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Boca de Cena vai evidenciar a qualidade da produção de teatro e circo de MS

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Entre os dias 13 e 19 de maio, Campo Grande vai respirar teatro e circo. A Mostra Boca de Cena – Semana de Teatro e Circo de Mato Grosso do Sul apresentará peças teatrais gratuitas em todos os cantos da Cidade Morena. Serão espetáculos de teatro e circo apresentados na Praça Ary Coelho e na Lona da Mostra, que fica ao lado do Memorial da Cultura, e no Teatro Aracy Balabanian. O festival é organizado pelo Governo do Estado, por intermédio da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).

Ao todo, serão 52 espetáculos de teatro e circo para toda a família. Além das apresentações, durante a semana será realizado o Seminário Estadual de Teatro e o primeiro Seminário de Circo, que discutirá políticas públicas para a área, sobre o fazer e pensar a arte como um todo, para todos os cantos do Estado.

O Boca de Cena teve início em 2008, com organização da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, em comemoração a duas datas importantes: Dia Internacional do Teatro e Dia Nacional do Circo. Até sua edição em 2018, o festival havia contemplado 123 apresentações de artistas sul-mato-grossenses, com público estimado de 22 mil pessoas.

“O Boca de Cena é um verdadeiro presente para a população de Mato Grosso do Sul, uma oportunidade de acesso à cultura de forma gratuita e democrática. Estamos empenhados em proporcionar uma semana repleta de espetáculos teatrais e circenses de alta qualidade, levando entretenimento e reflexão para todos os cantos da capita”, salienta o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Ferreira Miranda.

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Boca de Cena chega à 15ª edição ocupando diversos locais públicos e de cultura na capital

O diretor-presidente da Fundação de Cultura do estado, Eduardo Mendes, explica que Boca de Cena visa valorizar os artistas locais. “Além de destacar a riqueza cultural sul-mato-grossense, o Boca de Cena vem para destacar e valorizar nossos talentosos artistas locais. Estamos também preparando homenagens para reconhecer as contribuições significativas daqueles que muito fizeram pela cultura de Mato Grosso do Sul”.

Homenagens

Neste ano, serão homenageados os atores Lú Bigatão e Fernando Cruz, na área do teatro, e Malu Morenah e Laila Pulchério, no circo, durante a solenidade de abertura, programada para 13 de maio, às 19 horas, no Teatro Aracy Balabanian. Lú Bigatão Rios é atriz formada pela EAD/USP (Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo), jornalista formada pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e mestre em Meio Ambiente pela Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal). Ela atua no teatro, no audiovisual e na educação ambiental. São 40 anos dedicados ao teatro, em que atuou em mais de 50 espetáculos, escrevendo, dirigindo e/ou produzindo.

Fernando Cruz, nascido em Porto Alegre (RS), em 1963, atua e milita nas artes públicas desde os anos 1980 no Teatro Imagináro Maracangalha, criado em 2006, em Campo Grande. Ele é ator, diretor e pesquisador em Teatro de Rua e Documental, Cultura Popular, Agitprop (Agitação e Propaganda), Intervenção, Performance e Cortejo. É licenciado em Artes Visuais pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e especialista em Ciências da Linguagem/Estudos Literários pela UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), com pesquisa em transposição da literatura medieval para dramartugia de rua. Atuou como Conselheiro Nacional de Cultura do Ministério da Cultura, de 2010 a 2014. Além disso, é articulador da RBTR (Rede Brasileira de Teatro de Rua).

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Malu Morenah é formada pela extinta Academia Piolin de Artes Circenses (1978-1982, SP) em acrobacia aérea, contorcionismo e funambulismo. Profissional sindicalizada das Artes Cênicas desde 1980, teve enfoque na preparação do ator sob a estética e a coreografia cênica da linguagem do circo-teatro. Nos últimos anos, tem colabordo com projetos de parceiros em outras capitais e festivais em países da América Latina. Também faz locuções para audiovisuais em português e castelhano.

Laila Pulchério é formada em relações públicas, produtora cultural e fotógrafa. Atua no Circo do Mato – Grupo de Artes Cênicas, em Campo Grande, desde 2003. É responsável pela administração, elaboração de projetos, registros fotográficos e de vídeos, operação de som e luz de alguns espetáculos, comunicação, além da manutenção do espaço. Ao longo desses mais de 20 anos com o Circo do Mato, Laila fotografou e produziu vídeos de toda trajetória do grupo, estudos, pesquisas, reformas da sede, produções de espetáculos, projetos e, naturalmente, todos os trabalhos artísticos do grupo. Participa dos colegiados de circo e de teatro na capital e no estado.

Confira aqui a programação completa do Boca de Cena 2024.

