TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO DO SUL

2,6% da população prisional de MS, público LGBTQI+ tem nome social garantido e alas específicas em presídios

Publicados

MATO GROSSO DO SUL


Em Mato Grosso do Sul, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) também desenvolve ações e adota políticas voltadas à preservação e garantia de direitos ao público LGBTQI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou com outras orientações sexuais e identidades de gênero não contempladas pela sigla) , tornando a custódia nas unidades penais mais humanizada.

Levantamento mais recente da Agepen revela que são 519 pessoas privadas de liberdade que se autodeclaram LGBTQI+, o que representa 2,6% da população prisional, que totaliza 19.862 custodiados, de acordo com o último Mapa Carcerário.

A instituição estabeleceu os parâmetros para acolhimento deste público, que vêm sendo adotados em todos os presídios do Estado. Entre outras medidas, a pessoa travesti ou transexual em privação de liberdade tem o direito de ser chamada pelo nome social, de acordo com o seu gênero. Já no registro, no momento da inclusão, é observado este direito.

“Às travestis e aos gays privados de liberdade em unidades prisionais masculinas, em razão da sua segurança e especial vulnerabilidade, deverão ser oferecidos espaços de vivência específicos ou, na insuficiência numérica de LGBTQI+ autodeclarados para uma cela específica, deverão ser agregados no mesmo espaço”, estabelece a normativa da Agepen, publicada em maio do ano passado.

Leia Também:  Março começa com predomínio de tempo firme e bastante calor em Mato Grosso do Sul

Atualmente, seis presídios masculinos do estado possuem alas reservadas aos autodeclarados gays, travestis ou transexuais, são eles: Instituto Penal de Campo Grande, Penitenciária Estadual de Dourados, Estabelecimento Penal “Máximo Romero”, em Jardim; Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti; Unidade Penal “Ricardo Brandão”, em Ponta Porã; e a unidade semiaberta Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG), na capital.

“Em outras unidades, devido ao número reduzido, não é possível separar uma ala apenas para este público, porém, podem solicitar transferência a essas unidades com alas reservadas”, explica a chefe da Divisão de Promoção Social, Marinês Savoia. “No caso dos estabelecimentos penais femininos, a prática revela que não há interesse na separação de alas específicas”, complementa.

A chefe da Divisão Promoção Social destaca que já na Audiência de Custódia é definido pelo Judiciário para qual unidade prisional a pessoa será destinada, de acordo com o que for mais adequado ao cumprimento da pena.

Parceria

A Agepen realiza um trabalho integrado com a Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas LGBT+ e vem construindo novos caminhos para esta população em privação de liberdade. Entre as várias ações desenvolvidas, em conjunto, está o fornecimento de Carteiras de Nome Social.

Leia Também:  Com investimento de R$ 10,4 milhões, Sanesul anuncia ampliação da rede de esgoto em Dourados

Segundo o subsecretário de Estado de Políticas Públicas LGBT+, Leonardo Bastos, a Agepen se destacou como o primeiro órgão da administração estadual a adotar o uso do nome social. “E respeitar esse direito é respeitar a trajetória de vida de cada pessoa”, elogiou, durante entrega das primeiras identidades, realizada em setembro do ano passado no Instituto Penal de Campo Grande.

Keila Oliveira, Assessoria de Comunicação Agepen

Fonte: Governo MS

COMENTE ABAIXO:

Propaganda

CARAVINA EM PAUTA

Projeto relatado por Caravina avança e garante cartório para Nova Casa Verde

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, em primeira votação, o projeto que prevê a criação de um cartório de registro civil no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina.

A proposta, de autoria do Poder Judiciário e com relatoria do deputado estadual Pedro Caravina, representa um avanço importante para a população da região, que atualmente precisa se deslocar cerca de 50 quilômetros para acessar serviços básicos de registro civil.

O distrito de Nova Casa Verde reúne aproximadamente 1.200 propriedades rurais, entre assentamentos e fazendas, o que evidencia a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento à população local.

A demanda pela instalação do cartório já vinha sendo acompanhada pelo deputado, que anteriormente apresentou indicação solicitando a implantação do serviço no distrito, reforçando a necessidade de ampliar o acesso da população aos serviços civis.

Segundo Caravina, a medida atende a uma reivindicação antiga da comunidade e contribui diretamente para facilitar o dia a dia dos moradores.

“Estamos falando de acesso. Hoje, muita gente precisa sair do distrito para resolver questões simples. Com o cartório mais próximo, isso muda a realidade da população”, destacou.

Leia Também:  Nova pesquisa de preço de combustíveis vai auxiliar consumidores das saídas para Cuiabá e Sidrolândia

O parlamentar ressalta que o tema sempre esteve em pauta em sua atuação, com diálogo junto às lideranças locais e acompanhamento das demandas da região.

Com a criação da nova unidade, a expectativa é garantir mais agilidade, comodidade e dignidade no acesso a serviços essenciais, como registros de nascimento, casamento e outros atos civis.

O projeto prevê que a instalação do cartório ocorrerá após a realização de concurso público, conforme determina a legislação vigente, e integra a reorganização das unidades extrajudiciais no município de Nova Andradina.

A proposta segue agora para as próximas etapas de tramitação na Assembleia Legislativa.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

TRÊS LAGOAS MS

MATO GROSSO DO SUL

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA