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Times Enactus da UFMS são finalistas em prêmio nacional

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Os Times Enactus da Cidade Universitária e dos Câmpus de Aquidauana, Naviraí e do Pantanal se destacaram nas premiações do Evento Nacional Enactus Brasil (ENEB), que será realizado de 16 a 19 de julho, em São Paulo. As equipes são finalistas nas categorias Professores UniversitáriosDesafio UniversitárioCooperando para um Amanhã MelhorJovens TalentosSociedade Sustentável; e Inovação Social.

No evento, os times dos Câmpus de Naviraí e do Pantanal foram classificados como Destaque Nível Ouro. Já o Time do Câmpus de Aquidauana foi classificado como Destaque Nível Platina, enquanto a equipe da Cidade Universitária ficou com o Destaque Nível Prata. Os times Enactus de Naviraí e do Pantanal concorrerão ao prêmio na Liga Rookie para times iniciantes, enquanto na liga principal estarão os times de Aquidauana e da Cidade Universitária.

O programa Enactus atua em diversos países com o objetivo de unir estudantes, líderes executivos, professores e pesquisadores em rede para o desenvolvimento de ações empreendedoras com viés social, econômico e ambiental. Na UFMS, existem oito times consolidados e outros dois em formação.

“Nós estruturamos os Times Enactus UFMS a partir de um programa de extensão, temos professores conselheiros comprometidos e estudantes imersos no empreendedorismo social. Tudo isto somado ao grande apoio da UFMS, tem gerado bons resultados e isto é mostrado nos destaques junto a Enactus Brasil”, explica o coordenador do Programa de Extensão Times Enactus UFMS, Geraldino Carneiro de Araújo.

O coordenador, que atua como conselheiro do Time da Cidade Universitária, é um dos três finalistas no prêmio Top Professores Universitários. “É uma honra ter esse reconhecimento e poder representar a UFMS no ENEB. Ser professor conselheiro tem muitos desafios, desde entender o papel junto ao Time até contribuir para soluções em prol das comunidades. Mas também é gratificante acompanhar um grupo de estudantes comprometidos com inovação e empreendedorismo social”, conta o professor.

O Time Enactus do Câmpus de Aquidauana é finalista nas premiações Desafio Universitário, Prêmio Jovens Talentos e Cooperando para um Amanhã Melhor, por meio do trabalho desenvolvido com o projeto Itukéti. A iniciativa busca valorizar e fortalecer a cultura, arte e tradição dos povos originários, fomentando o empreendedorismo indígena da região do Pantanal, com apoio de instituições parceiras.

Para a professora e conselheira do Time Enactus de Aquidauana, Mariana Euflasino, o projeto está alinhado com o prêmio pela busca por um amanhã melhor para comunidades indígenas. “O amanhã melhor que desejamos valoriza a cultura, a arte, a ancestralidade e conhecimento dos povos originários indígenas. Permite a possibilidade de trabalho digno e a possibilidade de vida de qualidade, sem o distanciamento do que a comunidade aprecia como sua maior riqueza, sua cultura. No amanhã melhor que o projeto estima há respeito a pluralidade das culturas”, avalia.

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“Nosso time completou, recentemente, um ano de sua fundação, então estarmos entre os finalistas destas importantes premiações junto a outros times de todo o Brasil, alguns desses com mais de 10 anos de rede, é motivo de orgulho para o time, um reconhecimento pelo trabalho desempenhado ao longo deste último ciclo e do compromisso do projeto com a comunidade”, completa a professora.

A estudante e integrante do Time Enactus de Aquidauana, Nilzalina Belizario é finalista no prêmio Jovens Talentos, que reconhece estudantes comprometidos com responsabilidade social e ambiental. “Ser indicada ao prêmio é uma honra imensa e um reconhecimento do trabalho de muita dedicação dentro do meu time Enactus, especialmente sendo indígena. Essa indicação não é apenas um mérito meu, mas também uma celebração do trabalho coletivo do Time Enactus e das comunidades indígenas da região. É uma validação de que estamos no caminho certo, fazendo a diferença e inspirando outros jovens, especialmente indígenas, a também se engajarem em causas sociais”.

