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Programa MS Saúde celebra mais de 200 cirurgias corretivas para fissura labiopalatina

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Um sorriso, gesto universal de acolhimento e conexão, ganha um novo significado para 109 pessoas em Mato Grosso do Sul. O programa MS Saúde – Mais Saúde, Menos Fila, em parceria com a Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais) e a Maternidade Cândido Mariano, celebra o sucesso de cirurgias corretivas para fissura labiopalatina, popularmente conhecida como ‘lábio leporino’.

A iniciativa executada pelo Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), atende pacientes, em sua maioria crianças e bebês, que agora têm seus sorrisos transformados. O MS Saúde que tem o objetivo reduzir a fila de espera por procedimentos cirúrgicos, já realizou até o dia 30 de março 212 cirurgias corretivas e está com 110 pacientes aptos dentro da programação cirúrgica para realizar o procedimento. As cirurgias são realizadas por uma equipe multidisciplinar altamente qualificada, referência nacional no tratamento de deformidades craniofaciais.

O MS Saúde já realizou até o dia 30 de março, 212 cirurgias corretivas e está com 110 pacientes aptos dentro da programação cirúrgica.

A fissura labiopalatina, uma má-formação congênita que afeta o lábio e/ou o palato, impõe desafios significativos desde o nascimento, impactando a alimentação, respiração, desenvolvimento da fala e audição, além de gerar problemas dentários e faciais. Além dos infortúnios de saúde, o pior são as consequências sociais e emocionais, a exemplo do bullying. O tratamento cirúrgico é fundamental para corrigir a deformidade e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso.

A Superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso, enfatizou a importância da parceria entre as instituições que hoje proporciona o atendimento destes pacientes aqui no Estado. “A Funcraf possui uma equipe multidisciplinar especializada na reabilitação de pacientes com fissura labiopalatina. No entanto, os procedimentos cirúrgicos não eram realizados em Mato Grosso do Sul, sendo encaminhados para São Paulo, referência nacional nesse tipo de tratamento. Com a regionalização dos procedimentos reduz o tempo de espera na fila, facilita o acompanhamento dos pacientes e elimina os custos com viagens e hospedagem, além de fortalecer a rede de saúde estadual, contribuindo para o desenvolvimento da capacidade cirúrgica do Estado”, afirma.

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Um Recomeço para Muitas Famílias

O MS Saúde vem fazendo cada vez mais parte das famílias sul-mato-grossenses. Histórias de mães, como a da cuidadora de idosos, Lucy Gomes, ilustram o impacto transformador da iniciativa proporcionada pelo programa.

Lucy Gomes enfrenta um duplo desafio. Mãe de Ângelo Gabriel (8 anos) e Maria Vitória (6 anos), ambos nascidos com fissura labiopalatina, compartilhou seu alívio. “É maravilhoso ver meus filhos sorrindo, saudáveis e felizes. Quando o Ângelo Gabriel nasceu eu não conhecia essa má-formação, então foi um grande susto na família porque ninguém tinha experiência em lidar com a situação. Na época foi desesperador pois esses procedimentos não eram feitos aqui no Estado e as primeiras cirurgias dos meus filhos foram feitas em João Pessoa (PB). A Funcraf abraçou nossa causa e me apoiou em tudo, nos primeiros cuidados, na alimentação do Ângelo Gabriel e depois com a Maria Vitória eu já tinha mais experiência, mas sempre recebendo o suporte da Funcraf e Secretaria de Saúde,” comemora Lucy Gomes.

Lucy expressa sua confiança no suporte contínuo oferecido pelas instituições. Ela acredita que esse suporte é fundamental para o desenvolvimento e o sucesso do tratamento dos filhos, destacando a importância de contar com uma rede de apoio sólida. “Tenho plena confiança no amparo que o MS Saúde e a Funcraf nos oferecem. Desde o momento em que saí do hospital sem saber como cuidar de uma criança com fissura e fui encaminhada para cá, encontrei todo o suporte necessário. O MS Saúde realmente nos proporciona toda uma rede de cuidados, do primeiro atendimento, passando pela cirurgia e pós-operatório, até a fase de adaptação”.

A gratidão de Lucy se estende ao atendimento recebido pela sua família tanto em Campo Grande quanto em sua cidade natal, Pedro Gomes. “Somos muito gratos pelo auxílio do MS Saúde, tanto aqui em Campo Grande quanto em nossa cidade, Pedro Gomes. O serviço tem sido maravilhoso. Além de auxiliar meus filhos, minha mãe também passou por uma cirurgia de aplicação no olho há duas semanas, devido a um descolamento de retina. Essa cirurgia essencial foi viabilizada pelo MS Saúde”, completa Lucy.

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A fissura palatina é uma má-formação congênita que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. É caracterizada por uma abertura vertical no céu da boca, no lábio superior e na base do nariz, normalmente em um lado do rosto. O diagnóstico das fendas labiopalatinas pode ser feito por ultrassonografia a partir da 14ª semana de gestação. No entanto, grande parte dos diagnósticos é realizada após o parto.

