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Programa ‘MS Saúde – Mais Saúde, Menos Fila’ realiza primeira cirurgia de correção de fissura lábio-palatal

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do programa MS Saúde – Mais Saúde, Menos Fila e Associação de Amparo à Maternidade e a Infância realiza nesta quarta-feira (5) a primeira cirurgia para correção de fissura lábio-palatal da segunda etapa do projeto que visa reduzir a espera por procedimentos. O paciente é um menino de 10 meses do município de Ribas do Rio Pardo.

Para a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, o início dos procedimentos da especialidade é um importante marco dentro do MS Saúde. “É gratificante ver que um procedimento tão aguardado como esse está sendo oferecido pelo SUS em Mato Grosso do Sul. Essa é uma conquista de todos os trabalhadores da Saúde do Estado, que não medem esforços para melhoria do atendimento ofertado à população”, disse.

Segundo a superintendente de Gestão da Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso, o programa identificou uma fila de 237 pessoas, entre adultos e crianças, que aguardam pela cirurgia no Estado.

“São pacientes de várias regiões do Estado, em sua maioria crianças, que foram regulados através da demanda identificada pelo programa em parceria com a Funcraf (Fundação para Estudo e Tratamento Deformidades Craniofaciais Craniofaciais, Fissura Lábio Palatina, Tratamento de Deformidades) ”, explica.

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Ainda de acordo com a superintendente, a expectativa é que todos os pacientes que estão na fila sejam atendidos até o final do ano. “É uma cirurgia que transforma a vida das pessoas, que resgata autoestima e promove, além de todos os benefícios clínicos, o aumento da autoconfiança. Todos os pacientes já regulados estão passando por avaliação com a equipe médica para posteriormente ter o procedimento agendado”, acrescenta.

Fissura lábio-palatal e lábio leporino

A condição consiste numa abertura no lábio ou no palato (céu da boca), podendo ser completa, lábio e palato. Essas aberturas resultam do desenvolvimento incompleto do lábio, ou do palato, enquanto o bebê está se formando, antes de nascer. O lábio e o céu da boca desenvolvem-se separadamente durante os três primeiros meses de gestação, conforme dados da Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde.

Nas fissuras mais comuns o lado esquerdo e o direito do lábio não se juntam, ficando uma linha vertical aberta. A mesma situação pode acontecer com o céu da boca. Em casos mais raros pode haver duas fissuras no palato, uma do lado direito e outra do lado esquerdo.

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O lábio pode ser reparado nos primeiros meses de vida. O céu da boca leva mais tempo. As datas exatas dessas intervenções cirúrgicas dependem do desenvolvimento do bebê e são determinadas pela equipe técnica. Haverá sempre uma avaliação do médico pediatra.

Marcus Moura, Comunicação SES
Foto: Reprodução/Portal Hospitais Brasil

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Nova arquitetura e conceito: Governo apresenta aos deputados expansão da infra e desafios da saúde em MS

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A nova arquitetura da saúde regional, com avanços na regionalização da atenção hospitalar de Mato Grosso do Sul, uma das prioridades do Governo do Estado, com melhorias na entrega final, que vai beneficiar a população nos 79 municípios, bem como a proposta de uma PPP (Parceria Público Privada) no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foram apresentadas aos deputados estaduais na manhã desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa, pelo governador Eduardo Riedel e pelos secretários Maurício Simões (Saúde) e Eliane Detoni (Parcerias Estratégicas).

“Este é um momento da maior importância para nivelar o conhecimento, tirar as dúvidas, pois algumas informações divulgadas não estão vinculadas aos fatos. O projeto foi estudado com muito critério, estamos há dois anos mergulhados com todos os indicadores desse processo para nos dar subsídio, para poder construí-lo. A gente acredita que esse conhecimento deu o embasamento para o projeto”, explicou o governador, ao detalhar planos e especificidades das melhorias na saúde pública estadual.

Para melhorar a situação hospitalar atual, com foco no crescimento da demanda futura, o Governo do Estado estabelece um “novo cinturão da saúde”, levando em consideração a capacidade de atendimento de cada unidade – média e alta complexidade. O objetivo principal é a melhoria do serviço prestado ao cidadão.

“A atenção hospitalar é parte da assistência à saúde. Mas é uma parte muito importante e que nós temos carência de leitos, principalmente hospitalares de alta complexidade. E ali é que entra, então, a parceria público-privada do hospital. E tudo começou com o plano diretor de regionalização da saúde no Estado. Nós procuramos considerar inúmeros indicadores de cada município e região, para que a gente pudesse acompanhar as mais fortalecidas”, explicou Simões.

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A PPP do HRMS, que faz parte do projeto de regionalização da atenção hospitalar no Estado, prevê a expansão da infraestrutura com impacto direto nos indicadores de saúde, principalmente o aumento na produtividade com previsão de crescimento de 96% das internações, que podem passar de 1,4 mil para mais de 2,7 mil por mês. Também existe a expectativa de economia de 35% por internação, além de aumento de leitos que vão passar de 362 para 577.

“O que a gente pretende sempre é melhorar a prestação de serviço público para o cidadão e, nesse caso, para que a gente consiga manter um atendimento 100% SUS, gratuito e universal. Então, é bom a gente deixar claro que o Hospital Regional, ele se mantém gratuito”, disse a secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

Todos os serviços não assistenciais, chamados de “bata cinza” serão executados pelo futuro parceiro privado, como nutrição, limpeza, lavanderia, manutenção predial, e tudo que envolve o funcionamento físico e estrutural do hospital – apoio médico, administrativo, fornecimento de insumos, recepção, portaria, entre outros.

“Nosso desafio é planejar uma estratégia hospitalar hierarquizada e regionalizada para o estado de Mato Grosso do Sul. E isso é resultado da complexa interação de processos econômicos, políticos e sociais. E a gente fez isso sem esquecer que o Estado está passando uma Rota Bioceânica e Rota da Celulose, dois processos de desenvolvimento muito importantes”, disse o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde.

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Além de terem oportunidades de tirarem dúvidas sobre o projeto de regionalização e também sobre a PPP do HRMS, os parlamentares destacaram a competência do projeto apresentado, e elogiaram o modelo de atenção à saúde proposto com vista na melhoria do serviço prestado ao usuário.

“Momento importante para os deputados apreciarem a proposta, fizemos essa proposição ao Executivo e hoje agradecemos a apresentação. Entendemos que é um projeto estruturado e muito bem estudado, com critérios”, disse o presidente da ALEMS, Gerson Claro.

Macrorregiões

Como parte do projeto de regionalização, as macrorregiões do Cone Sul – Hospital Regional de Dourados -, Costa Leste – Hospital Regional Magid Thomé (Três Lagoas) – e do Pantanal – onde será construído um hospital em Corumbá -, além de Ponta Porã e Campo Grande, também terão serviços e leitos expandidos nos próximos anos, intensificando oferta de cirurgias e exames de média e alta complexidade.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens da reunião com os deputados

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