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Saneamento e Ressocialização: Projeto qualifica 140 reeducandos em hidráulica na Capital

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Uma iniciativa inédita une ressocialização, sustentabilidade e gestão pública eficiente em Mato Grosso do Sul. O Governo do Estado, por meio da Agepen, lançou o curso de Encanador Hidráulico, voltado a 140 custodiados do sistema prisional de Campo Grande. O projeto é fruto de uma parceria estratégica com a concessionária Águas Guariroba e o Senai.

A iniciativa visa transformar o tempo de cumprimento de pena em oportunidade de aprendizado técnico, preparando os internos para o mercado de trabalho enquanto otimiza a infraestrutura das próprias unidades prisionais.

Um Tripé de Benefícios

O curso não se limita à sala de aula. Ao capacitar os reeducandos para realizar reparos hidráulicos (como conserto de torneiras, descargas e tubulações), o Estado projeta ganhos em três frentes:

  • Economia aos Cofres Públicos: A estimativa é de uma redução de cerca de R$ 200 mil em gastos com serviços terceirizados de manutenção.

  • Eficiência e Sustentabilidade: A manutenção preventiva reduz o desperdício de água dentro dos presídios, promovendo o consumo consciente.

  • Reinserção Social: Além do aprendizado de uma profissão com alta demanda, o curso garante a remição de pena (a cada 12 horas de estudo, um dia de pena é reduzido), incentivando a continuidade dos estudos.

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Alcance e Formação

A capacitação, que conta com investimento de R$ 160 mil em materiais, uniformes e equipamentos de segurança por parte da concessionária, será ministrada pelo Senai. O projeto atenderá sete unidades prisionais na capital, beneficiando uma população carcerária que supera os 6 mil custodiados.

“Quando oferecemos qualificação profissional dentro do sistema prisional, estamos criando oportunidades reais de mudança de vida. O aprendizado contribui para a ressocialização e traz benefícios diretos para a administração pública”, afirmou Rodrigo Rossi Maiorchini, diretor-presidente da Agepen.

Metas para 2026

A formação em hidráulica é apenas o início de um cronograma robusto. A Divisão de Educação da Agepen planeja qualificar 2 mil reeducandos ao longo de 2026 em diversas áreas, incluindo marcenaria, serralheria e construção civil. O objetivo é claro: transformar o sistema prisional em um ambiente de aprendizado produtivo, reduzindo a reincidência criminal ao devolver cidadãos capacitados ao mercado de trabalho.

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Inteligência artificial transforma a rotina escolar, mas reafirma o papel insubstituível dos professores

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O avanço da inteligência artificial (IA) nas salas de aula brasileiras já não é mais uma promessa para o futuro, mas uma realidade consolidada no cotidiano escolar. Em alusão ao Dia Nacional dos Profissionais da Educação, comemorado em 6 de agosto, especialistas e dados do setor debatem como a tecnologia vem remodelando o ensino, otimizando o tempo dos docentes e destacando, mais do que nunca, a importância da mediação humana no aprendizado.

Pesquisa divulgada pelo Observatório Fundação Itaú em parceria com o Equidade.Info revela que 79% dos professores brasileiros já utilizam ferramentas de IA. Desses, 73% recorrem à tecnologia como apoio direto em sala de aula e 83% concordam com seu potencial pedagógico.

Mais tempo para o acolhimento pedagógico

A otimização de rotinas burocráticas e de planejamento é um dos maiores benefícios apontados por educadores. Segundo Cyntia Gomes, especialista em educação e professora de Pedagogia na EAD UniCesumar, a IA atua como uma aliada estratégica para acelerar elaborações que antes exigiam horas de dedicação.

“O uso da IA trouxe mais agilidade para tarefas que antes demandavam muito tempo aos docentes. Essa utilização permite que os profissionais dediquem mais tempo ao que realmente transforma a educação: acompanhar a aprendizagem dos estudantes, promover intervenções pedagógicas, fortalecer o trabalho colaborativo e desenvolver práticas mais significativas”, destaca a professora.

Entre as principais aplicações práticas no planejamento docente estão:

  • Elaboração e personalização: Complementação de planos de aula e sequências didáticas.

  • Diversificação de níveis: Criação de atividades adaptadas a diferentes graus de complexidade.

  • Inclusão: Adaptação de materiais para atender múltiplos perfis e ritmos de aprendizagem.

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Apesar das facilidades, Gomes reforça que o controle e a autonomia permanecem estritamente com o educador, que conhece as particularidades e objetivos pedagógicos da turma.

Por que a IA não substituirá o professor?

Diante de um modelo de ensino tradicional que já não atrai totalmente as novas gerações, a educação exige metodologias ativas que desenvolvam o pensamento crítico, a resolução de problemas e o trabalho em equipe. No entanto, a figura do professor continua sendo o pilar central desse processo.

A especialista enfatiza que a inteligência artificial carece de competências essencialmente humanas:

  • Construção de vínculos afetivos e empatia.

  • Compreensão integral do contexto sociocultural do aluno.

  • Sensibilidade e discernimento diante de situações imprevistas na rotina escolar.

“A tecnologia não é capaz de tomar decisões sobre as situações diárias do ambiente escolar. A IA vem para ampliar as possibilidades de ensinar e aprender, e não para substituir metodologias consolidadas ou a mediação docente”, pontua Gomes.

Inovação no mercado educacional: formações e assistente virtual

No setor privado, grandes instituições de ensino já integram a IA tanto no suporte acadêmico quanto na gestão administrativa. Um diagnóstico interno da Vitru Educação — mantenedora da UniCesumar — revelou que as ferramentas mais adotadas por seus professores são:

  • ChatGPT (89,7%): Utilizado para planejamento, criação de exercícios e pesquisas.

  • Gemini (78,2%): Aplicado na organização de arquivos e integração com ecossistema Google.

  • Canva IA (38,9%): Empregado na produção ágil de recursos visuais e apresentações.

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Para garantir o uso ético e seguro, a instituição oferece formações como o curso gratuito “Educar com IA: Ética, Criatividade e Presença”, além de capacitar os próprios alunos através de uma trilha que confere a Certificação Ethos.IA.

O ecossistema SofIA

Outro grande destaque tecnológico do grupo é a SofIA, uma plataforma desenvolvida pelo VitruLab (núcleo de inovação da companhia). Inicialmente voltada ao suporte institucional e financeiro, a assistente gerou resultados expressivos:

Métrica de Impacto Resultado Alcançado
Eficiência operacional Aumento de 9x na capacidade de atendimento
Conversão direta de matrículas 24% dos leads convertidos sem intervenção humana
Tempo de resposta Redução superior a 90% na espera do usuário
Agilidade da equipe de vendas Queda de 89% no tempo médio de atendimento

Em sua próxima fase de expansão, a SofIA passará a oferecer suporte pedagógico direto aos estudantes, tirando dúvidas sobre as disciplinas cursadas, sempre sob o respaldo de diretrizes institucionais pautadas pela transparência, privacidade e integridade acadêmica.

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