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Senado: perfil e chances dos candidatos

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DESTAQUE: Pelas publicações na mídia, a atenção volta-se para a disputa pelas duas vagas ao Senado. Questiona-se: quem ficará de fora? Contar, Nelsinho, Azambuja, Vander ou Soraya? Cada matéria aborda um ângulo diferente ao explorar esse ou aquele fator que ainda possa influenciar no resultado final das eleições senatoriais.

CONTAR: Terá se livrado da imagem negativa que passou à opinião pública por ocasião daquele debate frente ao oponente Riedel? O que de novo ele tem mostrado em termos de preparo ou evolução política? Se ficar no mesmo partido de Reinaldo, como será sua postura na campanha? E num inevitável debate, como se comportará? 

NELSINHO: Convenhamos; é um equilibrista digno de atravessar as Cataratas de Iguaçu num cabo de aço. Evita polêmicas ideológicas e mostra suas boas relações com o Palácio do Planalto e com o Parque dos Poderes. Adota o pragmatismo nas relações com prefeitos e entidades na contemplação de emendas. Do ‘ Trio Trad’, é o mais hábil.  

AZAMBUJA:  Fora do poder, mas continua no palanque de Riedel. Mas o excesso de exposição pública e a candidatura derrotada de Beto Pereira na capital, não respingou na sua imagem? Elucubrações à parte, ele se declara municipalista ligado a prefeitos e vereadores.  Mas qual a imagem que o eleitor ‘bolsonarista raiz’ tem de Reinaldo?

VANDER: Os petistas tem ele como grande articulador por seus contatos no Governo e suas emendas preciosas. Isso é fato. Mas isso basta? Vander converteu Fabio Trad e negociou com a senadora Soraya. Está apostando num desempenho crescente de Lula no Estado para sair beneficiado. Desta vez, saltará de coadjuvante para protagonista? 

SORAYA: Desnecessário falar de sua eleição na carona de Bolsonaro. Ao longo destes anos no Senado não se firmou e nem conseguiu formar um grupo político. Líder dela mesmo. Sua mudança partidária não deve agregar grupos de peso e nem mudar sua imagem junto a opinião pública. Sem argumentos para conter a pecha de traidora. 

A TRAIÇÃO: Na política, a traição é tida como um grave pecado, através da quebra de acordos, alianças em troca de interesses pessoais ou fisiologismo. Associada a falta de caráter e credibilidade ínfima, a traição é vista como um instrumento a impulsionar início de trajetórias que terminam no isolamento e consequente fim de carreira. 

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LEMBRANDO: “A política é um palco iluminado por promessas, mas cercado de bastidores sombrios. Ali, onde os abraços são largos e as palavra soam doces, muitas vezes escondem-se punhais invisíveis. Traição na política não é acidente: é quase regra escrita nas entrelinhas da ambição humana. ”(Anderson Alarcom)

GERSON CLARO: Politicamente tem conseguido alçar voos notáveis.  Hábil, convive bem com colegas e políticos de diferentes partidos e na presidência da Assembleia é unanimidade, inclusive entre os funcionários. Suas intervenções no prédio já recebem elogios ao resolver o crônico desafio do estacionamento de veículos. Nota 10.    

TRAPALHÕES: Esse episódio recente do bilhete que supostamente registraria a reserva de R$15 milhões do deputado Pollon para desistir da candidatura e da vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira (R$5 milhões) caiu como uma bomba. Pior foram as explicações de Flavio Bolsonaro, numa demonstração evidente de despreparo. Quanta bobagem!

ÉTICA: Excessos, promessas absurdas, a obsessão de deixar a marca pessoal nas redes sociais, presentes nas categorias profissionais, inclusive na medicina. Médicos travam a guerra no universo digital que fere o Código de Ética, passando à opinião pública um sentimento de desconfiança. Se vivesse, o que pensaria Hipócrates, o Pai da Medicina?

INFORMALIDADE, é a saída das empresas sufocadas pelos impostos. Dos 20 milhões de CNPJ, apenas 8 milhões e.500 mil são responsáveis por 70% de toda arrecadação. Dos 110 milhões de pessoas aptas ao trabalho, só 12 milhões pagam imposto. Não por acaso empresas brasileiras, inclusive do MS, estão se instalando no vizinho Paraguai.  

JÚLIO CAMPOS (78): Eleito prefeito de Várzea Grande (MT) (1972); deputado federal (1978); governador (1982), deputado federal (1986); senador (1990); deputado federal (2010); deputado estadual (2022), Conselheiro do T. de Contas (2002 /2007).  Após 3 anos de espera, submeteu-se (2017) ao transplante de fígado em Fortaleza (CE). 

JAYME CAMPOS: Senador e irmão de Júlio, ele pode disputar o governo de Mato Grosso aos 75 anos de idade. Seu currículo é invejável: Eleito prefeito de Várzea Grande em 1982; governador de 1991/1995; prefeito eleito e reeleito de Varzea Grande de 1996/2005; senador em 2006; reeleito em 2019.  O poder motiva o homem. 

AÇÕES & DEPUTADOS: MARCIO FERNANDES; Requer implantação de ciclovia em Água Clara; eleito líder do Bloco Parlamentar nº 1 (12 membros); CARAVINA: requereu o título de utilidade pública da Creche Menino Jesus, em Camapuã; Autor do PL incluindo o ’Pantanal Tech’ no Calendário Oficial de Eventos de MS; MARA CASEIRO: pediu bicicletas elétricas para os agentes de saúde de Paranaíba; requereu reforço policial para Inocência; LUCAS de LIMA: presidiu audiência de prestação de contas da Comissão de Saúde, propôs a Semana de Conscientização e Valorização do Pantanal: GERSON CLARO: Defensor do programa ‘Regularize Já’; autor de moção de apoio à árbitra de futebol Daiane Muniz, vítima de racismo; ZÉ TEIXEIRA: pediu a reforma do prédio do Detran em Alcinópolis; liberou emenda para a Saúde do município de Caracol; HASHIOKA: registrou a aprovação dos estudos de viabilidade para nova ponte Paraná-MS; entregou emendas para Glória de Dourados e visitou Ivinhema; 

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DEPUTADOS & AÇÕES: MOCHI: requereu o reconhecimento de utilidade pública da Associação Modelo Coxim de Ciclismo; pediu recuperação de estradas rurais de Nioaque e de uma ponte em assentamento; RINALDO: eleito membro efetivo da CCJR e homenageou a pesquisadora Letícia C. Garcia, da UFMS pela premiação “Mulheres e Ciência’; PEDROSSIAN: pediu a declaração de Utilidade Pública da Associação dos Feirantes de Nioaque: defensor fiel do Governo Riedel no programa ‘Regularize Já’; LÍDIO LOPES: pediu o reconhecimento do chapéu rural pantaneiro como patrimônio histórico e cultural de MS; defensor dos direitos das causas mulheres e das crianças; LIA NOGUEIRA: requereu uma UBS para combater a superlotação do posto de saúde do distrito de Nova Itamarati: parlamentar ligada aos movimentos femininos e das crianças.  

PEROLAS  DIGITAIS:

O ateísmo é uma religião anônima. 

A perspicácia é a dor doída da picada de abelha.

A fé é uma graça que podemos ver o que não vemos. 

Antes de ser criada a justiça, todo mundo era injusto. 

O vento é uma quantidade de ar que passa com muita pressa. 

A arpa é a asa que toca. Quanto ao trombone de vara ‘ melhor nem falar’ 

Animais vegetarianos são aqueles que não vivem. Vegetam!

Os hermafroditas são humanos nascem unidos pelo corpo. 

O coração é o órgão que não para de funcionar 24 horas por dia.

A maioria dos crustáceos funcionam como podem fora da água.  

O terremoto é um movimento de terras provocado por vulcões inativos.

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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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