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Pantanal 2026: MS antecipa estratégias para enfrentar incêndios sob ameaça do El Niño
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Com o termômetro da prevenção ligado, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), já deu início à montagem do cerco contra o fogo para a Operação Pantanal 2026. A estratégia deste ano ganha um componente extra de urgência: a influência do fenômeno El Niño, que promete um inverno de temperaturas acima da média e chuvas irregulares no estado.
Diferente de anos anteriores, onde a resposta era reativa, o foco agora é a pré-temporada, com alta tecnologia e manejo preventivo do solo para evitar que os biomas (Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica) sofram grandes cicatrizes.
Drones Térmicos e Tecnologia de Ponta
A “reserva técnica” de equipamentos está sendo totalmente revisada. Entre as novidades para 2026, destacam-se:
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Vigilância Aérea: Testes com novos drones equipados com sensores de rastreamento térmico, capazes de identificar focos de calor antes mesmo das chamas se tornarem visíveis a olho nu.
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Bases Avançadas: Manutenção de pontos estratégicos dentro do Pantanal, o que reduz drasticamente o tempo de resposta entre o alerta e a chegada dos combatentes.
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Monitoramento Real: Sensores e aeronaves prontos para mobilização imediata em caso de ignição.
“Fogo contra Fogo”: A Estratégia das Queimas Prescritas
Uma das armas mais eficazes da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA) tem sido o uso do próprio fogo de forma controlada. As queimas prescritas estão previstas para os Parques Estaduais do Rio Negro e das Nascentes do Rio Taquari.
“O uso da queima prescrita permite o manejo do material combustível em períodos mais seguros, com menos impacto à fauna e flora”, explica o Major Eduardo Teixeira. A ideia é queimar o excesso de vegetação seca agora, criando barreiras naturais que impeçam a propagação de grandes incêndios no auge da seca.
Brigadas Rurais e Resiliência Local
O governo também aposta na descentralização do combate. O treinamento de brigadas em propriedades rurais cria uma primeira linha de defesa formada pelos próprios moradores e trabalhadores do campo.
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Objetivo: Equipar e capacitar comunidades locais para conter pequenos focos antes que eles ganhem proporções incontroláveis.
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Resultado de 2025: Esta estratégia foi um dos pilares para a redução expressiva de área queimada registrada no ano passado.
O Alerta do Clima
O cenário para 2026 exige cautela. O El Niño deve intensificar a estiagem, e a vegetação, que se recuperou bem em 2024, agora serve como combustível denso. Incêndios registrados já em janeiro em regiões como Nabileque e Corumbá serviram como um “ensaio geral” para o que as equipes enfrentarão nos próximos meses.
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Inteligência artificial transforma a rotina escolar, mas reafirma o papel insubstituível dos professores
O avanço da inteligência artificial (IA) nas salas de aula brasileiras já não é mais uma promessa para o futuro, mas uma realidade consolidada no cotidiano escolar. Em alusão ao Dia Nacional dos Profissionais da Educação, comemorado em 6 de agosto, especialistas e dados do setor debatem como a tecnologia vem remodelando o ensino, otimizando o tempo dos docentes e destacando, mais do que nunca, a importância da mediação humana no aprendizado.
Pesquisa divulgada pelo Observatório Fundação Itaú em parceria com o Equidade.Info revela que 79% dos professores brasileiros já utilizam ferramentas de IA. Desses, 73% recorrem à tecnologia como apoio direto em sala de aula e 83% concordam com seu potencial pedagógico.
Mais tempo para o acolhimento pedagógico
A otimização de rotinas burocráticas e de planejamento é um dos maiores benefícios apontados por educadores. Segundo Cyntia Gomes, especialista em educação e professora de Pedagogia na EAD UniCesumar, a IA atua como uma aliada estratégica para acelerar elaborações que antes exigiam horas de dedicação.
“O uso da IA trouxe mais agilidade para tarefas que antes demandavam muito tempo aos docentes. Essa utilização permite que os profissionais dediquem mais tempo ao que realmente transforma a educação: acompanhar a aprendizagem dos estudantes, promover intervenções pedagógicas, fortalecer o trabalho colaborativo e desenvolver práticas mais significativas”, destaca a professora.
Entre as principais aplicações práticas no planejamento docente estão:
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Elaboração e personalização: Complementação de planos de aula e sequências didáticas.
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Diversificação de níveis: Criação de atividades adaptadas a diferentes graus de complexidade.
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Inclusão: Adaptação de materiais para atender múltiplos perfis e ritmos de aprendizagem.
Apesar das facilidades, Gomes reforça que o controle e a autonomia permanecem estritamente com o educador, que conhece as particularidades e objetivos pedagógicos da turma.
Por que a IA não substituirá o professor?
Diante de um modelo de ensino tradicional que já não atrai totalmente as novas gerações, a educação exige metodologias ativas que desenvolvam o pensamento crítico, a resolução de problemas e o trabalho em equipe. No entanto, a figura do professor continua sendo o pilar central desse processo.
A especialista enfatiza que a inteligência artificial carece de competências essencialmente humanas:
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Construção de vínculos afetivos e empatia.
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Compreensão integral do contexto sociocultural do aluno.
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Sensibilidade e discernimento diante de situações imprevistas na rotina escolar.
“A tecnologia não é capaz de tomar decisões sobre as situações diárias do ambiente escolar. A IA vem para ampliar as possibilidades de ensinar e aprender, e não para substituir metodologias consolidadas ou a mediação docente”, pontua Gomes.
Inovação no mercado educacional: formações e assistente virtual
No setor privado, grandes instituições de ensino já integram a IA tanto no suporte acadêmico quanto na gestão administrativa. Um diagnóstico interno da Vitru Educação — mantenedora da UniCesumar — revelou que as ferramentas mais adotadas por seus professores são:
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ChatGPT (89,7%): Utilizado para planejamento, criação de exercícios e pesquisas.
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Gemini (78,2%): Aplicado na organização de arquivos e integração com ecossistema Google.
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Canva IA (38,9%): Empregado na produção ágil de recursos visuais e apresentações.
Para garantir o uso ético e seguro, a instituição oferece formações como o curso gratuito “Educar com IA: Ética, Criatividade e Presença”, além de capacitar os próprios alunos através de uma trilha que confere a Certificação Ethos.IA.
O ecossistema SofIA
Outro grande destaque tecnológico do grupo é a SofIA, uma plataforma desenvolvida pelo VitruLab (núcleo de inovação da companhia). Inicialmente voltada ao suporte institucional e financeiro, a assistente gerou resultados expressivos:
| Métrica de Impacto | Resultado Alcançado |
| Eficiência operacional | Aumento de 9x na capacidade de atendimento |
| Conversão direta de matrículas | 24% dos leads convertidos sem intervenção humana |
| Tempo de resposta | Redução superior a 90% na espera do usuário |
| Agilidade da equipe de vendas | Queda de 89% no tempo médio de atendimento |
Em sua próxima fase de expansão, a SofIA passará a oferecer suporte pedagógico direto aos estudantes, tirando dúvidas sobre as disciplinas cursadas, sempre sob o respaldo de diretrizes institucionais pautadas pela transparência, privacidade e integridade acadêmica.