Atendimento Contínuo e Referência Nacional

Dados da ONU apontam que um em cada 700 bebês nasce com lábio leporino, e muitos não têm acesso ao tratamento adequado na idade adulta. O Governo de Mato Grosso do Sul, através da SES, reafirma o compromisso de investir em programas que garantam o acesso a serviços de saúde de qualidade. A meta é ampliar o atendimento a pacientes com fissura labiopalatina e outras deformidades craniofaciais.

“Assim que a segunda fase do projeto MS Saúde for concluída, as cirurgias para anomalias crânio bucomaxilofaciais se tornarão rotina no Estado, em conjunto com a Maternidade Cândido Mariano e a Funcraf. A partir de maio, o atendimento será permanente”, anunciou Maria Angélica Benetasso.

De acordo com a Superintendente de Gestão Estratégica da SES, a expectativa é que Mato Grosso do Sul se torne referência nacional na realização de cirurgias para tratamento de fissura labiopalatina, atendendo não apenas os pacientes do Estado, mas também de outras regiões do país.

Helton Davis, comunicação SES
Foto Capa: Divulgação Gov

Fotos internas: Helton Davis e Divulgação Gov

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Nova arquitetura e conceito: Governo apresenta aos deputados expansão da infra e desafios da saúde em MS

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A nova arquitetura da saúde regional, com avanços na regionalização da atenção hospitalar de Mato Grosso do Sul, uma das prioridades do Governo do Estado, com melhorias na entrega final, que vai beneficiar a população nos 79 municípios, bem como a proposta de uma PPP (Parceria Público Privada) no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foram apresentadas aos deputados estaduais na manhã desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa, pelo governador Eduardo Riedel e pelos secretários Maurício Simões (Saúde) e Eliane Detoni (Parcerias Estratégicas).

“Este é um momento da maior importância para nivelar o conhecimento, tirar as dúvidas, pois algumas informações divulgadas não estão vinculadas aos fatos. O projeto foi estudado com muito critério, estamos há dois anos mergulhados com todos os indicadores desse processo para nos dar subsídio, para poder construí-lo. A gente acredita que esse conhecimento deu o embasamento para o projeto”, explicou o governador, ao detalhar planos e especificidades das melhorias na saúde pública estadual.

Para melhorar a situação hospitalar atual, com foco no crescimento da demanda futura, o Governo do Estado estabelece um “novo cinturão da saúde”, levando em consideração a capacidade de atendimento de cada unidade – média e alta complexidade. O objetivo principal é a melhoria do serviço prestado ao cidadão.

“A atenção hospitalar é parte da assistência à saúde. Mas é uma parte muito importante e que nós temos carência de leitos, principalmente hospitalares de alta complexidade. E ali é que entra, então, a parceria público-privada do hospital. E tudo começou com o plano diretor de regionalização da saúde no Estado. Nós procuramos considerar inúmeros indicadores de cada município e região, para que a gente pudesse acompanhar as mais fortalecidas”, explicou Simões.

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A PPP do HRMS, que faz parte do projeto de regionalização da atenção hospitalar no Estado, prevê a expansão da infraestrutura com impacto direto nos indicadores de saúde, principalmente o aumento na produtividade com previsão de crescimento de 96% das internações, que podem passar de 1,4 mil para mais de 2,7 mil por mês. Também existe a expectativa de economia de 35% por internação, além de aumento de leitos que vão passar de 362 para 577.

“O que a gente pretende sempre é melhorar a prestação de serviço público para o cidadão e, nesse caso, para que a gente consiga manter um atendimento 100% SUS, gratuito e universal. Então, é bom a gente deixar claro que o Hospital Regional, ele se mantém gratuito”, disse a secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

Todos os serviços não assistenciais, chamados de “bata cinza” serão executados pelo futuro parceiro privado, como nutrição, limpeza, lavanderia, manutenção predial, e tudo que envolve o funcionamento físico e estrutural do hospital – apoio médico, administrativo, fornecimento de insumos, recepção, portaria, entre outros.

“Nosso desafio é planejar uma estratégia hospitalar hierarquizada e regionalizada para o estado de Mato Grosso do Sul. E isso é resultado da complexa interação de processos econômicos, políticos e sociais. E a gente fez isso sem esquecer que o Estado está passando uma Rota Bioceânica e Rota da Celulose, dois processos de desenvolvimento muito importantes”, disse o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde.

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Além de terem oportunidades de tirarem dúvidas sobre o projeto de regionalização e também sobre a PPP do HRMS, os parlamentares destacaram a competência do projeto apresentado, e elogiaram o modelo de atenção à saúde proposto com vista na melhoria do serviço prestado ao usuário.

“Momento importante para os deputados apreciarem a proposta, fizemos essa proposição ao Executivo e hoje agradecemos a apresentação. Entendemos que é um projeto estruturado e muito bem estudado, com critérios”, disse o presidente da ALEMS, Gerson Claro.

Macrorregiões

Como parte do projeto de regionalização, as macrorregiões do Cone Sul – Hospital Regional de Dourados -, Costa Leste – Hospital Regional Magid Thomé (Três Lagoas) – e do Pantanal – onde será construído um hospital em Corumbá -, além de Ponta Porã e Campo Grande, também terão serviços e leitos expandidos nos próximos anos, intensificando oferta de cirurgias e exames de média e alta complexidade.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens da reunião com os deputados

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