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Política: sem espaço para novos protagonistas

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‘RELIGIÃO & NÓIAS’:  Ainda sobre a relação de religiões com os moradores de rua na capital, um amigo evangélico cita a epístola de Tiago, cap.2, versículo 26, lembrando que as orações devem ser acompanhadas de ações, como ajuda aos necessitados. Enfim, a fé sem obras é inútil. A oração sem ação é como corpo sem espírito, está morta. 

O TEMA já abordado na edição anterior merece mais espaço. As ações de cunho alimentar mais visíveis em prol destes excluídos são de grupos espíritas na região da antiga rodoviária. Mas dezenas de religiões (mais de 200 templos) em Campo Grande não assumem postura ativa que a tragédia merece. Fica esse registro solitário. 

BOA TACADA: O deputado Lucas de Lima sobreviveu politicamente graças ao seu prestígio pessoal. Cansado deste isolamento partidário, ele entendeu a necessidade do suporte de um partido consistente, com projeto nacional e se filiou ao PL, agremiação de direita, reforçando inclusive a sua bancada na Assembleia Legislativa.

ASSEMBLEIA-1:  Deputado Zé Teixeira: Pede asfalto na MS-441 entre Bandeirantes e Camapua; registrou o falecimento de José E. Oliveira, ex-prefeito de Laguna Carapã.             Deputado Jr. Mochi: Requer ao TCU que a concessionária da BR-163 seja transparente nas informações sobre cobrança de pedágios e encargos da concessão.  Deputada Mara Caseiro: Pede asfaltamento da MS-340 Bandeirantes entre Rio Negro; requer linha de ônibus na rua Selenita em Campo Grande.  Deputado Pedro Caravina: eleito presidente da Comissão de Constituição Justiça e Redação

ASSEMBLEIA-2:   Deputado Hashioka: requer adoção de desconto do IPVA para os carros elétricos; pede a restauração da BR-267 nas proximidades de Nova Alvorada.                  Deputada Lia Nogueira: Requer à Secretaria de Assistência Social de Campo Grande medidas para restaurar os serviços e benefícios as ‘mães atípicas’, como medicamentos e insumos.   Deputado Lucas de Lima: Requer relatório detalhado do atendimento da Secretaria de Assistência Social da prefeitura da capital às mães atípicas

ASSEMBLEIA-3: Deputado Marcio Fernandes: Comemora o atendimento de seu pedido ao Governo para recapear o trecho da rodovia entre Camapuã e Figuerão. Deputado Neno Razuk: para preservação das espécies propõe tarifa zero para transporte de 29 espécies de peixes do MS. Deputado Paulo Duarte: no discurso de abertura do ano legislativo conclamou para maior participação politica da Assembleia nas pautas do Governo. 

TUDO DOMINADO: Experiente no combate político, o deputado Zeca do PT admite que o cenário do poder não oferece outras alternativas. Lembra que a união Reinaldo, Riedel e agora o MDB, fecharam todas as portas e janelas para outros protagonistas e siglas, inclusive o próprio PT.  E arrisca um palpite: ‘projeto para durar 20 anos.’ Portanto…

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A ANÁLISE  do deputado tem fundamento. Vejamos: Quem da sociedade poderia ser pretendente na política estadual? Empresários? Mas quem mesmo? Dos atuais políticos com mandato, a exceção de Riedel, não vejo nomes a altura, competitivos – e de todos  (políticos) contemplados de alguma forma com as benesses que o sistema do poder naturalmente proporciona. 

IMEXÍVEL: Desde a criação de MS jamais assisti a um quadro político sem eventuais alternativas comparáveis ao que vivemos. Não há como tirar um coelho da cartola e num passe de mágica transformá-lo num gênio com todos aqueles predicados de um líder sedutor, carismático que encanta a todos, como já vimos nos filmes.

COSTUREIRO: Se antes o ex-deputado Leite Schimdt foi o grande articulador político, agora é o ex-governador Reinaldo merecedor do título.  Pragmático, saiu do Governo levando as cartas do jogo do poder e dita os passos escolhendo os nomes do protagonismo. Hábil, agrega personagens das mais diferentes tendências e origens partidárias. 

