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Contabilista explica reajuste na tabela do Imposto de Renda 2024

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Segundo Mayra Saitta, contabilista e advogada tributária, os novos valores valem apenas para a declaração do ano que vem, ano calendário de 2024

Na última  quarta-feira (1)Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o Projeto de Lei 81/2024 que corrige a tabela do Imposto de Renda, aumentando a isenção para quem recebe até dois salários mínimos no mês – valor que equivale a  R$ 2.824. O presidente afirmou ainda que, até o fim do seu mandato em 2026, pretende ampliar a isenção para quem ganha um salário mensal de até R$ 5 mil.

A sanção, no entanto, não vale para este período de declaração. “Os novos valores só valem para o IR 2025ano-calendário de 2024. Ou seja, apenas para a declaração do ano que vem”, explica a contabilista e advogada tributária Mayra Saitta, do escritório Saitta Contabilidade. Portanto, as regras deste ano estão mantidas.

Quem precisa declarar?

De acordo com a Receita Federal, a  declaração é obrigatória para quem:

  • Ter rendimento acima do limite (R$ 30.639,90 anual);
  • Residir no Brasil (em qualquer mês em 31 de dezembro do ano-calendário);
  • Realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e semelhantes, acima do limite de R$ 40 mil ou com lucros líquidos sujeitos a imposto;
  • Obteve posse ou propriedade em 31 de dezembro do ano-calendário, de bens ou direitos, acima do limite (antes, era de R$ 300 mil; com mudança nas regras, agora é de R$ 800 mil);
  • Ter receita bruta na atividade rural em valor acima do limite (R$ 153.199,50);
  • Quem teve rendimento isento e não tributável acima de R$ 200 mil;
  • Ter ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito ao imposto, ou optar  pela isenção sobre a venda de imóveis, seguido pela compra de um outro em até 180 dias.
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Documentos necessários

Separe os seguintes documentos: carteira de identidade, CPF (RGs recentes possuem o CPF), título de eleitor e comprovante de residência atualizado. Também é preciso ter em mãos um comprovante de rendimento do trabalho e a declaração de Imposto de Renda de 2023 (referente aos rendimentos de 2022), se tiver.

Além destes documentos, Saitta cita outros que são indispensáveis, como os informes de rendimento que a pessoa teve (de onde trabalhou ou é proprietário), informes de rendimentos de bancos, de aplicações, notas fiscais de exames médicos, consultas, fisioterapias, dentistas, comprovantes de pagamento de despesas como escola, faculdade, plano de saúde, entre outros. Isto é, todos os bens devem ser declarados, como imóveis, veículos, terrenos, entre outros.

A declaração pode ser feita de forma virtual por meio do site do Ministério da Fazenda, baixando o programa para computador ou o aplicativo para celular Android ou iOS.

E quem  não declarar?

É bom separar os documentos com antecedência, pois a penalidade é amarga. “Quem não declarou dentro do prazo, pode declarar a qualquer momento, só que vai ter uma multa. Ela começa em R$165,74 e pode variar de 1 a 20%, de acordo com o valor da renda”, explica a contabilista.

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Além disso, enquanto a declaração não for enviada, a pessoa fica com o CPF pendente. Isso significa que ela não pode abrir ou movimentar contas bancárias de qualquer tipo, tirar passaporte, receber aposentadoria, comprar ou vender imóveis, participar de concurso público, entre outros.

No entanto, Mayra Saitta reforça a importância de fazer a declaração com antecedência: “Quanto mais cedo correr atrás do que precisa e dar entrada na declaração, menos riscos de entregar de última hora, esquecer de algum documento, fazer a declaração errada e depois ter que retificar”, diz.

A declaração do Imposto de Renda deve ser feita até 31 de maio.

Sobre Mayra Saitta, advogada Tributária, Empresarial e contabilista

Mayra Saitta é advogada especialista em Direito Empresarial e Tributário formada pela Faculdade de Praia Grande (FPG) e graduada em Ciências Contábeis pela Universidade de Santo Amaro. Empresária, fundou há 13 anos a Saitta Contabilidade e é diretora do Grupo Saitta, que engloba serviços de advocaciacontabilidade e marketing.

Assessoria de Imprensa – OPTIMA NETWORK

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Governo de MS investe R$ 65 milhões em novas unidades prisionais na Gameleira

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O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (26), a homologação das licitações para a construção de três novas unidades prisionais no Complexo da Gameleira, na saída para Sidrolândia. O projeto é um pilar estratégico para reduzir a superlotação e modernizar a custódia no estado.

Com um investimento superior a R$ 65 milhões, as obras visam fortalecer a segurança pública e ampliar as frentes de ressocialização dos internos.

Expansão em Números

A construção das unidades Gameleira I, II e III terá impacto direto no déficit de vagas do regime fechado. Confira os detalhes técnicos:

  • Capacidade Total: 1.224 novas vagas (408 por unidade).

  • Estrutura: 30 celas por unidade em áreas de mais de 3 mil m².

  • Modelo: Unidades de baixa complexidade, projetadas para eficiência de gestão e controle.

Unidade Empresa Responsável Investimento
Gameleira I JAC Engenharia Soluções Inteligentes R$ 22,1 milhões
Gameleira II Poligonal Engenharia e Construções R$ 21,2 milhões
Gameleira III Engetal Engenharia e Construções R$ 22,1 milhões

Visão Estratégica: Segurança e Ressocialização

Para o secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, as obras não representam apenas “paredes”, mas sim uma estratégia de governo para organizar o sistema e proteger a população.

“É um investimento estratégico, que alia estrutura adequada com gestão eficiente”, afirmou Alcântara.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reforçou que a ampliação é fundamental para o aprimoramento das políticas de custódia e reintegração social. As novas vagas na Gameleira fazem parte de um pacote maior que prevê 2,4 mil novas vagas em todo o Mato Grosso do Sul, através de novas construções e ampliações de presídios existentes.

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Execução e Prazos

A coordenação dos projetos fica a cargo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), que será a responsável por fiscalizar a qualidade técnica e o cumprimento do cronograma das construtoras vencedoras.

A iniciativa reafirma o compromisso do Estado com um sistema prisional mais equilibrado, seguro e humano, tratando a infraestrutura como base para a redução da criminalidade a longo prazo.

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