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Cidadania empossa membros do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de MS

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Com o papel de propor e fiscalizar as políticas públicas para mulheres, a Secretaria de Estado da Cidadania empossou as integrantes do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher nesta terça-feira (18). Os membros passam a compor a gestão do triênio 2025-2028.

Composto por 22 integrantes mulheres, e suas respectivas suplentes, o Conselho tem 50% de representantes do poder público estadual e a outra metade, da sociedade civil organizada.

A cerimônia de posse contou com a presença do vice-governador José Carlos Barbosa. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

A cerimônia de posse foi acompanhada pelo vice-governador do Estado, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que ressaltou o papel fundamental do órgão.

“Este Conselho é extremamente relevante para dar voz, principalmente àquelas mulheres que não têm. O papel do Conselho é direcionar, e a determinação do governador Eduardo Riedel é que todo o esforço que demandar do poder público, para políticas aprovadas por este conselho, tenham o encaminhamento e estrutura do Estado para acontecer”, frisa Barbosinha.

Secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, homenageou todas que antecederam o atual conselho pedindo uma salva de palmas, e ainda ressaltou como a entidade é fundamental para fortalecer direitos.

Secretária da Cidadania, Viviane Luiza pediu uma salva de palmas para todas as mulheres que fizeram história no Conselho em MS. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

“O Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres é uma garantia da cidadania feminina, e para isso nós estamos aqui, com representatividade, sabendo que as mulheres dos quilombos, as mulheres rurais, as indígenas ainda enfrentam barreiras muito maiores do que aquelas que nós vivenciamos, e é por elas e com elas que viemos lutar”, enfatizou Viviane.

Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, afirma que no Brasil, o conselho tem escrito, ao longo dos anos, a história da democracia brasileira.

“Foi através da luta de mulheres em movimentos sociais, da luta feminista, organizada e representada pelo Conselho da Mulher, que conseguimos conquistar um conjunto de direitos, de políticas públicas e de acesso. Ter um conselho hoje com maior representatividade institucional e pluralidade étnica, racial, de movimentos sociais é histórico”, pontua Manuela.

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Após a assinatura do termo de posse, a assembleia-geral elegeu a mesa diretora, que nesta gestão será comandada pela sociedade civil. Com apenas uma candidatura, o Conselho escolheu como presidente Jamille Augusta Weiss Penteado de Freitas, da Marcha Mundial das Mulheres de MS.

Para vice-presidência, dois nomes se colocaram à disposição, e houve votação entre as representantes governamentais. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Segundo o regimento, quando a presidência é comandada pela sociedade civil organizada, a vice-presidência fica a cargo do poder público. Durante a assembleia, a subsecretária Manuela Nicodemos Bailosa e a defensora pública Zeliana Saballa se colocaram como candidatas.

Por cinco votos a três, a vice-presidência ficou com a defensora e coordenadora do Nudem (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher), Zeliana Saballa.

Conselho Estadual dos Direitos da Mulher

Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de MS conta com 22 representantes, metade do poder público e a outra metade da sociedade civil organizada. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Da esquerda para a direita, defensora pública Zeliana Saballa, eleita a vice-presidente; Jamille Weiss, da Marcha Mundial das Mulheres, presidente do Conselho, e a secretária-executiva, Cláudia Bernardes. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher foi criado em 1987, e é um órgão colegiado de deliberação coletiva, de composição paritária entre o Governo e a sociedade civil organizada, que tem a finalidade de propor e fiscalizar, em âmbito estadual, as políticas para as mulheres, assegurando-lhes o exercício pleno de seus direitos, sua participação e integração no desenvolvimento econômico, social, político e cultural.

As representantes do poder público estadual são: 

Secretaria de Estado da Cidadania
TITULAR: Viviane Luiza da Silva
SUPLENTE: Vania Lucia Baptista Duarte

Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres
TITULAR: Manuela Nicodemos Bailosa
SUPLENTE:  Gisele Francelino

Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul
TITULAR: Zeliana Luzia Delarissa Sabala
SUPLENTE: Christiane Maria dos Santos Pereira

Fundação da Cultura de Mato Grosso do Sul
TITULAR: Giovana Correa Ferreira
SUPLENTE: Larissa Marca Pudel

Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos
TITULAR: Silvia Regina Nakamatsu
SUPLENTE: Vera Lucia Silva Ramos

Secretaria de Estado de Administração
TITULAR: Elizangela Lima Franco
SUPLENTE: Viviane Gorete Sonego

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Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica
TITULAR: Ana Carolina Araújo Nardes
SUPLENTE: Katia Xavier Farias

Secretaria de Estado de Educação
TITULAR: Priscila Fernandes Dantas
SUPLENTE: Myleide Meneses de Oliveira Machado

Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul
TITULAR: Marcia Campos
SUPLENTE: Brenda Costa Silva Souza

Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública
TITULAR: Elaine Cristina Ishik Benicasa
SUPLENTE: Neidy Nunes Barbosa

Representantes da sociedade civil organizada: 

Comissão Regional de Justiça e Paz/MS
TITULAR: Rosilda Ribeiro Rodrigues Salomão
SUPLENTE: Neyla Ferreira Mendes

Coletivo de Mulheres Indígenas de Campo Grande Kaguateca
TITULAR: Miriam Marcos Tsibodowapre
SUPLENTE: Rebeca Polidorio

Instituto Sociocultural Dandara
TITULAR: Rosana Santos de Oliveira
SUPLENTE: Adriane da Silva Soares

Associação das Mulheres Solidárias Indígenas Terena
TITULAR: Danieli Luiz de Souza
SUPLENTE: Katia Francisco

Grupo Trabalho e Estado – Zumbi
TITULAR: Débora de Souza Bueno Mosqueira
SUPLENTE: Fernanda Gomes Serafim

Conselho Regional de Psicologia 14ª Região – MS
TITULAR: Mayara Christine Duarte Biscarra
SUPLENTE: Bárbara Marques Rodrigues

Central Única dos Trabalhadores de MS
TITULAR: Cleoni Bostolli Salviano
SUPLENTE: Aliceia Alves Araújo

Movimento de Associadas e Gestantes e Mulheres em Ação
TITULAR: Laura Vicuna Jesus Tavares
SUPLENTE: Ana Patrícia Nassar

Marcha Mundial das Mulheres de MS
TITULAR: Jamille Augusta Weiss Penteado de Freitas
SUPLENTE: Fabiana Pereira Machado

União Brasileira de Mulheres de Mato Grosso do Sul
TITULAR: Madalena Pereira da Silva
SUPLENTE: Anita de Valdonado dos Santos

Associação de Capacitação e Instrução de Economia Solidária do Povo
TITULAR: Ceureci Fátima Santiago Ramos
SUPLENTE: Morgana Santos Maia.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Fotos: Matheus Carvalho/SEC

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Ciência com alma: MS humaniza perícia para proteger mulheres e garantir punição de agressores

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De “Salas Lilás” no interior ao sucesso do IMOL na Casa da Mulher Brasileira, Estado investe em tecnologia e acolhimento para que a prova técnica não signifique dor para a vítima.

Muitas vezes, a justiça começa onde os olhos não alcançam: no detalhe de uma mensagem apagada, em um vestígio de DNA ou na análise precisa de um médico-legista. Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Científica elevou o patamar da produção de provas, provando que é possível ser tecnicamente impecável e, ao mesmo tempo, profundamente humano.

O foco é claro: combater o feminicídio e a violência doméstica com rigor científico, mas garantindo que a mulher não precise percorrer uma “via-crúcis” para ter seus direitos assegurados.

O fim da “peregrinação”: Tudo no mesmo lugar

Um dos maiores avanços do estado é a integração. Em Campo Grande, a seção do IMOL dentro da Casa da Mulher Brasileira completou três anos com números que impressionam. Em 2025, foram mais de 1.500 atendimentos realizados no mesmo espaço onde a mulher recebe apoio jurídico e psicológico.

O resultado? Menos deslocamento, menos burocracia e um atendimento muito mais rápido entre o fato e a coleta da prova.

Interiorização do Acolhimento: Salas Lilás e Projeto Acalento

A estratégia de humanização não fica restrita à capital:

  • Dourados: O Projeto Acalento (parceria com a UFGD) une saúde e perícia em um único fluxo.

  • Amambai: A nova Sala Lilás oferece um ambiente reservado e acolhedor, reduzindo o impacto psicológico antes do exame.

  • Bataguassu: Unidade já passa por adequações para receber estrutura semelhante.

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“Nosso trabalho não é só o laudo”

O coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior, resume a nova mentalidade da segurança pública de MS: “Exigimos preparo técnico, mas também sensibilidade. Isso garante a qualidade da prova e evita a revitimização”.

Além da infraestrutura, o Governo investe na capacitação contínua dos servidores do IMOL em todo o estado, preparando-os para lidar com as nuances dos casos de violência de gênero, onde muitas vezes o silêncio da vítima é preenchido pela voz da ciência

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