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Riedel pontual, mulheres fortes, sangue na BR-162

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‘HISTÓRIA-1’:  João Pandiá Calógeras (engenheiro militar) foi Ministro da Guerra, da Indústria/Comércio, Fazenda e deputado federal (MG) por 5 mandatos: trouxe a estrada de ferro para a capital. Em 09/09/1922, com o Mal. Rondon (diretor de engenharia), inaugurou a 9ª. Região Militar na Av. Afonso Pena. Por gratidão, em 1917, a antiga rua Santo Antônio foi rebatizada para ‘Avenida Calógeras’.

‘HISTÓRIA-2’:  Calógeras, homem forte do Governo de Epitácio Pessoa. Escritor e pesquisador do manganês. Temendo outra invasão paraguaia ele vislumbrou Campo Grande como estratégica base militar. Cuiabá era o destino da ferrovia (iniciada em Bauru em 1905) com o trajeto mudado para Porto Esperança (1912) e depois Corumbá onde os trilhos chegaram só em 1952.   

OPERANTE: Toda semana chega um release do senador Nelsinho Trad (PSD) sobre sua atuação em diferentes áreas. São emendas para a área da saúde, iluminação pública, saneamento, educação, recapeamento, drenagem, habitação, segurança e lazer. Com isso ele se faz presente em todo o estado, otimizando a sua reeleição em 2026.  

LAGRIMAS:  Advogado, prefeito de Paranaíba, presidente da Assomassul, deputado estadual. O amigo Daladier Agi teve trajetória brilhante. Sua morte foi muito sentida na região do Bolsão. Estivemos juntos em campanhas eleitorais e no tribunal do júri. “O passado não é o que passa, é aquilo que fica do que passou”. ( Tristão de Ataíde) 

PONTUALÍSSIMO: Assim um jornalista da equipe oficial define o comportamento do governador Eduardo Riedel (PSDB) diante dos mais diferentes compromissos e situações atinentes ao cargo. Ao seu estilo tranquilo, ele sempre está pronto à espera do pessoal para cumprir a agenda do dia.  Uma boa notícia, sem dúvida.

CHAPADÃO DO SUL: O deputado Gerson Claro (PSDB), impressionado com o que viu lá – questionou-me sobre o quadro eleitoral. Disse-lhe que os dois pré-candidatos: o ex-prefeito Jocelito Krug (PSDB) e Walter Schlatter (PP), tem perfis parecidos, mas que Jocelito, além da experiência na administração pública, ‘abraça mais’.  

PELO PODER: Jocelito, primo do prefeito João C. Krug, é o nome da cúpula tucana. Schlatter, que perdeu para Krug em 2016 por 576 votos- é a aposta da senadora Tereza Cristina, tradicional parceira do município forte no agro.  As previsões indicam um embate sem espaço para a terceira via. ‘Alea jacta est’. 

FAVORITA: Quando se discute possibilidades de nomes para compor a chapa de Beto Pereira, o nome de Maria Lúcia Fernandes (Malu) – é a preferida disparada. Fundadora da Associação Juliano Varela, articulada, de boa imagem e fala fácil, é filiada ao PSDB, atendendo aos requisitos que a disputa exige neste cenário de mulheres protagonistas.

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LEMBRANÇAS:  O primeiro banco de Campo Grande, nos primórdios da década de 20 foi o ‘Suiço-Brasileiro’. Em 1922 chegou o Banco Nacional do Comércio e depois o Banco do Brasil – ambos na Av. Afonso Pena. Em 1937 foi inaugurado com pompas o Banco do Estado de São Paulo – transferido mais tarde para a rua 13 de Maio. 

CONCORDA?  “Não se fala em cortar despesas, em reformar a previdência. Problema sério não se resolve. O governo só quer saber de aumentar impostos, editar medidas provisórias sem pé nem cabeça e taxar blusinhas”. Por tudo isso o senador Oriovisto Guimarães (Podemos/PR) caprichou no verbo e ganhou espaço na mídia. 

