POLÍTICA MS
Eleições: começa a temporada de abraços
POLÍTICA MS
COBRANÇA: Os futuros candidatos a prefeito da capital incluirão em suas propostas medidas de combate ao impacto das mudanças climáticas? A qualidade das águas dos córregos, o zoneamento para construção de prédios, a coleta seletiva, o tratamento de resíduos, arborização e medidas preventivas contra as enchentes devem ser lembrados.
CONVENHAMOS! Os riscos do aumento de inundações causando prejuízos diversos não estão restritos a região próxima ao Shopping Campo Grande. A cidade cresceu nos últimos anos. A malha asfáltica idem. Outras regiões de risco precisam ser alvos de estudos e de respectivas obras. Faltaria vontade política de enfrentar o desafio?
HISTÓRIA: Joaquim Murtinho (1848-1911) nasceu em Cuiabá; aos 13 anos foi para o Rio de Janeiro onde cursou engenharia e medicina. Ministro da Industria/ Comercio, da Fazenda e senador (3 mandatos). Visionário, fundou o Banco Rio-Matogrosso, sócio da Cia Mate Laranjeira, deu início ao Porto de Murtinho. Seu nome batiza escolas e ruas de várias cidades, inclusive a nossa querida ‘Murtinho’.
A PROPÓSITO: Amnésia nos cuiabanos? Logo eles, tão tradicionalistas! Na pesquisa sobre o homenageado deparei com a notícia no ‘Jornal da Notícia’. Na esquina da rua Av. Isaac Póvoas com a rua Joaquim Murtinho, há uma placa com a grafia errada do nome: Joaquim Mortinho em vez de Joaquim Murtinho. Não há informação se a falha foi sanada.
BELEZA! Deputados felizes. São 923 emendas individuais (R$ 71.550,00,00) e duas coletivas (R$450 mil). Cada qual indicou a destinação de R$ 3 milhões, contra os R$2 milhões em 2023. Mais de 50% irão para a Saúde, seguida da Assistência Social, Esportes e lazer, Agricultura Familiar, Projetos Culturais, Cidadania, Segurança Pública e UEMS.
GERSON CLARO: Ao colunista o presidente da Alems destacou as boas relações que a Casa mantém com Executivo, parceira fiel nas mais diferentes situações. Lembrou que essa relação tem possibilitado a aprovação de leis benéficas a governabilidade que implica em melhorias da qualidade de vida da população com mais empregos e renda.
MUDANÇAS: Embora as convenções partidárias sejam entre 20 de junho a 5 agosto; o registro das candidaturas até 15 de agosto – e a propaganda a partir de 30 de agosto, a política vai se integrando ao cardápio das conversas do cotidiano. Também os lembretes de cunho eleitoreiro – com dicas sutis – já aparecem timidamente nos veículos.
O CLIMA: Também vão se tornando frequentes as perguntas de leitores ao colunista sobre o potencial dos pré-candidatos. O surreal é que após questionarem, eles acabam emitindo opiniões sobre o quadro, fazendo inclusive análise e previsões. Lembram o torcedor travestido de técnico da seleção de futebol em tempos de Copa do Mundo.
ELEIÇÕES: Ao longo dos anos vivenciando o ambiente, nunca é demais comparar as eleições ao casamento: A gente sabe apenas como começa! Aposto, cada leitor tem armazenado na memória exemplos inimagináveis do início das campanhas. Candidato derrotado pelo adversário; que tropeçou em si próprio ou mordeu a própria língua.
SEMPRE atual o conselho – ‘é preciso que o candidato não esqueça de combinar com o eleitor, não importa sua classe social e endereço. Quando a campanha ainda está no estágio atual, analistas levam em conta alguns fatores para as previsões. Mas com os deuses enfurecidos, as ‘urnas raivosas’ podem surpreender com resultados irônicos
SEM DÚVIDA: Conta sim o perfil do candidato, os nomes de peso das lideranças apoiadoras, a estrutura de campanha, os nomes da chapa de vereadores e naturalmente sua proposta – que deve ser convincente. Do outro lado, está o eleitor, que pode acreditar ou até se vingar do ‘sistema’, postando-se contra tudo e contra todos.
