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Para descentralizar prestação jurisdicional de segundo grau, TRF3 institui Turma Regional de MS
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Para descentralizar a prestação jurisdicional de segundo grau em Mato Grosso do Sul, o TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) instituiu a Turma Regional do Estado, com sede em Campo Grande.
O governador Eduardo Riedel se reuniu com o presidente do TRF3, Carlos Muta, para falar da medida que beneficia a atuação do Tribunal Regional Federal, em Mato Grosso do Sul
“Recebi o presidente Carlos Muta, que anunciou, depois da publicação, a criação da turma regional do Mato Grosso do Sul, do Tribunal Regional Federal. É a Justiça Federal expandindo a sua atuação. É um encontro de todo esse crescimento, desenvolvimento e necessidade dessa estrutura aqui no nosso estado. Agradeço a iniciativa, o estreitamento de relacionamento e que será, sem dúvida nenhuma, muito importante para o Mato Grosso do Sul”, disse Riedel.
O TRF3 informou que a unidade será composta por três desembargadores federais e terá competência sobre processos da seção judiciária de Mato Grosso do Sul, exceto em ações criminais e de improbidade administrativa.
“A importância da turma regional de Mato Grosso do Sul é justamente concretizar aquela ideia que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região é o tribunal que direciona São Paulo e Mato Grosso do Sul. A presença do Tribunal Regional fortalece esse vínculo e mais do que isso permite que nós prestemos uma jurisdição mais eficiente, mais rápida e mais próxima do cidadão e da realidade do Estado. É uma alegria enorme para o Tribunal poder contribuir com o desenvolvimento do Estado e aproximar o jurisdicionado do Mato Grosso do Sul do Tribunal Regional Federal da 3ª Região”, disse o presidente do TRF3, Carlos Muta.
A resolução (33/2025) que normatizou a criação, considerou o direito igualitário às populações dos estados que compõem a Justiça Federal da 3ª Região de acesso direto, próximo e integral aos serviços de segunda instância.
Também levou em conta a eficiência em atribuir a órgão colegiado local o julgamento de processos com temas associados às particularidades regionais, como populações tradicionais, conflitos fundiários, agrários e ambientais.
“A ideia dessa turma regional de Mato Grosso do Sul é a presença do TRF3, hoje sediado em São Paulo. Os processos de competência do TRF3 sob a jurisdição do Estado passam a ter um ambiente, um espaço de atuação do tribunal aqui. É uma descentralização e com isso uma proximidade dos julgadores acerca de temáticas que são relevantes, importantes. Como acesso à jurisdição, ao sistema de justiça com menos barreiras, com maior proximidade pela localização dentro do próprio território do Estado de Mato Grosso do Sul”, explicou a procuradora-geral do Estado, Ana Ali.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende
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Governo de MS investe R$ 65 milhões em novas unidades prisionais na Gameleira
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (26), a homologação das licitações para a construção de três novas unidades prisionais no Complexo da Gameleira, na saída para Sidrolândia. O projeto é um pilar estratégico para reduzir a superlotação e modernizar a custódia no estado.
Com um investimento superior a R$ 65 milhões, as obras visam fortalecer a segurança pública e ampliar as frentes de ressocialização dos internos.
Expansão em Números
A construção das unidades Gameleira I, II e III terá impacto direto no déficit de vagas do regime fechado. Confira os detalhes técnicos:
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Capacidade Total: 1.224 novas vagas (408 por unidade).
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Estrutura: 30 celas por unidade em áreas de mais de 3 mil m².
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Modelo: Unidades de baixa complexidade, projetadas para eficiência de gestão e controle.
| Unidade | Empresa Responsável | Investimento |
| Gameleira I | JAC Engenharia Soluções Inteligentes | R$ 22,1 milhões |
| Gameleira II | Poligonal Engenharia e Construções | R$ 21,2 milhões |
| Gameleira III | Engetal Engenharia e Construções | R$ 22,1 milhões |
Visão Estratégica: Segurança e Ressocialização
Para o secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, as obras não representam apenas “paredes”, mas sim uma estratégia de governo para organizar o sistema e proteger a população.
“É um investimento estratégico, que alia estrutura adequada com gestão eficiente”, afirmou Alcântara.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reforçou que a ampliação é fundamental para o aprimoramento das políticas de custódia e reintegração social. As novas vagas na Gameleira fazem parte de um pacote maior que prevê 2,4 mil novas vagas em todo o Mato Grosso do Sul, através de novas construções e ampliações de presídios existentes.
Execução e Prazos
A coordenação dos projetos fica a cargo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), que será a responsável por fiscalizar a qualidade técnica e o cumprimento do cronograma das construtoras vencedoras.
A iniciativa reafirma o compromisso do Estado com um sistema prisional mais equilibrado, seguro e humano, tratando a infraestrutura como base para a redução da criminalidade a longo prazo.