Karina Lima, Comunicação FCMS
Fotos: Divulgação

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Inteligência artificial transforma a rotina escolar, mas reafirma o papel insubstituível dos professores

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O avanço da inteligência artificial (IA) nas salas de aula brasileiras já não é mais uma promessa para o futuro, mas uma realidade consolidada no cotidiano escolar. Em alusão ao Dia Nacional dos Profissionais da Educação, comemorado em 6 de agosto, especialistas e dados do setor debatem como a tecnologia vem remodelando o ensino, otimizando o tempo dos docentes e destacando, mais do que nunca, a importância da mediação humana no aprendizado.

Pesquisa divulgada pelo Observatório Fundação Itaú em parceria com o Equidade.Info revela que 79% dos professores brasileiros já utilizam ferramentas de IA. Desses, 73% recorrem à tecnologia como apoio direto em sala de aula e 83% concordam com seu potencial pedagógico.

Mais tempo para o acolhimento pedagógico

A otimização de rotinas burocráticas e de planejamento é um dos maiores benefícios apontados por educadores. Segundo Cyntia Gomes, especialista em educação e professora de Pedagogia na EAD UniCesumar, a IA atua como uma aliada estratégica para acelerar elaborações que antes exigiam horas de dedicação.

“O uso da IA trouxe mais agilidade para tarefas que antes demandavam muito tempo aos docentes. Essa utilização permite que os profissionais dediquem mais tempo ao que realmente transforma a educação: acompanhar a aprendizagem dos estudantes, promover intervenções pedagógicas, fortalecer o trabalho colaborativo e desenvolver práticas mais significativas”, destaca a professora.

Entre as principais aplicações práticas no planejamento docente estão:

  • Elaboração e personalização: Complementação de planos de aula e sequências didáticas.

  • Diversificação de níveis: Criação de atividades adaptadas a diferentes graus de complexidade.

  • Inclusão: Adaptação de materiais para atender múltiplos perfis e ritmos de aprendizagem.

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Apesar das facilidades, Gomes reforça que o controle e a autonomia permanecem estritamente com o educador, que conhece as particularidades e objetivos pedagógicos da turma.

Por que a IA não substituirá o professor?

Diante de um modelo de ensino tradicional que já não atrai totalmente as novas gerações, a educação exige metodologias ativas que desenvolvam o pensamento crítico, a resolução de problemas e o trabalho em equipe. No entanto, a figura do professor continua sendo o pilar central desse processo.

A especialista enfatiza que a inteligência artificial carece de competências essencialmente humanas:

  • Construção de vínculos afetivos e empatia.

  • Compreensão integral do contexto sociocultural do aluno.

  • Sensibilidade e discernimento diante de situações imprevistas na rotina escolar.

“A tecnologia não é capaz de tomar decisões sobre as situações diárias do ambiente escolar. A IA vem para ampliar as possibilidades de ensinar e aprender, e não para substituir metodologias consolidadas ou a mediação docente”, pontua Gomes.

Inovação no mercado educacional: formações e assistente virtual

No setor privado, grandes instituições de ensino já integram a IA tanto no suporte acadêmico quanto na gestão administrativa. Um diagnóstico interno da Vitru Educação — mantenedora da UniCesumar — revelou que as ferramentas mais adotadas por seus professores são:

  • ChatGPT (89,7%): Utilizado para planejamento, criação de exercícios e pesquisas.

  • Gemini (78,2%): Aplicado na organização de arquivos e integração com ecossistema Google.

  • Canva IA (38,9%): Empregado na produção ágil de recursos visuais e apresentações.

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Para garantir o uso ético e seguro, a instituição oferece formações como o curso gratuito “Educar com IA: Ética, Criatividade e Presença”, além de capacitar os próprios alunos através de uma trilha que confere a Certificação Ethos.IA.

O ecossistema SofIA

Outro grande destaque tecnológico do grupo é a SofIA, uma plataforma desenvolvida pelo VitruLab (núcleo de inovação da companhia). Inicialmente voltada ao suporte institucional e financeiro, a assistente gerou resultados expressivos:

Métrica de Impacto Resultado Alcançado
Eficiência operacional Aumento de 9x na capacidade de atendimento
Conversão direta de matrículas 24% dos leads convertidos sem intervenção humana
Tempo de resposta Redução superior a 90% na espera do usuário
Agilidade da equipe de vendas Queda de 89% no tempo médio de atendimento

Em sua próxima fase de expansão, a SofIA passará a oferecer suporte pedagógico direto aos estudantes, tirando dúvidas sobre as disciplinas cursadas, sempre sob o respaldo de diretrizes institucionais pautadas pela transparência, privacidade e integridade acadêmica.

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