REINALDO: Um ‘ político’ com notória capacidade de dialogar com adversários, marcando posições e com incrível facilidade de adaptação a novas situações. Foi assim ao romper com Puccinelli lá atrás, tentar a prefeitura da capital e depois o Governo e eleger o sucessor que complementa o projeto traçado – que ainda não concluiu. 

QUALIDADES:  O estilo de Reinaldo difere de todas as lideranças do passado. É que nenhum dos ex-governadores conseguiu desarmar os adversários e inclusive estabelecer com eles uma convivência. Não é por acaso que o PT participa ativamente desta gestão do PSDB, enquanto o MDB também está sendo prestigiado com cargos. Certo?

O DISCÍPULO: Enquanto isso, o governador Riedel surpreende com estilo sui generis. Sua postura e fala evitam politizar as ações do governo, gerido como Estado empresa e ele um administrador técnico eleito por ‘conselheiros’. Políticos acostumados a velha relação com o Executivo tentam se adaptar os ‘novos tempos’, pois sabem que Ridel veio para ficar, a exemplo de Reinaldo. 

PAULO DUARTE: “…Mato Grosso do Sul foi “atropelado” pelo Congresso Nacional sobre as discussões sobre a reforma tributária, inspirada num modelo europeu e no sistema econômico da Alemanha. Uma reforma injusta, feita na Faria Lima e pensada apenas nos estados do sul e sudeste, que são estados consumidores e não traz benefício algum para estados como o nosso, que são produtores e têm população pequena…”.

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ANÁLISE:  Para os jornalistas que cobrem a Assembleia, as eleições para Senado e Câmara, poderão sofrer a influência política da gestão da atual prefeita Adriane Lopes. Se ela não corresponder as expectativas, a senadora Tereza Cristina, sua principal fiadora política, poderá sair desgastada e com ela o prejuízo eleitoral de seu grupo político. 

ANALISTAS  entendem que essa avaliação administrativa, devido ao peso eleitoral de Campo Grande que irradia para todo o Estado, poderá alterar as atuais avaliações de pré-candidaturas ao Congresso. Há outras questões; a postura do ex-presidente Bolsonaro, as fusões ou incorporações partidárias e as ações de Riedel e de Lula. 

PERGUNTA-SE:  As ações do Planalto conseguirão furar a ‘bolha’ bolsonarista muito forte no MS? Qual será a influência e o eventual espaço da ministra Simone Tebet. Mera coadjuvante ainda estigmatizada pela sua candidatura ao Planalto? Aliás, como andam as relações políticas da ex-senadora com seu ex-líder Puccinelli? 

 

SUCESSORES:  Poucas são as famílias políticas que estão conseguindo manter de alguma forma o poder através de mandatos. Destaco aqui Tereza Cristina e Nelsinho Trad – senadores que vem de linhagens tradicionais. Se não há representantes dos ‘Barbosa Martins’, da Família Coelho, agora temos um politico Pedrossian na Assembleia Legislativa e a ministra Simone Tebet. Esse fenômeno não é exclusivo daqui, pois também em outras regiões do país, a política sofre mudanças com a chegada de novos protagonistas. 

LAMA ASFÁLTICA:  Tenho ouvido casos e mais casos ocorridos no período em que  o ex-governador Puccinelli e o ex-deputado Edson Giroto estiveram presos por meses a fio. Puccinelli fora avisado de que o Ministério Público pressionava Giroto para fazer delação premiada. Mas o emissário enviado ao presídio voltou com a boa notícia: o fiel escudeiro estava disposto a resistir. Foram noites de insônia e estresse. 

TOMAS JEFFERSON: “Sempre que qualquer forma de governo se torna destrutiva desses fins (a vida, a liberdade e a busca da felicidade), é direito do povo alterá-la ou aboli-la e instituir um novo governo.  “Nossa liberdade de depende da liberdade da imprensa, e ela não pode ser limitada sem ser perdida.”

 

PONTO FINAL: 

 

TOSTÃO78, médico ex-jogador: “Um dos motivos da angustia existencial e de outros problemas emocionais é a consciência da finitude da vida. Porém, como somos narcisistas, uns mais que outros, criamos a ilusão de que temos uma grande missão no mundo. Queremos ser eternos e heróis. ” 

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COLUNISTA

OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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