MATO GROSSO DO SUL
Parcerias Público-privadas de Mato Grosso do Sul são referência em debate internacional
MATO GROSSO DO SUL
Parcerias estabelecidas pelo Governo de Mato Grosso do Sul com a iniciativa privada ganham projeção internacional em evento realizado em Lima pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em colaboração com o Ministério da Economia e Finanças do Peru (MEF).
Realizada entre 8 a 10 de abril, a 12ª edição do PPP Américas é o evento mais relevante da América Latina e do Caribe sobre parcerias público-privadas (PPP). Acontece a cada dois anos e estabeleceu-se como um espaço estratégico para o diálogo e a promoção de projetos sustentáveis entre os setores público e privado.
A América Latina tem liderado um movimento global de diversificação do tipo de ativos construídos e geridos pelo setor privado. Este processo também tem levado a uma diversificação do tipo de autoridades públicas que assinam contratos de PPP.
O protagonismo dos programas de PPP tem se intensificado para entidades subnacionais, como territórios, estados ou municípios. Vários líderes governamentais, investidores e especialistas internacionais se reuniram para discutir os principais desafios e oportunidades, além de apresentar as experiências mais exitosas em suas regiões e refletirem sobre o futuro das PPPs subnacionais na América Latina.
Palestrante no evento, a secretária de Estado de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, comentou a trajetória das PPPs em Mato Grosso do Sul e falou sobre os desafios e enfrentamentos superados no Estado.
“No Brasil são 30 anos de todo regulamento de concessões e 20 anos da Lei de PPPs. Nós estamos mais recentes dentro desse programa, iniciamos em menos de 10 anos sempre mirando de que maneira o poder público pode fazer as suas entregas para a sociedade e como equilibrar isso junto ao interesse do mercado. Iniciar um projeto com muita responsabilidade, com diagnósticos bem feitos, cuidando bastante do orçamento e pensando adequadamente a distribuição de riscos tem grandes chances de ter sucesso”.
Marcos Siqueira, especialista líder em PPP do BID, mediou o debate e ressaltou as potencialidades do Estado frente aos projetos desenvolvidos no Brasil. Destacou ainda a importância de reduzir os riscos dos investimentos nos contratos e o sucesso na expansão do Programa de PPP do Mato Grosso do Sul.
“São muitos riscos contingentes e a gente teve uma evolução muito grande em relação a maturidade institucional no que se refere às PPPs e concessões. Essa maturidade também vem por parte do mercado e isso fez com que conseguíssemos distribuir e alocar melhor esses riscos. Se a gente olhar há um tempo atrás avançamos muito nesse sentido. Temos buscado não só trazer normativos para respaldar tudo o que fazemos, como também trazer elementos de governança e regulamentos atualizados”, acrescentou Eliane Detoni.
O papel dos arranjos institucionais subnacionais foi tema do painel que contou com a participação da secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, Leiner Jean Bastos, gerente de soluções da unidade estratégia governo do Banco do Brasil, Úrsula Ablanque Mejía, secretária distrital de planejamento de Bogotá (Colômbia) e Diego Martínez, assessor do gabinete do prefeito de Quito (Equador). A mediação foi de Marcos Siqueira, especialista em PPPs e Concessões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Laine Breda, Comunicação EPE
Fotos: Divulgação
CIDADES
Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas
Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.
O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.
Inclusão que vai além da placa na porta
O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:
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Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.
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Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.
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Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.
O fim das remarcações
Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.
“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.
MS na vanguarda da Identificação
Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.






