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Cidadania: MS inicia projeto piloto para regularizar documentação de indígenas transfronteiriços

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Mato Grosso do Sul deu início, nesta quarta-feira (21), a uma ação humanitária e administrativa inédita: o levantamento documental da população indígena transfronteiriça. O foco são indígenas que migraram do Paraguai e hoje residem em território sul-mato-grossense, mas que enfrentam barreiras legais por falta de documentação básica.

O trabalho é coordenado pelo Ceesrad/MS (Comitê para Erradicação do Sub-registro Civil), ligado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead).

Mapeamento em Aldeias Estratégicas

O projeto piloto concentra-se, inicialmente, em três municípios da faixa de fronteira: Paranhos, Coronel Sapucaia e Caarapó. Em Paranhos, as atividades seguem até o dia 25 de janeiro, com reuniões em escolas municipais localizadas nas seguintes aldeias:

  • Arroio Corá e Ipoy

  • Sete Cerros e Pirajuí

  • Potrero Guassu e Paraguassu

Por que a regularização é vital?

A falta de documentos civis (como certidão de nascimento e RG) ou de regularização migratória impede que esses indígenas acessem direitos fundamentais garantidos pela lei brasileira. A regularização permitirá o acesso a:

  1. Saúde: Atendimento completo no SUS e DSEI.

  2. Educação: Matrícula formal em escolas.

  3. Programas Sociais: Inclusão em benefícios de transferência de renda.

  4. Cidadania: Emissão de CPF e outros documentos nacionais.

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Parceria Internacional

A ação não é isolada. Após o levantamento da situação de cada indivíduo, o Governo de MS atuará em conjunto com o Consulado do Paraguai em Ponta Porã. Essa articulação interinstitucional visa desburocratizar a obtenção de documentos paraguaios necessários para que a regularização no Brasil ocorra de forma legal e segura.

“Esta etapa é fundamental para definirmos estratégias de regularização e garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas em contexto de mobilidade”, destaca Sabrina Frazeto, coordenadora do Comitê.

Estrutura de Apoio

Para viabilizar o projeto, o Ceesrad mobilizou uma rede que inclui:

  • Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Indígenas.

  • Coordenações Regionais da Funai (Ponta Porã e Dourados).

  • Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

O que é o Ceesrad?

O Comitê Gestor Estadual para Erradicação do Sub-registro Civil é o órgão responsável por garantir que nenhum cidadão em MS fique “invisível” aos olhos do Estado. O grupo promove mutirões e campanhas para que todos tenham acesso à documentação básica, combatendo o sub-registro civil em comunidades vulneráveis e de difícil acesso.

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Assembleia Legislativa aprova declaração de utilidade pública e nova data comemorativa em MS

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Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (4), os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram duas propostas na Ordem do Dia. Os projetos tratam do apoio ao desenvolvimento da agricultura familiar no interior do Estado e da inclusão de uma celebração religiosa e social no Calendário Oficial sul-mato-grossense.

Incentivo à agricultura familiar em Coxim

Aprovado em discussão única, o Projeto de Lei 81/2026 declara de utilidade pública estadual a Associação de Desenvolvimento Rural da Colônia Taquari, localizada no município de Coxim. Com a aprovação na Casa de Leis, a matéria segue para o expediente.

A entidade, que opera sem fins lucrativos, atua diretamente no fortalecimento dos produtores rurais da região por meio de ações de:

  • Capacitação técnica: Qualificação profissional para os associados locais.

  • Organização comunitária: Estímulo à cooperação entre as famílias rurais.

  • Sustentabilidade: Incentivo a práticas agrícolas sustentáveis e à valorização da agricultura familiar.

Com o título de utilidade pública, a associação ganha respaldo legal para firmar parcerias com órgãos governamentais e captação de recursos públicos para expansão de seus projetos sociais e produtivos.

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Reconhecimento ao Movimento “Mães que Oram pelos Filhos”

Em primeira discussão, o plenário também deu parecer favorável ao Projeto de Lei 82/2026, que institui o Dia Estadual do Movimento Mães que Oram pelos Filhos, a ser celebrado anualmente no dia 30 de março. O texto agora segue para a segunda discussão antes de ser enviado para sanção.

A data escolhida faz alusão ao surgimento do movimento, fundado em 30 de março de 2011 na Arquidiocese de Vitória (ES). Atualmente espalhada por diversos estados e países, a iniciativa reúne mulheres em grupos de oração, apoio mútuo e fortalecimento dos laços familiares.

Em Mato Grosso do Sul, a rede atua ativamente em diversas paróquias e comunidades promovendo ações voltadas à solidariedade, à cultura da paz e ao amparo social.

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