PREPAREM-SE!  ‘Fortes emoções’ na BR-162 após a Eldorado funcionar em Ribas do Rio Pardo. Todos dos dias, 140 carretas com 50 toneladas de celulose cada estarão na pista rumo a Água Clara e depois pela MS 377 até Inocência. Lá, a carga entregue no terminal em construção, seguirá para o Porto de Santos nos vagões da Ferronorte.   

LAMENTÁVEL:  O termo sintetiza as previsões de tragédias com sangue e lagrimas pela nossa ‘timidez’ política em resolver o caso da BR-162 (sem privatização e terceira pista ao menos). Nesta hora são inevitáveis as comparações pela opinião pública com  o prestígio e habilidade dos políticos de Mato Grosso em situações análogas. De leve…

FRUSTRAÇÃO: Em ano eleitoral os políticos não perdem a chance para aparecerem em eventos públicos. Em se tratando de inaugurações nem se fala! Precavido para evitar problemas, a diretoria da Eldorado Celulose ‘cortou o barato e não fará qualquer tipo de festa para marcar o início das suas atividades. Tudo será feito discretamente.

QUESTÕES: O estuprador pode ser pai? A criança pode ser mãe? Mais de 60% das crianças estupradas tem menos de 14 anos de idade. No lugar de proteger as crianças  vítimas de estupro (que descobrem tarde a gravidez), querem fazer leis para coloca-las na cadeia. Equiparar ao homicídio o aborto de gestação acima de 22 semanas é uma insensatez. 

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O PROJETO  neste sentido está para ser votado na Câmara. Se aprovado, a menina estuprada passará de vítima para a condição de ré, respondendo por homicídio. Antes de punir, o Estado deve proteger seus cidadãos. Outra falha: não há previsão do Estado em assumir a responsabilidade por essa criança em decorrência do estupro. Estranho: a Primeira Dama Janja se omitiu no caso. Logo ela que se posta como ‘defensora das mulheres’. 

TORMENTA:  O Governo gastando e com problemas na equipe. Lula morde a língua sobre os mais variados temas. Atravessa o sinal nas viagens ao exterior e defende seu Ministro das Comunicações suspeito de corrupção. Suas relações com o Congresso  azedaram e o ministro Haddad, da Fazenda, só não caiu pela falta de um bom substituto.

NA GUARITA: Os pré-candidatos a prefeito da capital ainda naquela fase chata de tentar despistar e negar evidências quando aos rumos futuros. Em relação ao acerto ‘misterioso’ do PL de Bolsonaro com a prefeita Adriane Lopes (PP) restariam alguns detalhes. O principal seria quanto a participação do PL na pretendida futura gestão.

TAMBÉM  na política vigora a máxima popular do que ‘o combinado não é caro’. É  normal, muito comum mesmo aqueles problemas de montagem de equipe onde a disputa por certos cargos provoca crises antes mesmo do governo começar. É aquela história: políticos confiam desconfiando.  

DROPS DE HUMOR:

A ignorância é imensa. Ladrões não roubam livros. 

Entre as palavras mais profundas do mundo existe o subsolo.  

Um minuto é relativo. Depende de que lado da porta do banheiro você está. 

O mais nobre dos cachorros é o ‘cachorro quente’. Ele alimenta a mão que o morde.

Qualquer idiota pinta um quadro – mas só um gênio é capaz de vende-lo.

Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça e pouco; na sopa é muito.

Roubar a ideia de uma pessoa é plagio – mas roubar de várias é pesquisa. 

Desconfie sempre de todo idealista que lucrar com seu ideal.

Não desista do sonho. Se não encontrar na padaria – procure na próxima. 

Eu queria morrer como meu avô: dormindo e tranquilo – não gritando desesperadamente como os 40 passageiros do ônibus que ele dirigia. 

 

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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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