COLUNISTA
As cidades e regiões decisivas nas eleições
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“O GOVERNANTE”: “Onde antes se erguia o “o grande homem”, hoje vemos o gestor, o “gerentão” técnico e, não raro, medíocre. Antigamente, o povo projetava no líder seus desejos mais profundos e perigosos. Hoje, o “gestor” é visto apenas como um prestador de serviços, sujeito a cobranças imediatas ou ao cancelamento sumário. Trocamos o trágico pelo prático. ” (Lea Oksenberg)
ALÉM DO BATOM: Só flores e abraços? As mulheres desrespeitadas nas cotas de gênero e pelas violências domésticas. Caso da ex-namorada do médico e ex-vereador da capital Sandro Benitez, vítima de desrespeito e também demitida do cargo na Câmara Municipal pelo seu presidente (líder evangélico) Epaminondas Papy, Venceu o preconceito machista.
PODER & DESGASTE: A política e o poder envelhecem seus protagonistas. Fato constatado física e simbolicamente. O exercício do poder impõe cargas de estresse que acelera o desgaste biológico. Não é lorota. Compare as mudanças fisionômicas de nossos ilustres protagonistas do poder ao longo dos anos. Sem a política evaporam.
‘ECLESIASTES’: A vaidade na política, sob a ótica deste livro, é vista como busca passageira e frustrante por poder, fama e influência, comparada a “bolha de sabão”. O sábio Salomão, observava que mesmo as mais altas posições de liderança e sucesso político são transitórias e não satisfazem o propósito profundo da vida humana.
‘O PREÇO’: Às vezes, até com atraso, a ‘fatura’ chega nas relações familiares dos políticos, com impactos profundos e negativos. A vida privada vira pública escancarada, com fatos polêmicos e escândalos que geram lagrimas. O foco da mídia sedenta por pautas atrativas não respeita os laços familiares e detona sem ética e respeito.
AZARADOS: 5º presidente da República, Rodrigues Alves modernizou o país e até revoltou os cariocas com a vacinação obrigatória contra a varíola. Alguns de seus ministros: o médico Osvaldo Cruz e o Barão do Rio Branco. Em 1918 foi eleito de novo, morrendo antes da posse vítima da gripe espanhola. Assumiu o vice Delfim Moreira que faleceu em 1º/07/1920 de arteriosclerose. Assumiu Epitácio Pessoa.
DE VOLTA? Ex-deputado (8 vezes) Picarelli reaparece com filmetes no facebook. Derrotado em 2018, tentou a vereança em 2024: 1.095 votos. Outro na mídia digital é o ex-prefeito de Aquidauana e deputado estadual Raul Freiras com comentários críticos e de reflexões. Penso com meus botões; devem estar apenas massageando o ego.
ALERTA: Ouvi as lamúrias de prefeitos na Assembleia. A crise financeira nacional já reflete na base de cálculo do FPF – ancorado na arrecadação com o IPI e o Imposto de Renda Retido na Fonte. A queda foi de 8,62% e a perda real chegou a 10,66%. Prefeitos já sentiram o drama: terão que rever projetos e enxugar gastos para não chorar depois.
‘PATINHO FEIO”: A região Norte apresenta eleitorado de 123.456 eleitores, assim distribuídos: Alcinópolis 3.736: Camapuã 10.420; Costa Rica 19.345; Coxim 26.680; Figueirão 2.850; Pedro Gomes 6.450; Sonora 11.230 e Rio Verde de Mato Grosso 14.850. O colégio eleitoral representa apenas 6,22% dos eleitores de todo MS.
DISPUTADA: A região já ‘deu’ o vice-governador Moacir Kohl, Leite Schimidt (deputado federal) e José Oliveira (deputado estadual). O deputado Jr. Mochi é tido representante ‘raiz’ por Coxim – mas terá a concorrência de outros postulantes, entre eles Jerson Domingos, Marcio Fernandes, Jamilson Name e Gerson Claro.
PODEROSA: Campo Grande decide as eleições e irradia influencia para o interior. Vale recordar; em 2.022 o Capitão Contar obteve 130.972 votos (26,64%); Puccinelli 107.260 (21,82%), Marquinhos 76.102 (15,48%); Riedel 72.072 (14.66%), Rose 68.620 (13,96%), Giseli 34.032 (6,92%), Adonis 1.805 (),37%), Magno 781 votos 0,16%).
