ou presencialmente em unidades da Receita Federal e postos conveniados, como Correios, Cartórios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Impacto dos Cortes do Bolsa Família
Os cortes previstos para 2024 irão afetar diversos grupos, especialmente os beneficiários que não atualizaram suas informações no CadÚnico e aqueles flagrados em situações de fraude. Também serão impactados quem não cumprir com as regras de permanência, que incluem frequência escolar mínima, apresentação de cartão de vacinação e acompanhamento nutricional e gestacional.
Resumindo, a participação no Bolsa Família pode passar por vários estágios – a suspensão, o corte e o veto. A suspensão é temporária para avaliar a elegibilidade do beneficiário. O corte implica uma interrupção imediata das parcelas, mas com a possibilidade de recuperação mediante a regularização da situação. Já o veto é definitivo, retirando as chances de recuperação do benefício.
Essa decisão busca tornar a distribuição de recursos mais justa e efetiva, garantindo que o auxílio chegue a quem realmente precisa.
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Projeto de MS apoiado pela Fundect representa o Brasil em evento nos Estados Unidos
Um projeto inovador desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi selecionado para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo, que ocorrerá de 10 a 16 de maio em Columbus, Ohio (EUA).
A pesquisa, que propõe o uso de espectroscopia infravermelha para identificar fungos em pastagens do cerrado sul-mato-grossense, foi contemplada pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) que apoia projetos científicos em escolas públicas do estado.
O projeto do IFMS, intitulado “Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier como ferramenta para identificação de fungos em pastagens no cerrado sul-mato-grossense”, é coordenado pela professora Grazieli Suszek e desenvolvido pelos estudante José Vitor Balasso e Tailaine Gomes Lima, do curso técnico integrado em Agropecuária do Campus Nova Andradina. A pesquisa busca inovar na detecção de fungos, contribuindo para o manejo agrícola da região.
A participação na ISEF representa não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a importância do apoio institucional proporcionado por programas como o PICTEC, que incentivam a iniciação científica e tecnológica desde a educação básica, promovendo o desenvolvimento de talentos e a valorização da ciência em Mato Grosso do Sul.
O que é o PICTEC?
O PICTEC é um programa da Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que visa despertar a vocação científica e tecnológica entre estudantes e professores do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar de Mato Grosso do Sul.
Na sua quarta edição, o programa ampliou o número de projetos contemplados, passando de 200 para 250, totalizando até 1.250 bolsas distribuídas entre professores e alunos.
Cada projeto é coordenado por um professor que recebe uma bolsa mensal de R$ 800 e pode orientar até quatro estudantes, cada um com bolsa de R$ 400 mensais, durante 12 meses. As áreas de pesquisa abrangem temas como Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.
Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
*com informações do IFMS
