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Governo passa a publicar valor real pesquisado do frango para abate e reforça transparência com setor avícola
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O Governo de Mato Grosso do Sul publicou na semana passada, por meio da resolução conjunta da Sefaz/Semadesc Nº 95, o Valor Real Pesquisado (VRP) do Frango de granja para abate unidade ”CB” ou “169525” Frango Griller para abate – Unidade “CB. A medida é muito importante para a transparência dos resultados financeiros do incentivo que o produtor recebe por meio do Programa Frango Vida.
De acordo com o secretário-executivo da Câmara Setorial de Avicultura da Semadesc, Rubens Flavio Mello Corrêa, a decisão imprime mais confiança ao programa e atende a demanda dos produtores integrados da avicultura.
“É uma vitória porque quando se utiliza o VRP isso não deixa dúvida. Os ruídos não acontecem porque trata-se do valor oficial que o Estado coloca sobre as mercadorias. A publicação amplia a transparência para o trato com a sociedade, disponibiliza várias metodologias de resultado de pesquisa baseado em valores para tributação do ICMS e institui um sistema moderno de pesquisa de valor”, destacou.
Segundo o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, a prática já é adotada em todos os estados mais avançados. “Isso é uma justiça fiscal na prática. Quanto mais próximo do valor real, mais corretos são os lançamentos do ICMS. Então, ganha o Estado, ganha o produtor, com mais transparência”, salientou.
Para a presidente da Avimasul (Associação de Avicultura de MS), Franciele Cornelli, a mudança na resolução do Frango Vida com a fixação do VRP sendo única opção de valor, demonstra a confiança que o Governo do Estado tem com o setor da avicultura e com o trabalho em conjunto da Avimasul e Câmara Setorial da Avicultura.
“Isso significa valorização do avicultor. Melhora a previsibilidade financeira do produtor, que terá clareza de quanto será o incentivo a receber, e consequentemente o relacionamento na integração. Portanto, a fixação do VRP significa uma conquista gigantesca para a avicultura em todas as esferas”, comemorou.
O avicultor Adroaldo Hoffmann, que participa das associações de avicultura do Estado, enfatiza os benefícios da medida.
“Entendemos que vai ser muito benéfico porque alguns produtores estavam recebendo um valor muito aquém do esperado, do incentivo. E aí o que acontece? O produtor vai lá e faz um financiamento para melhorar sua produção, melhorar sua qualidade de equipamento, contando com o incentivo num valor. E aí eventualmente vem um valor discrepante do que ele estava imaginando. A partir do momento que o governo do estado se sensibiliza com essa situação e fixa que os parâmetros lá seriam usados é o VRP, isso afasta qualquer divergência de valores e dá uma previsibilidade para o produtor”, pontua.
Hoffmann complementa que será um benefício para a cadeia produtiva. “Será um ganha-ganha para todo mundo. Então, estamos muito agradecidos às secretarias que se empenharam para que essa resolução saísse com essa alteração e resolvesse esse problema para nós, avicultores”, frisou.
Assistência técnica
A publicação determina ainda que o profissional de assistência técnica deve formalizar sua responsabilidade, mediante a emissão de Anotações de Responsabilidade Técnica (ART’s), para até vinte estabelecimentos rurais, somados todos os subprogramas vinculados ao Proape-MS, podendo a Semadesc autorizar ou não um número maior de estabelecimentos, mediante a manifestação favorável do conselho de classe a que o profissional esteja vinculado, após a realização de análise das atividades por ele exercidas.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Arquivo Semadesc
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Governo de MS investe R$ 65 milhões em novas unidades prisionais na Gameleira
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (26), a homologação das licitações para a construção de três novas unidades prisionais no Complexo da Gameleira, na saída para Sidrolândia. O projeto é um pilar estratégico para reduzir a superlotação e modernizar a custódia no estado.
Com um investimento superior a R$ 65 milhões, as obras visam fortalecer a segurança pública e ampliar as frentes de ressocialização dos internos.
Expansão em Números
A construção das unidades Gameleira I, II e III terá impacto direto no déficit de vagas do regime fechado. Confira os detalhes técnicos:
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Capacidade Total: 1.224 novas vagas (408 por unidade).
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Estrutura: 30 celas por unidade em áreas de mais de 3 mil m².
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Modelo: Unidades de baixa complexidade, projetadas para eficiência de gestão e controle.
| Unidade | Empresa Responsável | Investimento |
| Gameleira I | JAC Engenharia Soluções Inteligentes | R$ 22,1 milhões |
| Gameleira II | Poligonal Engenharia e Construções | R$ 21,2 milhões |
| Gameleira III | Engetal Engenharia e Construções | R$ 22,1 milhões |
Visão Estratégica: Segurança e Ressocialização
Para o secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, as obras não representam apenas “paredes”, mas sim uma estratégia de governo para organizar o sistema e proteger a população.
“É um investimento estratégico, que alia estrutura adequada com gestão eficiente”, afirmou Alcântara.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reforçou que a ampliação é fundamental para o aprimoramento das políticas de custódia e reintegração social. As novas vagas na Gameleira fazem parte de um pacote maior que prevê 2,4 mil novas vagas em todo o Mato Grosso do Sul, através de novas construções e ampliações de presídios existentes.
Execução e Prazos
A coordenação dos projetos fica a cargo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), que será a responsável por fiscalizar a qualidade técnica e o cumprimento do cronograma das construtoras vencedoras.
A iniciativa reafirma o compromisso do Estado com um sistema prisional mais equilibrado, seguro e humano, tratando a infraestrutura como base para a redução da criminalidade a longo prazo.