E MAIS: Teria havido tantas mudanças no cenário da capital após as eleições de 2.002? Nelas, a candidata Tereza Cristina obteve 241.903 votos (52,56%) ao Senado. Conservadorismos ou mérito pessoal? Agora, o eleitor campo-grandense levará em conta a biografia dos candidatos, méritos e potencial ou adotará outros critérios?
NOVIDADES: Nestes últimos dias o quadro eleitoral teve novos componentes, alguns influentes, outros apenas bolhas de sabão. Ainda é cedo para avaliar o ingresso do deputado João H. Catan no Novo. Será acompanhado por quais lideranças? Corre risco de seu projeto não se viabilizar? Ficaria sem mandato e disputaria a prefeitura da capital em 2028?
RACHA? Só com bola de cristal para fazer a leitura da nebulosa situação nos grupos e partidos que compõem o anti-petismo. As contradições nas declarações de algumas lideranças levantam dúvidas neste jogo, nem sempre limpo. Sabe-se que a vice-prefeita Giani Nogueira (Dourados) irá se filiar ao Novo para tentar o Senado, embolando a disputa.
JANELA DA TRAIÇÃO? Na política o temo traição tem outro significado diferente do que usamos no dia a dia. Trata-se apenas da decisão pessoal em optar por esse ou outro caminho para atender suas conveniências eleitorais. Não se pode ou não se deve dar-lhe a dimensão de um crime inafiançável. Traição é uma amiga de casa, passível de perdão
CIDADES & ELEITORES: Água Clara 13.745; Alcinópolis 3.859; Amambai 27.560; Anastácio 18.732; Anaurilândia 6.341: Angélica 8.866; Antônio João 7.952; Aparecida do Taboado 19.248; Aquidauana 36.980; Aral Moreira 8.303; Bataguassu 19.332; Batayporã 8.627; Bela Vista 16.635; Bodoquena 6.433; Bonito 19.223; Brasilândia 9.842; Caarapó 22.212; Camapuã 11.248; Campo Grande 646.216; Caracol 4.804; Cassilândia 15.434; Chapadão do Sul 22.057; Corguinho 4.482; Coronel Sapucaia 11.904; Corumbá 67.739; Costa Rica 22.467, Coxim 26.741; Deodápolis 10.809, Dois Irmãos do Buriti 8.779; Douradina 5.024; Dourados 163.229; Eldorado 9.337; Fatima do Sul 17.045; Figueirão 2.760; Glória de Dourados 8.159; Guia Lopes da Laguna 8.168; Iguatemi 11.031; Inocência 7.275; Itaporã 14.238; Itaquirai 14.973; Ivinhema 21.309; Japorã 6.517; Jaraguari 6.060; Jardim 19.121; Jatei 4.531; Juti 6.084; Ladário 13.926; Laguna Carapã 5.314; Maracaju 29.684; Miranda 20.400; Mundo Novo 14.966; Navirai 38.320; Nioaque 10.467; Nioaque 10.467; Nova Alvorada do Sul 16.869; Nova Andradina 35.765; Novo Horizonte do Sul 3.702; Paraíso das Águas 4.357; Paranaíba 32.050; Paranhos 9.436; Pedro Gomes 6.220; Ponta Porã 25.505; Porto Murtinho 9.076; Ribas do Rio Pardo 15.576; Rio Brilhante 26.474; Rio Brilhante 26.474; Rio Negro 4.239; Rio Verde de Mato Grosso 14.238; Rochedo 5.254; Santa Rita do Pardo 5.729; São Gabriel do Oeste 22.964; Selvíria 7.360; Sete Quedas 7.738; Sidrolândia 35.051; Sonora 11.574; Sonora 11.574; Tacuru 7.170; Taguarussu 4.107; Terenos 13.58; Três Lagoas 86.968 e Vicentina 6.123. (Números do TRE em 2024)
PONTO FINAL:
Certos pais tem a pretensão de preparar os filhos para a vida; outros tem a megalomania de preparar a vida para os filhos. (Millôr)
COLUNISTA
OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
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