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PUXÃO DE ORELHAS: Braga Netto é aconselhado a adotar tom moderado na Câmara

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Ministro participará de audiência pública de três comissões da Câmara para explicar recado enviado através de um interlocutor para Lira.

Criticado por endossar as ameaças à democracia feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, participará, nesta terça-feira, 17, de audiência pública de três comissões da Câmara dos Deputados justamente para explicar seu comportamento. No mais sério desses movimentos, o general mandou um recado, através de um interlocutor político, para o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), ameaçando a realização das eleições se a PEC do Voto Impresso não fosse aprovada. A história foi revelada pelo Estadão. Por conta desse clima tenso, Braga Netto foi aconselhado por integrantes da ala política do governo a adotar um tom moderado na sessão, tentando baixar a temperatura da crise política.

Mesmo que aceite a sugestão, o general passará por um teste difícil, já que vai encontrar um clima bastante adverso dentro da Câmara. Por motivos parecidos, as comissões de Fiscalização Financeira e Controle, do Trabalho e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional decidiram cobrar explicações do ministro sobre suas atitudes. E a pressão será grande na sessão, especialmente porque o general tem um papel institucional à frente das Forças e não deveria atuar politicamente.

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“Não dá para haver momentos em que as Forças Armadas oscilam numa questão de respaldar essas bravatas do presidente, esses ataques à democracia, com outros momentos em que fica um pouco de dúvida. Então, isso precisa ficar esclarecido para a sociedade de uma vez por todas”, afirma o deputado Elias Vaz (PSB-GO), autor de um dos requerimentos de convocação.

“Porque, sinceramente, não dá para a gente ficar num clima desses em que todo o momento em que o Parlamento ou Judiciário contrariarem a posição do governo sempre vai sofrer ameaças. Isso não faz parte do processo democrático. E nós não vamos admitir esse tipo de coisa.

Então, acima de tudo, o Parlamento tem de exercer o seu papel de cobrar a postura do pleno funcionamento da democracia brasileira. Ele não está tendo um comportamento adequado. Precisa ser questionado, precisa ser repudiado”, acrescenta o deputado.

O deputado e ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) não acredita que Braga Netto adote uma postura beligerante durante a audiência. “Ele vai lá para atacar o Congresso? Ele vai dizer que nós somos abusivos?”, dúvida o experiente deputado.

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Para Chinaglia, a questão central será ouvir o que o general tem a dizer sobre a ameaça feita às eleições, caso o voto impresso não passasse – a proposta acabou sendo rejeitada pela Câmara na semana passada.

“Isso é a pedra de toque do depoimento de amanhã. Está na hora das Forças Armadas ou assumem que são golpistas ou defendem a Constituição. Inclusive, frente ao presidente da República, o que não está acontecendo”, diz o deputado.

Nas últimas semanas, o ministro vem acumulando declarações e notas oficiais vistas como ataques à democracia. Na primeira, que motivou um dos chamados para falar na Câmara, o Ministério da Defesa soltou uma nota contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmando que as Forças Armadas não admitiam “ataques levianos às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”. Na CPI, Aziz afirmara que há muitos anos o Brasil “não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

CREDITO: MARCELO DE MOARES – PORTAL TERRA

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OLHA ELE: Lula lidera corrida presidencial e venceria no 1º turno

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Pesquisa do Ipec aponta que o ex-presidente teria pontos percentuais à frente de Bolsonaro se as eleições fossem hoje.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece mais de 20 pontos porcentuais à frente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em pesquisa sobre as eleições presidenciais realizada pelo instituto Ipec e divulgada nesta quarta-feira, 22. Nas duas simulações pesquisadas, Lula supera todos os outros virtuais candidatos a presidente da República somados, o que o levaria a vencer no primeiro turno se o pleito fosse hoje, segundo o levantamento divulgado pela TV Globo.

No primeiro cenário, Lula tem 48% ante 23% de Bolsonaro. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece com 8%, à frente do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem 3% e está empatado com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), também com 3%. Votos em branco e nulos somam 10% e não sabem ou não responderam, 4%.

No segundo cenário, Lula tem 45% e Bolsonaro 22%. Nesta sondagem, Ciro aparece com 6%, um ponto porcentual à frente do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro (sem partido), que tem 5%. O jornalista José Luiz Datena (PSL) vem em seguida, com 3%, e Doria aparece com 2%. Mandetta e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), estão empatados com 1%. Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS) não pontuaram. Votos em branco e nulos somam 9% e não sabem ou não responderam 5% dos entrevistados. Neste cenário, Lula aparece no limite da margem de erro para vencer em primeiro turno se as eleições fossem hoje.

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A pesquisa do Ipec foi realizada de 16 a 20 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%.

CREDITO: ESTADÃO

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