SAÚDE
‘Radar’ aponta queda gradativa no tempo médio de permanência do paciente no HRMS
SAÚDE
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) realizou na manhã desta quinta-feira (19) mais uma edição da Reunião de Apresentação, Discussão e Análise de Resultados (Radar) com a presença de representantes de diversos setores e a diretoria da unidade hospitalar para apresentação e análise de indicadores.
Um dos destaques da reunião foi a constatação de uma queda gradual no tempo médio de permanência dos pacientes no hospital ao longo do terceiro trimestre deste ano. Em setembro, o tempo médio de permanência dos pacientes no HRMS registrou 7,3 dias, em comparação com uma média de 7,9 dias em julho e 7,5 dias em agosto.
Os dados levantados pelo Núcleo Interno de Regulação indicam uma tendência de queda em relação à meta estabelecida, que é de 6,44 dias. Esta melhoria no tempo de permanência tem um impacto direto na otimização da rotatividade de leitos, proporcionando uma assistência mais ágil e eficiente aos pacientes.
A queda no tempo de permanência dos pacientes é resultado direto de ações estratégicas adotadas pelo hospital, incluindo aprimoramentos na gestão de alta hospitalar e leitos de retaguarda, além da manutenção do Plano de Contingência de Pacientes (PCP).
Um dos setores que tem acompanhado essa notável redução no tempo de permanência é a Cardiologia. Em julho, a média de tempo de permanência nesse setor foi de 6,1 dias, que diminuiu para 5,4 em agosto e finalmente alcançou a média esperada de 5 dias em setembro, registrando uma média de 4,9 dias. Isso é um claro indicativo do compromisso do HRMS com a melhoria contínua na prestação de serviços de saúde, conforme pontuou a diretora-presidente do HRMS, Marielle Corrêa Esgalha.
“Essa conquista é um reflexo do esforço conjunto de toda a equipe e reforça o compromisso do HRMS em proporcionar atendimento de qualidade e melhorar a experiência dos pacientes. O HRMS continua empenhado em aprimorar seus serviços e manter a excelência no cuidado com a saúde da comunidade. A reunião do RADAR reforçou a determinação do hospital em buscar constantemente maneiras de aprimorar o atendimento e cumprir sua missão de servir à população com qualidade e eficiência”, afirmou.
Radar
Mensalmente, o HRMS reúne gestores de diversos setores para análise de indicadores usando a ferramenta Radar. O objetivo é monitorar de ações e resultados com base nos indicadores apresentar os resultados das unidades de produção, otimizar a comunicação entre os setores envolvidos no processo e proporcionar maior engajamento entre os gestores e alta gestão, além de acompanhar os processos através de “SQUAD’s” (formação de grupos para avaliação e resolução de problemas).
A diretora de Ensino, Pesquisa e Qualidade Institucional do HRMS, Roberta Alves Higa, destaca que a ferramenta é um instrumento crucial para melhorar a qualidade do atendimento ao paciente.
“Essa é uma nova estratégia que estamos utilizando para otimizar a produtividade do hospital, evitar perdas e melhorar a qualidade do atendimento ao paciente. Estamos adaptando a ferramenta conforme as reuniões estão acontecendo. A proposta é que no próximo ‘RADAR’ sejam apresentadas resoluções dos SQUAD’s estabelecidos nas primeiras reuniões”, concluiu.
Joilson Francelino, Comunicação HRMS
Foto de destaque: Saul Schramm
SAÚDE
Nova arquitetura e conceito: Governo apresenta aos deputados expansão da infra e desafios da saúde em MS
A nova arquitetura da saúde regional, com avanços na regionalização da atenção hospitalar de Mato Grosso do Sul, uma das prioridades do Governo do Estado, com melhorias na entrega final, que vai beneficiar a população nos 79 municípios, bem como a proposta de uma PPP (Parceria Público Privada) no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foram apresentadas aos deputados estaduais na manhã desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa, pelo governador Eduardo Riedel e pelos secretários Maurício Simões (Saúde) e Eliane Detoni (Parcerias Estratégicas).
“Este é um momento da maior importância para nivelar o conhecimento, tirar as dúvidas, pois algumas informações divulgadas não estão vinculadas aos fatos. O projeto foi estudado com muito critério, estamos há dois anos mergulhados com todos os indicadores desse processo para nos dar subsídio, para poder construí-lo. A gente acredita que esse conhecimento deu o embasamento para o projeto”, explicou o governador, ao detalhar planos e especificidades das melhorias na saúde pública estadual.
Para melhorar a situação hospitalar atual, com foco no crescimento da demanda futura, o Governo do Estado estabelece um “novo cinturão da saúde”, levando em consideração a capacidade de atendimento de cada unidade – média e alta complexidade. O objetivo principal é a melhoria do serviço prestado ao cidadão.
“A atenção hospitalar é parte da assistência à saúde. Mas é uma parte muito importante e que nós temos carência de leitos, principalmente hospitalares de alta complexidade. E ali é que entra, então, a parceria público-privada do hospital. E tudo começou com o plano diretor de regionalização da saúde no Estado. Nós procuramos considerar inúmeros indicadores de cada município e região, para que a gente pudesse acompanhar as mais fortalecidas”, explicou Simões.
A PPP do HRMS, que faz parte do projeto de regionalização da atenção hospitalar no Estado, prevê a expansão da infraestrutura com impacto direto nos indicadores de saúde, principalmente o aumento na produtividade com previsão de crescimento de 96% das internações, que podem passar de 1,4 mil para mais de 2,7 mil por mês. Também existe a expectativa de economia de 35% por internação, além de aumento de leitos que vão passar de 362 para 577.
“O que a gente pretende sempre é melhorar a prestação de serviço público para o cidadão e, nesse caso, para que a gente consiga manter um atendimento 100% SUS, gratuito e universal. Então, é bom a gente deixar claro que o Hospital Regional, ele se mantém gratuito”, disse a secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.
Todos os serviços não assistenciais, chamados de “bata cinza” serão executados pelo futuro parceiro privado, como nutrição, limpeza, lavanderia, manutenção predial, e tudo que envolve o funcionamento físico e estrutural do hospital – apoio médico, administrativo, fornecimento de insumos, recepção, portaria, entre outros.
“Nosso desafio é planejar uma estratégia hospitalar hierarquizada e regionalizada para o estado de Mato Grosso do Sul. E isso é resultado da complexa interação de processos econômicos, políticos e sociais. E a gente fez isso sem esquecer que o Estado está passando uma Rota Bioceânica e Rota da Celulose, dois processos de desenvolvimento muito importantes”, disse o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde.
Além de terem oportunidades de tirarem dúvidas sobre o projeto de regionalização e também sobre a PPP do HRMS, os parlamentares destacaram a competência do projeto apresentado, e elogiaram o modelo de atenção à saúde proposto com vista na melhoria do serviço prestado ao usuário.
“Momento importante para os deputados apreciarem a proposta, fizemos essa proposição ao Executivo e hoje agradecemos a apresentação. Entendemos que é um projeto estruturado e muito bem estudado, com critérios”, disse o presidente da ALEMS, Gerson Claro.
Macrorregiões
Como parte do projeto de regionalização, as macrorregiões do Cone Sul – Hospital Regional de Dourados -, Costa Leste – Hospital Regional Magid Thomé (Três Lagoas) – e do Pantanal – onde será construído um hospital em Corumbá -, além de Ponta Porã e Campo Grande, também terão serviços e leitos expandidos nos próximos anos, intensificando oferta de cirurgias e exames de média e alta complexidade.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens da reunião com os deputados



