POLÍTICA MS
Quem terá a coragem de enfrentar o Governo?
POLÍTICA MS
‘A PRETENDIDA’: Não faltam previsões sobre a guerra pela chamada segunda vaga ao Senado. Após a batalha partidária, dos bastidores, virá a campanha a céu aberto. Alguns nomes hiperinflados, cada qual com seu projeto. Mas o que pesará de fato? O prestigio pessoal, apoio de vereadores, prefeitos, deputados, Governo ou do Planalto?
A GUERRA: Observadores se antecipam ao resultado para a Câmara, com base nas últimas eleições onde o PSDB elegeu Beto Pereira, Geraldo Rezende e Dagoberto Nogueira totalizando 242.608 votos – enquanto o PL somou 144.884 votos com Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira. Calcula-se que o quociente deva se repetir.
CAUTELA: Apesar de não beber ‘RedBull’, o pessoal dando asas à imaginação. Fala-se que o vereador Marquinhos Trad (PDT) teria projeto arrojado de disputar o Governo. Puro delírio. Consciente de sua atual estatura política, se limitará a disputa de deputado estadual. A dúvida: seria um ‘voo solo’, sem vinculações com a ‘irmandadeTrad’?
CAFÉ AMIGO: Positivo o papo com o vice-governador José C. Barbosa que mescla competência com discrição e mantendo cumplicidade com o Governo. Aliás, essa tem sido a marca ao longo de sua vida pública. Ativo, não abre mão de seus projetos pessoais, entre eles de ocupar uma cadeira na Câmara Federal. Vai longe.
A SENHA: “Quem são meus amigos? São vocês. Nunca esqueço quem são. Sei quem é amigo de verdade e quem é amigo ocasional só porque sou presidente”. A frase de Lula em ato do MST mostra a guinada à esquerda, iniciada com a nomeação de Gleisi Hoffmann e a possível ida de Guilherme Boulos ao Governo. Ao ‘Centrão’, apenas as migalhas.
SUSPENSE: Bolsonaro será preso? Quando? O fenômeno da vitimização política seria inevitável no caso. Daí se pergunta: esse sentimento de lealdade e revanche de seus seguidores seria transferido ao seu sucessor (candidato) em que percentual? Mas há quem aposte na possibilidade do STF em mantê-lo em liberdade e inelegível.
DA ASSEMBLEIA: Deputadas Gleice Jane, Lia Nogueira e Mara Caseiro foram as elogiadas pela iniciativa e organização das homenagens às Mulheres Atípicas. Deputado Paulo Duarte pediu em nome da Associação dos Moradores mudança do itinerário de ônibus no Jardim Noroeste. Deputado Rinaldo propõe maior rigor nas penas de autores de feminicídio, inclusive multa de até R$500 mil. Deputado Jr. Mochi eleito corregedor da Assembleia Legislativa. Deputado Lídio é o novo coordenador da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente. Deputado Zé Teixeira: reivindicando ações do Governo para Caracol e Fatima do Sul. Deputado Marcio Fernandes sugere mudanças na lei regulando a pesca, transporte e comercialização do Dourado. Deputado Caravina requer o retorno temporário de policiais civis para reforçar a segurança, defasada pelas aposentadorias e óbitos. Deputado Gerson Claro, participação decisiva no evento homenageando as ‘Mães Atípicas’. Deputado Antonio Vaz requer reabertura do Posto Policial do distrito de Quebracho. Deputado Lucas de Lima apresentou diversas reivindicações de moradores de diferentes regiões à prefeita Adriane Lopes, da capital.
OBSERVAÇÕES: As propagandas das Casas Bahia sumiram da TV. Porque? Ora! Pelo custo baixo migraram para a internet. Já os telejornais aumentaram o espaço para a malvadeza (noticiário policial) para segurar a audiência que resta. O brasileiro cansou das mesmices da ‘telinha’ e optou pelo celular, o cara da vez das comunicações.
ANTENADO: Temos 3 federações integradas por 7 partidos com validade até 2026. São elas: ‘Fé Brasil com PT, PCdoB e Partido Verde. Resta ainda a Federação PSDB-Cidadania e ainda a Federação PSOL-Rede oficializando a união do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) com a Rede Sustentabilidade (Rede).
EXPLICANDO: As federações partidárias têm o caráter permanente, podem apresentar concorrentes a todos os cargos, tanto nas eleições majoritárias quanto nas proporcionais. Já as coligações, valem apenas para uma eleição, podendo ser desfeita em seguida. Observação: elas valem só para as chamadas eleições majoritárias.
CASTIGOS: Para moralizar as regras ficou estabelecido que o partido que se desligar antes do prazo mínimo de 4 anos de uma federação, não poderá ingressar em outra. Também não poderá celebrar coligação nos 2 pleitos seguintes, além de não ter acesso ao Fundo Partidário durante o tempo que faltar para completar o período que deveria integrar a federação.
RECONHECIMENTO: A ideia foi do deputado Hashioka que a repassou à senadora Tereza Cristina que conseguiu aprovar o PL alterando o art. 225 da Carta Magna – ao incluir expressamente o Pantanal Sul-Mato-Grossense entre os espaços cujo uso exige a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Hoje a Constituição cita apenas ‘Pantanal Mato-Grossense’, excluindo a porção localizada no MS – 65% do bioma.
FANATISMO: “…Depois que os petistas dividiram o Brasil entre “nós e eles”, a nação separou-se em 2 partidos. Os que criticam o governo e os outros. Estes não consideram ao jeito petista de governar como discordância com o meio, mas como uma torcida cega contra o país. Quando na verdade, discutir outras maneiras de governar, sim é amar o Brasil…” (Jorge W. Simeira Jacob)
POLÊMICA: A Câmara Municipal de Curitiba negou-se a conceder voto de louvor a um ator local porque ele alegara que o fascismo é a “cara da classe média curitibana”. Levaram em conta a opinião dele, ignorando o valor de seu trabalho. Alguém lembrou que se os vereadores escutassem o que a população fala deles, mudariam de opinião, de postura.
‘SURDOS’: Esse recado através desta opinião anônima, mas legítima, vale para tantas outras Câmaras. Aproveitando-se do velho sistema corporativista, elas se proclamam intocáveis e se distanciam dos anseios da população. Não se discute aqui o custo mensal do vereador e de cada Câmara. Isso, seria tema para um filme de horrores.
‘PROGRESSO’: Mais de 300 nascentes de água na Costa Leste desapareceram e uma grande lagoa em Selvíria secou. Estudos mostram que o eucalipto prejudica a biodiversidade, reduz o nível freático em meio metro por ano, consumindo 230 litros de água por metro quadrado plantado a mais que o cerrado. A Assembleia Legislativa começou a debater a questão. Promete.
NA INTERNET: Os Correios dos EUA criaram um selo com a foto de Trump. Mas o novo selo não estava colando nos envelopes. O fato enfureceu Trump que exigiu uma investigação. Após dias de testes, 2 milhões de dólares gastos pelo Congresso, eis que a comissão apresentou suas conclusões: O selo perfeito e nada de errado com o adesivo. As pessoas estão cuspindo no lado errado.
PONTO FINAL:
“ Nossa época é maravilhosa, podemos dizer tudo. É exatamente por isso que não devemos dizer tudo”. (Raymundo Aron – Pensador)
COLUNISTA
OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
