SAÚDE
Mato Grosso do Sul participa de oficina para implementação de Política Nacional de Vigilância em Saúde
SAÚDE
A SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da superintendência de Vigilância em Saúde, participou nos dias 5 e 6 de agosto da “Oficina Regional para Implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde”, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). O evento, que aconteceu em Cuiabá, reuniu gestores da Saúde Pública de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, a implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde no estado é um desafio que requer o comprometimento e a colaboração de todos – governo, profissionais de saúde, comunidade e setor privado.
“Juntos, podemos construir um sistema de saúde mais robusto e resiliente, capaz de responder às necessidades da nossa população e garantir um futuro mais saudável para todos. Durante a oficina pudemos observar o tanto que o Mato Grosso do Sul cresceu com novas estratégias de vigilância em Saúde, investindo na pesquisa em serviço e tecnologia”, citou Larissa.
Conforme o diretor do Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Guilherme Werkeck, a iniciativa estabelece um diálogo com os profissionais de saúde da ponta.
“Essas oficinas iniciaram em Brasília, reunindo Distrito Federal e Goiás, e agora reunindo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Outras várias oficinas estão planejadas para serem realizadas ao longo desse ano e do ano que vem e, do nosso ponto de vista, elas são oficinas desenhadas para ouvir, principalmente. Entendemos que a realização da Política Nacional de Vigilância em Saúde no território só acontecerá a partir do momento que a gente percebe as dificuldades, os entraves e as necessidades da ponta do sistema”, afirmou Werkeck.
O assessor técnico do Conass, Nereu Mansano, parabenizou todos os participantes pela adesão à oficina, que debateu temas importantes para a Vigilância em Saúde. “Fiquei feliz ao ver a quantidade de pessoas que participaram do encontro. Quando falamos de mudança de processo de trabalho, de sair da zona de conforto, mudar a forma como nos organizamos, sabemos que não é um processo fácil, mas é o nosso grande desafio. No sentido de realmente fazer com que as ações de promoção, prevenção e vigilância em saúde sejam contempladas no dia a dia de todos os serviços de saúde”, explicou.
Também participaram da mesa de abertura da oficina regional a representante do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Maria Ilca Moitinho, e a representante do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Viviane Inácio.
Cerca de 150 profissionais estiveram presentes na oficina, incluindo gestores das superintendências de Vigilância em Saúde, dos Escritórios Regionais de Saúde, representantes do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde) e Dsei (Distrito Sanitário Indígena) de ambos estados.
SAÚDE
Nova arquitetura e conceito: Governo apresenta aos deputados expansão da infra e desafios da saúde em MS
A nova arquitetura da saúde regional, com avanços na regionalização da atenção hospitalar de Mato Grosso do Sul, uma das prioridades do Governo do Estado, com melhorias na entrega final, que vai beneficiar a população nos 79 municípios, bem como a proposta de uma PPP (Parceria Público Privada) no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foram apresentadas aos deputados estaduais na manhã desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa, pelo governador Eduardo Riedel e pelos secretários Maurício Simões (Saúde) e Eliane Detoni (Parcerias Estratégicas).
“Este é um momento da maior importância para nivelar o conhecimento, tirar as dúvidas, pois algumas informações divulgadas não estão vinculadas aos fatos. O projeto foi estudado com muito critério, estamos há dois anos mergulhados com todos os indicadores desse processo para nos dar subsídio, para poder construí-lo. A gente acredita que esse conhecimento deu o embasamento para o projeto”, explicou o governador, ao detalhar planos e especificidades das melhorias na saúde pública estadual.
Para melhorar a situação hospitalar atual, com foco no crescimento da demanda futura, o Governo do Estado estabelece um “novo cinturão da saúde”, levando em consideração a capacidade de atendimento de cada unidade – média e alta complexidade. O objetivo principal é a melhoria do serviço prestado ao cidadão.
“A atenção hospitalar é parte da assistência à saúde. Mas é uma parte muito importante e que nós temos carência de leitos, principalmente hospitalares de alta complexidade. E ali é que entra, então, a parceria público-privada do hospital. E tudo começou com o plano diretor de regionalização da saúde no Estado. Nós procuramos considerar inúmeros indicadores de cada município e região, para que a gente pudesse acompanhar as mais fortalecidas”, explicou Simões.
A PPP do HRMS, que faz parte do projeto de regionalização da atenção hospitalar no Estado, prevê a expansão da infraestrutura com impacto direto nos indicadores de saúde, principalmente o aumento na produtividade com previsão de crescimento de 96% das internações, que podem passar de 1,4 mil para mais de 2,7 mil por mês. Também existe a expectativa de economia de 35% por internação, além de aumento de leitos que vão passar de 362 para 577.
“O que a gente pretende sempre é melhorar a prestação de serviço público para o cidadão e, nesse caso, para que a gente consiga manter um atendimento 100% SUS, gratuito e universal. Então, é bom a gente deixar claro que o Hospital Regional, ele se mantém gratuito”, disse a secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.
Todos os serviços não assistenciais, chamados de “bata cinza” serão executados pelo futuro parceiro privado, como nutrição, limpeza, lavanderia, manutenção predial, e tudo que envolve o funcionamento físico e estrutural do hospital – apoio médico, administrativo, fornecimento de insumos, recepção, portaria, entre outros.
“Nosso desafio é planejar uma estratégia hospitalar hierarquizada e regionalizada para o estado de Mato Grosso do Sul. E isso é resultado da complexa interação de processos econômicos, políticos e sociais. E a gente fez isso sem esquecer que o Estado está passando uma Rota Bioceânica e Rota da Celulose, dois processos de desenvolvimento muito importantes”, disse o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde.
Além de terem oportunidades de tirarem dúvidas sobre o projeto de regionalização e também sobre a PPP do HRMS, os parlamentares destacaram a competência do projeto apresentado, e elogiaram o modelo de atenção à saúde proposto com vista na melhoria do serviço prestado ao usuário.
“Momento importante para os deputados apreciarem a proposta, fizemos essa proposição ao Executivo e hoje agradecemos a apresentação. Entendemos que é um projeto estruturado e muito bem estudado, com critérios”, disse o presidente da ALEMS, Gerson Claro.
Macrorregiões
Como parte do projeto de regionalização, as macrorregiões do Cone Sul – Hospital Regional de Dourados -, Costa Leste – Hospital Regional Magid Thomé (Três Lagoas) – e do Pantanal – onde será construído um hospital em Corumbá -, além de Ponta Porã e Campo Grande, também terão serviços e leitos expandidos nos próximos anos, intensificando oferta de cirurgias e exames de média e alta complexidade.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens da reunião com os deputados





