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SEM MÁSCARA? Ministério da Saúde vai apresentar ‘esboço’ sobre fim do uso da máscara
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Tema passou a ser analisado pelo Ministério da Saúde após pedido de Bolsonaro; encontro será nesta terça-feira
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira, 23, que vai se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro na terça-feira para mostrar a ele um “esboço” dos estudos da pasta sobre o fim do uso obrigatório de máscara como medida de proteção à covid-19. Queiroga não deu uma data para que isso ocorra. “Quando nós tivermos as condições sanitárias seguras para isso”, declarou o ministro.
No início de junho, Bolsonaro relatou ter conversado com o ministro da Saúde para que fosse preparado um parecer desobrigando pessoas vacinadas ou que já tinham sido contaminadas pela doença a usarem máscaras, contrariando todas orientações de autoridades sanitárias, que recomendam o uso da proteção como forma de evitar a propagação da doença. Na manhã desta segunda-feira, Bolsonaro voltou ao tema e disse que a reunião seria nesta segunda “para dar uma solução para esse caso”.
“A ideia é a seguinte: pela quantidade de vacinados, pelo número de pessoas que já contraiu o vírus, quem já contraiu o vírus, obviamente já está imunizado também, como é o meu caso, nós tornamos facultativo, orientarmos que o uso da máscara não precisa ser mais obrigatório”, afirmou o presidente.”Essa é a nossa ideia que talvez tenha uma data a partir de hoje para essa recomendação do Ministério da Saúde.”
Bolsonaro não usa máscara, rotineiramente, e promove aglomerações desde o começo da pandemia. No sábado, o presidente foi multado pela terceira vez por promover aglomeração e circular sem máscaras. Por causa disso, o Bolsonaro será autuado em R$ 190 mil e, se não quitar o débito, poderá ter seu nome inscrito na dívida ativa de São Paulo.
Estudos científicos têm apontado a eficácia da proteção facial como estratégia contra o contágio – a medida foi adotada em grande parte dos países. O equipamento protege tanto quem o usa quanto quem está ao redor.
A obrigatoriedade do uso de máscara em locais públicos, como comércios, escolas e igrejas, foi aprovada no ano passado pelo Congresso. Após os primeiros países optarem por autorizar a dispensa do uso de máscaras por pessoas vacinadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu cautela aos governos. Segundo a OMS, a dispensa desses cuidados pode acontecer somente quando não há mais transmissão comunitária da doença e não depende apenas da vacinação contra a covid-19.
Queiroga falou sobre o fim da obrigatoriedade após o presidente falar sobre o tema pela manhã. “Eu vou conversar com o presidente Bolsonaro amanhã para apresentar para ele um esboço dos estudos que o Ministério da Saúde realizou desde quando o presidente fez essa demanda”, disse o ministro. Na semana passada, Queiroga se disse contra o uso obrigatório da máscara. Ele declarou ser favorável à conscientização.
CREDITO: ESTADÃO
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Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para apostas online em 2025, aponta estudo
As famílias brasileiras registraram uma perda líquida — diferença entre os valores apostados e os prêmios recebidos — de R$ 62,5 bilhões em plataformas de apostas digitais (bets) ao longo de 2025. O montante equivale a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e representa um impacto médio mensal de R$ 4,7 bilhões nas finanças domésticas (com base no acumulado entre outubro de 2024 e março de 2026).
Os dados fazem parte do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), elaborado com dados de movimentação do Banco Central. No período analisado, o setor movimentou quase R$ 351 bilhões apenas em transações via Pix.
Impacto no orçamento doméstico e falhas de algoritmo
Segundo o relatório, a regulamentação do setor em janeiro de 2025 provocou uma alteração direta nos padrões de consumo. Houve um aumento significativo na fatia da renda direcionada ao segmento de artes, cultura, esporte e recreação — impulsionada pelo ecossistema das apostas.
Apesar da legislação exigir o bloqueio preventivo de usuários com padrão de apostas compulsivas, especialistas apontam falhas no cumprimento das regras de proteção do consumidor.
“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia — que é viciada, compulsiva em apostas —, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers e incentivos para que ela continue apostando. É aí que o usuário perde todo o capital”, alerta o advogado Júlio Leone.
Restrições ao Bolsa Família e desaceleração do volume
O estudo do Comsefaz também analisou os efeitos da proibição do uso de benefícios sociais para apostas, em vigor desde outubro do ano passado para beneficiários do Bolsa Família.
| Indicador | Impacto Observado |
| Volume agregado de transações | Desaceleração no ritmo de transferências via Pix para bets |
| Perfil dos apostadores | Confirmação de forte participação de famílias de baixa renda antes da restrição |
| Eficácia da medida | Resultados concretos na redução do impacto do endividamento nas faixas mais vulneráveis |
Os dados reforçam a necessidade de um monitoramento contínuo sobre o setor e do aprimoramento dos mecanismos de controle e responsabilidade social por parte das bancas digitais.
