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Carnaval e política: próximos e tão parecidos!
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NA PASSARELA: “O desfile da Acadêmicos de Niterói pode não influir no resultado da eleição, mas exibe a desigualdade de armas na campanha. O presidente atropela regras sem ser impedido, mas isso não evita que seja um infrator do código de ética da vida real…Lula afronta regras e consegue não ser admoestado devido à complacência que protege o mito…”. (Dora Kramer – FSP).
DETALHES: Jana num carro alegórico e Bolsonaro será ironizado pelo ator Marcelo Adnet. A letra do samba diz bem: “em Niterói, o amor venceu o medo ( ) por ironia treze noites, treze dias me guiou Santa Luzia, São José alumiou da esquerda de Deus Pai, da luta sindical à liderança mundial”. E o refrão – “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.
OPOSIÇÃO? Conversa pra boi dormir. Em 2026 o Planalto autorizou a liberação de R$ 1,5 bi em verbas de emendas aos deputados e senadores – mais que o dobro em 2025 Em ano de eleição, isso amansa o pessoal do Centrão (que cria dificuldades para colher facilidades) e vai minando a candidatura de Flavio Bolsonaro. Quem quer dinheiro?
ESQUEMA? Além de eliminar as gorduras dos obesos, as canetas emagrecedoras estariam também diminuindo os lucros das distribuidoras do produto no Brasil. Fala-se que o alerta de riscos de pancreatite faria parte de campanha bem orquestrada para frear a compra do produto no Paraguai e o seu consequente contrabando. Tudo é possível.
MÁ GESTÃO: “Estejam certos de que vamos acabar, mais uma vez, com a vergonhosa fila do INSS…” Promessa de Lula na posse. A fila pulou de 930,6 mil vítimas para mais de 3 milhões. A novidade do INSS petista foi o roubo da grana dos aposentados. Os mutirões prometidos pelo então ministro Carlos Lupi, da Previdência não aconteceram.
DONALD Hitler? Questionado sobre seus limites na entrevista ao Times em 7 de janeiro, o Presidente Trump respondeu: “Sim, existe uma coisa. Minha própria moralidade. Minha própria mente. Esta, a única coisa que pode me conter. Eu não necessito de leis internacionais. ” Os observadores, unânimes: Hitler pensaria igual.
AGORA VAI? Caiado quer ser Presidente. Vale recordar: naquelas eleições de 1989 ele ficou em 10º lugar dentre os 22 postulantes. Obtendo 488 mil votos, ficou atrás de Collor de Mello, Lula, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Guilherme Afif Domingues, Ulisses Guimarães, Roberto Freire e Aureliano Chaves.
O PARAÍSO: Parafraseando o texto bíblico: são vários os pretendentes ao Senado, mas só dois serão ‘chamados’. Hoje fala-se muito sobre as benesses proporcionadas pelo Senado, mas a última que ouvi é genial. Para Darci Ribeiro, “o Senado seria o paraíso dos políticos, com a vantagem de não precisar morrer para nele entrar. ”
PROJEÇÕES-1: Respeitando pesquisas, mas sem desprezar fatores envolvendo uma eleição estadual casada com a sucessão presidencial, há várias projeções sobre as chances dos postulantes ao parlamento estadual. Deve-se atentar à influência da janela partidária (6 de março a 5 de abril), quando poderá mudar de legenda quem tem mandato obtido em pleitos proporcionais.
PROJEÇÕES-2: Com base nos votos de 2022, hoje teríamos em tese como favoritos às 13 primeiras vagas: Paulo Correa (45.183 votos), Zeca do PT (47.193 votos), Jamilson (43.435 votos), Zé Teixeira (39.329 votos), Lídio (32.412 votos), Caravina (31.952 votos), Davi (31.480 votos), Lucas (26.575 votos), Mochi (26.108 votos), Catan (25.914 votos), Gerson (25839 votos), Londres (25.691votos), Vaz (19.395 votos).
PROJEÇÕES-3: Cerca de 8 cadeiras, aproximadamente, seriam disputadas palmo a palmo para a Assembleia Legislativa. Leva-se em conta as candidaturas – principalmente do interior, vistas como potencial de votos e que pouco aparecem nas pesquisas. Também devem influenciar para eventual êxito delas: os rumos da sucessão nacional e a disputa pelo Parque dos Poderes.
BASTIDORES-1: No saguão da Assembleia o assunto desta quinta foi a eventual saída do desembargador Ari Raghiant – indicado pela OAB em 2022 ao TJMS. As razões: não teria se adaptado ao cargo e estaria planejando voltar a sua banca de advocacia na capital. Ao mesmo tempo, especula-se o nome de Fabio Trad para essa vaga.
BASTIDORES-2: A vinculação do nome de Fabio Trad é no mínimo interessante, pois ele integra o mesmo grupo de Raghiant na OAB, havendo portanto identidade entre ambos. Sobre essas especulações em ano de eleições, os dois cidadãos não se manifestaram publicamente, mas nas redes sociais o assunto vai ganhando espaço.
BASTIDORES-3: O deputado Zeca do PT não perde a chance de ironias e venenos. Faz sempre questão de elogiar a postura do colega João H. Catan, vaticinando que se o mesmo for candidato ao Governo, provocaria o segundo turno. Mas sobre eventual desistência de Fabio Trad em disputar o governo, Zeca simplesmente muda de assunto.
BASTIDORES-4: Líder do ‘Republicanos’, o deputado Antonio Vaz se diz preparado para a reeleição, com chapa pronta para superar os 19.395 votos de 2.022. De olho na Câmara Federal, o deputado Roberto Hashioka saiu animado do encontro com Riedel que também abraçou a candidatura de Dione Hashioka à Assembleia Legislativa. Um casal de valor.
BASTIDORES-5: Cautelosos, poucos deputados se arriscam a comentar sobre a futura convivência de lideranças políticas decorrente das federações partidárias. Há mais dúvidas do que certezas. Sobre isso conversei com o ex-deputado capitão Contar, também evasivo nos argumentos. Não convenceu. Será que aprendeu a jogar?
BASTIDORES-6: A aproximação da Senadora Soraya com o PT através do deputado Vander provocando ‘vômito eleitoral’ nas redes sociais. As manifestações unânimes, criticam a trajetória da senadora após sua eleição marcada por um discurso à favor da direita. Na política, o eleitor adora traições, mas odeia e rejeita os traidores.
CONFETES & SERPENTINAS:
E o Toffoli, hein? (na internet)
A vaidade é um princípio de corrupção. (Machado de Assis em D. Casmurro)
O Carnaval tornou-se uma festa coletiva em que o casal não tem função, nem destino. Os pares que se beijam para milhões de telespectadores são falsos casais, fingindo um desejo, representando um amor. (Nelson Rodrigues)
Flavio Bolsonaro. É o que temos?
Os jovens já começam a apresentar sinais de uma espécie em extinção. (Luiz F. Pondé)
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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
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