A estudante é da etnia Terena e enfatiza a importância da representação indígena no ENEB. “Representar a etnia Terena e os demais parceiros indígenas em uma premiação nacional é uma responsabilidade e um privilégio enorme. É uma oportunidade de dar visibilidade à nossa cultura, lutas e conquistas, e de mostrar ao Brasil e ao mundo a força e a resiliência dos povos originários. Essa representatividade é muito importante para a valorização e preservação das nossas tradições e para a promoção de um desenvolvimento sustentável e inclusivo”, completa.

O Time Enactus do Câmpus de Naviraí também foi reconhecido pelo trabalho em prol de comunidades indígenas. A equipe é finalista do prêmio Sociedade Sustentável pela atuação com o projeto Hendy, que une a geração de renda e valorização de conhecimentos ancestrais ao criar sabonetes artesanais com óleos essenciais extraídos de plantas da comunidade indígena Kurupi Santiago Kuê. O trabalho é realizado em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Naviraí.

A professora e conselheira do Time de Naviraí, Sibelly Resch, explica que o projeto colabora para uma sociedade sustentável por diversas questões. “A principal é a geração de renda para a comunidade e o empoderamento das mulheres, que terão competências empreendedoras, porque a gente pretende deixar o projeto com elas tocando. Depois tem o uso das plantas medicinais, como o barbatimão, o capim-limão e a samambaia, usados nos sabonetes, que contribuem para a saúde das pessoas. Um outro benefício é a questão da própria logística, com uma embalagem mais sustentável, sem utilização de plástico e com menos produtos químicos. Tudo isso acaba contribuindo para a questão da sustentabilidade”.

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“Ser finalista de um prêmio como esse é muito importante para gente, é um trabalho imenso que nós tivemos. Mas no Enactus a gente trabalha por propósito, é uma atividade extensionista por natureza. A gente trabalha com a comunidade e, com isso, temos esse compromisso de alcançar bons resultados para comunidade, porque a gente sabe da dificuldade que eles enfrentam. Chegar nessa final demonstra que a gente está no caminho certo”, avalia a professora.

O Time Enactus do Câmpus do Pantanal é finalista no prêmio Inovação Social com o projeto Mel e Esperança. A proposta tem como objetivo promover a criação de abelhas sem ferrão em comunidades ribeirinhas do Pantanal. A atividade une a geração de renda e a manutenção da biodiversidade, por meio da polinização feita pelas abelhas. Atualmente, o projeto é desenvolvido na comunidade da Área de Proteção Ambiental Baía Negra.

Para a professora e conselheira do Time do Pantanal, Elaine Dupas, a atividade pode ser um importante complemento de renda para os ribeirinhos. “Trata-se de uma inovação social porque visa a implementação da meliponicultura pelos ribeirinhos para a superação de desafios sociais, como a geração de renda, visto que a principal atividade deles é a pesca artesanal e a venda de isca-viva para a pesca esportiva”, explica.

“O Time é novo e está concorrendo na Liga Rookie, que é destinada para os projetos que ainda estão em desenvolvimento. Essa é uma oportunidade de apresentar nosso projeto para os outros times Enactus e aprender com a experiência de outras iniciativas bem sucedidas. Além de propiciar uma experiência incalculável para os estudantes que participam do projeto”, finaliza a professora.

Texto: Alíria Aristides

Fotos: Arquivo de Geraldino Carneiro de Araújo

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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas

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Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.

O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.

Inclusão que vai além da placa na porta

O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:

  • Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.

  • Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.

  • Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.

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O fim das remarcações

Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.

“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.

MS na vanguarda da Identificação

Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.

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