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A tecnologia incentiva a preguiça de pensar e fazer
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DO LEITOR-1: “Brincadeira ou maluquice permitir, após 21 anos de debate, abrir as portas para a futura prospecção petrolífera na foz do Rio Amazonas, justo quando o país é sede da COP30. Independentemente de partido e ideologia deve-se reconhecer: a região é a última fortaleza contra os excessos ambientais promovidos por interesses financeiros.”
LEITOR-2: “ Sim, há os interesses financeiros. Mas as relações do Governo Lula cometem incoerências sem fim. Prega a soberania dos povos e se cala diante da invasão da Ucrânia pela Rússia; da perseguição do Governo da China aos tibetanos e uigures; das barbaridades do ditador Chavez e do regimes ditatoriais de Cuba e Nicarágua.”
SABEDORIA: “Não é a inteligência artificial que me preocupa. É a nossa crescente preguiça de pensar…()…A tecnologia evoluiu. O nosso cérebro nem tanto…()…Talvez o risco não seja a máquina pensar por nós. Mas a gente esquecer como se pensa. E aceitar que só alguns continuem a fazê-lo.” (Amanda Graciano – Estadão)
SIMONE: Ela sonha, mas no MDB o nome do candidato a vice de Lula é o governador Helder Barbalho, do Pará. O clã Barbalho é tradicional: o pai é senador, o mano Jader Filho é Ministro da Cidades. Elcione Barbalho, ex-mulher do patriarca Jader, está no 7º mandato na Câmara. O clã Barbalho tem peso, no Norte e Nordeste. Isso conta.
REAÇÃO: “…Não haverá pacificação enquanto não encontrarmos o caminho do equilíbrio. Não haverá paz social sem paz política, sem visão de longo prazo, sem eleições livres, justas e competitivas. A sucessão de erros que estamos vendo acontecer afasta o Brasil do seu caminho…( )” (governador Tarcísio de Freitas.
CORDIAIS: Assim podem ser chamadas as relações do grupo ‘Reinaldo-Riedel’ com o MDB e em especial com a ministra Simone. Não por acaso o ex-deputado Eduardo Rocha (marido da ministra) ocupa o cargo de Secretário da Casa Civil. O Governo espera como reciprocidade um tratamento especial do Planalto. Ainda espera…
TEM MAIS : Esquálido, o nosso MDB sem voz no plano nacional. Sem senador e deputado federal, lembra aquele velho leão desdentado que apenas ruge. O diretório estadual já se manifestou contra aliança com o PT, contra a posição e planos da ministra Simone. Sem ambiente aqui, ela talvez dispute um cargo no estado de São Paulo.
COMPLICADO: O grupo que manda no MS conhece a tendência conservadora do eleitorado. Aliás, pode aumentar e radicalizar ainda mais dependendo dos próximos capítulos do episódio envolvendo Bolsonaro. Esse caso tem duas facetas: de direito e da política. Essa última é independente, surfa nas ondas da paixão da opinião pública.
PAIXÃO: Ingrediente indispensável na política em todos os níveis: das pequenas cidades ao debate nacional. É opinião unânime dentre aqueles contra a esquerda e o atual Governo, de que o Judiciário é usado como instrumento de perseguição política. Sem contar as críticas quanto a ingerência da toga na seara do Poder Legislativo.
OPINIÃO: Para o professor Pedro Dallari, “A crise tem 3 dimensões claras: política, comercial e social. A política fica evidente pelo questionamento que o presidente Trump faz aos processos judiciais movidos no Brasil, especialmente no STF, contra Bolsonaro e seus apoiadores, explicou. Para Dallari, esse questionamento “não faz sentido”, já que o Brasil é soberano e de caráter democrático, o Poder Judiciário é independente”.
ENIGMAS: É cedo para se ter o quadro eleitoral definitivo em decorrência dos últimos episódios. Pergunta-se: Qual a influência de Trump na nossa economia? O eleitor contra o PT ficará calado ou reagirá? Lula será visto como herói? E Bolsonaro – vitimizado? Quem substituirá Bolsonaro em 2026? Novas decisões do STF podem ou não inflamar o quadro?
REGRA3: A oposição ao Planalto, se antes já era desunida, agora parece desnorteada de vez. Deve levar algum tempo para se recompor, dialogar com cabeça fria e procurar nomes e caminhos pensando em 2026. Não há unanimidade quanto candidato a ser lançado. Em todos eles citados na mídia, as falhas e méritos se equivalem.
LUIZ F. PONDÉ: “ ( )…O amor à democracia é a maior mentira do mundo contemporâneo. Permaneceremos bárbaros: o que importa é esmagar aquele que é meu adversário. O resto é papo furado. É essa a mensagem da polarização hoje que ninguém reconhece. Os tomates podres são guardados com ódio em nossos armários de cozinha…( )”.
CUIDADOS: O passaporte para a política tem vantagens, mas junto vem os deveres de postura para evitar desgastes. Por conta disso ouvi críticas de um frentista de posto de gasolina contra um líder político que não lhe deu gorjeta. Além da perda do voto futuro, ao espalhar o fato, irradia o estigma de ‘pão duro’, ruim politicamente.
‘FAZ PARTE’: Político articulado precisa ser generoso em benefício da sua imagem. Em situações delicadas não pode negar ajuda aos pedidos da comunidade, deste e daquele eleitor. É assim nos casos de rifas, leilões, compras de medicamentos, cirurgias, passagens de ônibus, ajuda às entidades. Por extensão, a gorjeta sempre cai bem.
TROMBONE: “O que começa errado não pode acabar bem. O STF não é competente para julgar originariamente ex-presidente da República…E basta considerar que houve uma emenda regimental descolocando a competência de julgar processo-crime do plenário para as turmas. Estive 31 anos na bancada do Supremo e nunca julgamos em turma processo-crime. Alguma coisa está errada. ” (ex-ministro Marco A. de Mello)
UMA AFRONTA: Educadores, descomprometidos com o Governo, reclamam de que o Ministério da Educação, alegando dificuldades financeiras, não encomendou livros de História, Geografia, Ciências e Artes para as escolas do ensino fundamental. Um governo que fala tanto em educação, está a meio caminho do negacionismo do saber.
LEANDRO KARNAL: “…Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai…”
PÉROLAS DE ARUANO SUASSUNA
“Eu gosto é de gente doida”.
“Os doidos perderam tudo, menos a razão.”
“A arte de viver é dura, mas é fascinante”.
“Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial.”
“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso, ”
“Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico.
“Arte pra mim é missão, vocação e festa. ”
“O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado. ”
“Tudo que é bom de contar é ruim de passar. E tudo que é ruim de passar é bom de contar.
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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