O EXEMPLO em Campo Grande é apenas mais um dentre tantos – espalhados por esse Brasil, ou aqui mesmo, incluindo a enigmática Dourados. Vale observar a mudança de hábitos do eleitor movido pela internet e celular. Parece até que o eleitor adotou aqueles óculos futuristas com poderes de ‘Raio X’ para analisar os candidatos.
CUIDADOS: Os candidatos terão que se ater às normas que regem a propaganda nos seus 35 dias levada ao ar. Deverão ser cumpridos os percentuais destinados às candidaturas femininas (mínimo de 30%) e de pessoas negras (definidos e cálculos com base no total de pedidos de registros apresentados perante a justiça eleitoral.
PREOCUPA: Como pensa o leitor? Aprovada pela CCJ do Senado a liberação do bingo, jogo do bicho, turfe e cassinos. Pesam contra: aumento da dependência e problemas de saúde mental; Impacto econômico negativo nas famílias; criminalidade, lavagem de dinheiro, problemas sociais ampliados e desigualdade econômica.
ELEIÇÕES: Na capital nada de novo em termos de candidaturas. Nem um nome para vice-prefeito confirmado. Alguns personagens aproveitando os holofotes, enquanto as tratativas de apoio nos bastidores esbarram em exigências incompatíveis com o poder de fogo deles. Não há sinalização segura de como Bolsonaro comandará o PL de mãos dadas com o PP.
BOLSONARO: A cada fala ficam as interrogações para seus comandados no Mato Grosso do Sul. Percebo as dúvidas nas conversas com políticos sobre o caso de Campo Grande, capital pequena no contexto nacional. Questiona-se também a capacidade de liderança da senadora Tereza Cristina (PP) em unir as correntes bolsonaristas do PL.
PUCCINELLI: O ex-governador carrega o estigma e o desgaste desde a sua prisão, uma espécie de tabu em seus pronunciamentos e entrevistas. Sentiu o golpe, não é mais o mesmo, mas se vira como pode para se manter no processo sucessório da capital. Tenta se manter incólume ao fator tempo, mas sua rejeição é alta. Arrivederci?
SOB CONTROLE: Com 79,52% o ICMS é a maior fonte de receitas do MS, seguido pelo IPVA com 11,55% do total recolhido neste último quadrimestre que registrou arrecadação recorde de R$ 6,9 bilhões. Assim o estado recupera o fôlego após a desaceleração em março, garantindo o cumprimento dos compromissos.
ANTÔNIO VAZ: O deputado viabilizando o Republicanos no MS. Ao assumir eram 14 diretórios – após 1 ano e 4 meses são 79. Hoje o partido tem 716 pré-candidatos e 59 chapas para concorrer as eleições de outubro, sendo 15 candidatos a prefeito e 10 postulantes a vice-prefeito. Antes o partido tinha 16 vereadores e hoje são 48.
A VOLTA: Considerado um dos excelente prefeitos da história de Naviraí, Zelmo de Brida (Republicanos) saiu da clausura para anunciar sua pré-candidatura a vice prefeito ao lado do vereador e pré-candidato a prefeito Rodrigo Massuo Sacuno (PSD). Projeto que une juventude e experiência na vida pública.
ERRATA: Na última edição, em alguns dos sites que publicam a coluna, constou como sendo a empresa Eldorado a fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, quando na verdade é a Suzano S/A. Fica feita portanto a presente retificação.
PILULAS DIGITAIS:
No Brasil, a política se resume em não deixar a onça com fome, nem o cabrito morrer. (Stanilaw Ponte Preta)
O principal problema de nosso tempo é o de que o futuro não é mais o que costumava ser. (Paul Valérv)
É uma pena que todas as pessoas que sabem como governar o país estejam ocupadas dirigindo táxis ou cortando cabelo. (George Burns)
“São bens da União…as praias marítimas; os terrenos de marinha e seus acrescidos”. (art. 20,IV e VII da Constituição)
Se os jogos de azar fossem bons seriam chamados de jogos da sorte. (André De Rose)
COLUNISTA
OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
