CAMPO GRANDE
Governo de MS amplia a oferta de vacinação contra dengue para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos
CAMPO GRANDE
O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), publicou em Diário Oficial do Estado a Resolução n. 179/SES/MS que amplia a oferta de vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes. A faixa etária entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Inicialmente, o público-alvo eram crianças de 10 a 11 anos de idade.
A resolução mantém a recomendação conforme orienta o Informe Técnico Operacional da Estratégia de Vacinação contra a dengue para o ano de 2024.
“Tivemos uma reunião junto ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) e ele autorizou os estados que se sentirem confortáveis a fazer essa ampliação, podem fazer. Considerando que aqui no estado os 79 municípios receberam vacina, temos a totalidade. Um longo trabalho a ser feito, então pensando que precisamos ofertar o mais rápido possível, trazemos a ampliação não mais de 10 e 11 anos, mas de 10 a 14 anos”, explica a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger.
A vacinação contra a dengue tem como objetivo a redução das hospitalizações e óbitos decorrentes das infecções pelo vírus da dengue na população-alvo para a vacinação. É fundamental o alcance de elevadas e homogêneas coberturas vacinais. A vacinação é considerada uma das principais e mais relevantes intervenções em saúde pública para a promoção da saúde, controle e eliminação de doenças imunopreveníveis.
O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A recomendação é que a vacinação seja iniciada pela administração de D1. As demais doses para D2 serão enviadas posteriormente considerando o intervalo recomendado de 3 meses entre as doses.
Atendimento por macrorregião
Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 73.354 doses do imunizante contra a dengue, distribuídas nas quatro macrorregiões de saúde:
- Macrorregião de Dourados, com exceção do município de Dourados que já foi contemplado com outra estratégia.
Receberam os seguintes quantitativo de imunizantes: Caarapó (936 doses), Deodápolis (369), Douradina (172), Fátima do Sul (495), Glória de Dourados (259), Itaporã (793), Jateí (108), Laguna Carapã (231), Rio Brilhante (1.198), Vicentina (153), Eldorado (324), Iguatemi (410), Itaquiraí (575), Japorã (396), Juti (246), Mundo Novo (546), Naviraí (1.466), Anaurilândia (197), Angélica (298), Batayporã (273), Ivinhema (730), Nova Andradina (1.355), Novo Horizonte do Sul (129), Taquarussu (102), Amambai (1.355), Antônio João (313), Aral Moreira (395), Coronel Sapucaia (523), Paranhos (602), Ponta Porã (2.859), Sete Quedas (320) e Tacuru (379). - Macrorregião de Três Lagoas: Aparecida do Taboado (707), Cassilândia (497), Inocência (209), Paranaíba (1.025), Água Clara (572), Bataguassu (675), Brasilândia (306), Santa Rita do Pardo (206), Selvíria (225) e Três Lagoas (3.896).
- Macrorregião de Campo Grande: Campo Grande (24.639 doses), Costa Rica (771), São Gabriel do Oeste (834), Maracaju (1.223), Jardim (731), Coxim (929), Guia Lopes da Laguna (297), Sidrolândia (1.435), Pedro Gomes (182), Chapadão do Sul (945), Rochedo (156), Anastácio (739), Camapuã (338), Bonito (715), Figueirão (108), Nova Alvorada do Sul (764), Aquidauana (1.460), Jaraguari (209), Miranda (883), Dois Irmãos do Buriti (338), Sonora (434), Ribas do Rio Pardo (746) Alcinópolis (115), Caracol (149), Corguinho (161), Bela Vista (683), Rio Verde de Mato Grosso (549), Paraíso das Águas (184), Terenos (506), Rio Negro (129), Nioaque (390), Porto Murtinho (463), Bodoquena (269) e Bandeirantes (221).
- Macrorregião de Corumbá: Corumbá (3.060) e Ladário (724).
Dengue


A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode progredir para quadros graves e não existe, até o momento, um medicamento específico para tratamento. Dessa forma, o desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra os quatro sorotipos virais da dengue – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 – é um avanço no campo da imunização e torna-se mais um passo necessário para ampliar as medidas integradas e efetivas para a prevenção e controle da doença.
E a medida mais eficaz de todas no combate à dengue é evitar o acúmulo de lixo e não deixar a água parada. Faça a sua parte, confira as dicas:
- Evite água parada, em qualquer época do ano;
- Mantenha bem tampado tonéis, barris de água e caixas d’agua;
- Guarde pneus em locais cobertos;
- Remova galhos e folhas de calhas;
- Não deixar água acumulada sobre a laje;
- Encha pratinhos de vasos com areia até a borda ou lave-os uma vez por semana e faça sempre a manutenção de piscinas;
- Feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de crianças e animais.
Além disso, é importante trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana; colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas; manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo; tampar ralos; catar sacos plásticos e lixo do quintal, entre outras medidas que impeçam o acúmulo de água e de sujeiras.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto destaque: Álvaro Rezende
CAMPO GRANDE
Carnaval 2026: Com investimento recorde, Campo Grande espera atrair 100 mil foliões
Capital sul-mato-grossense se prepara para viver o maior Carnaval de sua história. Com um investimento público de R$ 2,6 milhões — o dobro do valor aplicado no ano passado —, o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande consolidam a festa como um potente motor da economia criativa e do turismo.
A expectativa é que mais de 100 mil pessoas passem pelos blocos de rua e pela passarela do samba na Praça do Papa entre os dias 16 e 17 de fevereiro.
O Dobro do Investimento: Foco na Economia e Cultura
O aporte financeiro robusto reflete uma mudança de estratégia: tratar o Carnaval como um “produto único”. Ao integrar o desfile das escolas de samba e os blocos de rua, o estado busca atrair turistas do interior e de estados vizinhos.
Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o recurso é um investimento com retorno garantido. “Temos orgulho desse aporte, que traz valorização da nossa cultura e geração de renda imediata para o comércio, hotelaria e setor de serviços”, pontuou durante coletiva no MIS.
Programação e Estrutura
O investimento viabiliza uma logística de grande porte, incluindo palcos, som, iluminação e esquemas de segurança reforçados para as famílias.
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Desfiles das Escolas de Samba: Dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa (Vila Sobrinho).
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Blocos de Rua: Programação por diversos pontos da cidade, com foco na inclusão e acessibilidade.
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Valorização Artística: Realização da Mostra das Fantasias Carnavalescas no Armazém Cultural, destacando o trabalho dos carnavalescos locais.
Carnaval Inclusivo e Seguro
Representantes da Lienca (Liga das Escolas de Samba) e do ABC (Aglomerado de Blocos de Rua) destacaram que a parceria com o poder público permitiu planejar uma festa mais organizada. Thallyson Perez, presidente do ABC, reforçou que a estrutura deste ano foi desenhada para atender a diversidade do público campo-grandense.
“O Carnaval é um patrimônio imaterial. Este ano trazemos novidades em pautas sociais de inclusão, garantindo que a festa seja para todo mundo”, afirmou Perez.
Resumo da Folia na Capital
| Item | Detalhes |
| Público Estimado | +100 mil foliões |
| Investimento Estadual | R$ 2,6 milhões (Recorde) |
| Datas Principais | 16 e 17 de fevereiro (Desfiles) |
| Local dos Desfiles | Praça do Papa |
| Impacto Econômico | Comércio, Hotelaria e Gastronomia |
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