TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

PUXÃO DE ORELHAS: Braga Netto é aconselhado a adotar tom moderado na Câmara

Publicados

BRASIL

Ministro participará de audiência pública de três comissões da Câmara para explicar recado enviado através de um interlocutor para Lira.

Criticado por endossar as ameaças à democracia feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, participará, nesta terça-feira, 17, de audiência pública de três comissões da Câmara dos Deputados justamente para explicar seu comportamento. No mais sério desses movimentos, o general mandou um recado, através de um interlocutor político, para o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), ameaçando a realização das eleições se a PEC do Voto Impresso não fosse aprovada. A história foi revelada pelo Estadão. Por conta desse clima tenso, Braga Netto foi aconselhado por integrantes da ala política do governo a adotar um tom moderado na sessão, tentando baixar a temperatura da crise política.

Mesmo que aceite a sugestão, o general passará por um teste difícil, já que vai encontrar um clima bastante adverso dentro da Câmara. Por motivos parecidos, as comissões de Fiscalização Financeira e Controle, do Trabalho e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional decidiram cobrar explicações do ministro sobre suas atitudes. E a pressão será grande na sessão, especialmente porque o general tem um papel institucional à frente das Forças e não deveria atuar politicamente.

Leia Também:  5 milhões de pessoas já se inscreveram para a edição Enem 2024

“Não dá para haver momentos em que as Forças Armadas oscilam numa questão de respaldar essas bravatas do presidente, esses ataques à democracia, com outros momentos em que fica um pouco de dúvida. Então, isso precisa ficar esclarecido para a sociedade de uma vez por todas”, afirma o deputado Elias Vaz (PSB-GO), autor de um dos requerimentos de convocação.

“Porque, sinceramente, não dá para a gente ficar num clima desses em que todo o momento em que o Parlamento ou Judiciário contrariarem a posição do governo sempre vai sofrer ameaças. Isso não faz parte do processo democrático. E nós não vamos admitir esse tipo de coisa.

Então, acima de tudo, o Parlamento tem de exercer o seu papel de cobrar a postura do pleno funcionamento da democracia brasileira. Ele não está tendo um comportamento adequado. Precisa ser questionado, precisa ser repudiado”, acrescenta o deputado.

O deputado e ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) não acredita que Braga Netto adote uma postura beligerante durante a audiência. “Ele vai lá para atacar o Congresso? Ele vai dizer que nós somos abusivos?”, dúvida o experiente deputado.

Leia Também:  EX-DEPUTADA: Flordelis é transferida para o presídio Talavera Bruce, no Rio

Para Chinaglia, a questão central será ouvir o que o general tem a dizer sobre a ameaça feita às eleições, caso o voto impresso não passasse – a proposta acabou sendo rejeitada pela Câmara na semana passada.

“Isso é a pedra de toque do depoimento de amanhã. Está na hora das Forças Armadas ou assumem que são golpistas ou defendem a Constituição. Inclusive, frente ao presidente da República, o que não está acontecendo”, diz o deputado.

Nas últimas semanas, o ministro vem acumulando declarações e notas oficiais vistas como ataques à democracia. Na primeira, que motivou um dos chamados para falar na Câmara, o Ministério da Defesa soltou uma nota contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmando que as Forças Armadas não admitiam “ataques levianos às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”. Na CPI, Aziz afirmara que há muitos anos o Brasil “não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

CREDITO: MARCELO DE MOARES – PORTAL TERRA

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Projeto de MS apoiado pela Fundect representa o Brasil em evento nos Estados Unidos

Publicados

em

Um projeto inovador desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi selecionado para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo, que ocorrerá de 10 a 16 de maio em Columbus, Ohio (EUA).

A pesquisa, que propõe o uso de espectroscopia infravermelha para identificar fungos em pastagens do cerrado sul-mato-grossense, foi contemplada pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) que apoia projetos científicos em escolas públicas do estado.

O projeto do IFMS, intitulado “Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier como ferramenta para identificação de fungos em pastagens no cerrado sul-mato-grossense”, é coordenado pela professora Grazieli Suszek e desenvolvido pelos estudante José Vitor Balasso e Tailaine Gomes Lima, do curso técnico integrado em Agropecuária do Campus Nova Andradina. A pesquisa busca inovar na detecção de fungos, contribuindo para o manejo agrícola da região.

Leia Também:  FUTEBOL: Palmeiras, Corinthians e Flamengo abrem 18ª rodada do Brasileirão

A participação na ISEF representa não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a importância do apoio institucional proporcionado por programas como o PICTEC, que incentivam a iniciação científica e tecnológica desde a educação básica, promovendo o desenvolvimento de talentos e a valorização da ciência em Mato Grosso do Sul.

O que é o PICTEC?

O PICTEC é um programa da Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que visa despertar a vocação científica e tecnológica entre estudantes e professores do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar de Mato Grosso do Sul.

Na sua quarta edição, o programa ampliou o número de projetos contemplados, passando de 200 para 250, totalizando até 1.250 bolsas distribuídas entre professores e alunos.

Cada projeto é coordenado por um professor que recebe uma bolsa mensal de R$ 800 e pode orientar até quatro estudantes, cada um com bolsa de R$ 400 mensais, durante 12 meses. As áreas de pesquisa abrangem temas como Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.

Leia Também:  Senado avalia criação de programa nacional de armazenagem de grãos

Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
*com informações do IFMS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

TRÊS LAGOAS MS

MATO GROSSO DO SUL

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA