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Mulheres são 58% dos empreendedores que trabalham com vendas diretas de produtos
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De acordo com a presidente-executiva da Associação das Empresas de Venda Direta, Adriana Colloca, 67% das pessoas que trabalham no setor são motivadas pela complementação da renda familiar, sendo que 58% são mulheres. A informação foi repassada em seminário promovido pela Secretaria da Mulher da Câmara sobre empreendedorismo feminino.
A venda direta de produtos, segundo Adriana, abrange 4 milhões de pessoas e atrai as mulheres por permitir a flexibilidade de horários de trabalho e até mesmo a superação de dificuldades relacionadas a uma competição desigual com os homens. A média de idade é de 32 anos e uma parcela de quase 26% dos trabalhadores chegou ao setor por perda de emprego.
Co-fundadora da Aliança Empreendedora, Lina Maria Kempf explicou que muitas vezes as mulheres que trabalham com vendas diretas não buscam capacitação nem formam redes de contatos, por não se considerarem empreendedoras. “Muitos acreditam que empreender é uma jornada solitária, mas entendam que tem outros empreendedores até na própria rua onde moram, pessoas com as quais é possível trocar, conversar, participar de feiras e eventos. Tudo vem da autopercepção. Quando eu me entendo empreendedor, esse ecossistema passa a fazer sentido para mim”, avalia.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Ciência com alma: MS humaniza perícia para proteger mulheres e garantir punição de agressores
De “Salas Lilás” no interior ao sucesso do IMOL na Casa da Mulher Brasileira, Estado investe em tecnologia e acolhimento para que a prova técnica não signifique dor para a vítima.
Muitas vezes, a justiça começa onde os olhos não alcançam: no detalhe de uma mensagem apagada, em um vestígio de DNA ou na análise precisa de um médico-legista. Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Científica elevou o patamar da produção de provas, provando que é possível ser tecnicamente impecável e, ao mesmo tempo, profundamente humano.
O foco é claro: combater o feminicídio e a violência doméstica com rigor científico, mas garantindo que a mulher não precise percorrer uma “via-crúcis” para ter seus direitos assegurados.
O fim da “peregrinação”: Tudo no mesmo lugar
Um dos maiores avanços do estado é a integração. Em Campo Grande, a seção do IMOL dentro da Casa da Mulher Brasileira completou três anos com números que impressionam. Em 2025, foram mais de 1.500 atendimentos realizados no mesmo espaço onde a mulher recebe apoio jurídico e psicológico.
O resultado? Menos deslocamento, menos burocracia e um atendimento muito mais rápido entre o fato e a coleta da prova.
Interiorização do Acolhimento: Salas Lilás e Projeto Acalento
A estratégia de humanização não fica restrita à capital:
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Dourados: O Projeto Acalento (parceria com a UFGD) une saúde e perícia em um único fluxo.
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Amambai: A nova Sala Lilás oferece um ambiente reservado e acolhedor, reduzindo o impacto psicológico antes do exame.
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Bataguassu: Unidade já passa por adequações para receber estrutura semelhante.
“Nosso trabalho não é só o laudo”
O coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior, resume a nova mentalidade da segurança pública de MS: “Exigimos preparo técnico, mas também sensibilidade. Isso garante a qualidade da prova e evita a revitimização”.
Além da infraestrutura, o Governo investe na capacitação contínua dos servidores do IMOL em todo o estado, preparando-os para lidar com as nuances dos casos de violência de gênero, onde muitas vezes o silêncio da vítima é preenchido pela voz da ciência
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