TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

INCERTEZAS: Em ato convocado pelo MBL contra Bolsonaro, 38% não aceitam protestar com PT, mostra pesquisa

Publicados

BRASIL

Levantamento da USP mostrou também que 54% dos manifestantes que foram à Avenida Paulista no domingo votariam em Lula contra o presidente no segundo turno.

Com adesão de parte da esquerda, os atos convocados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro reuniram algumas milhares de pessoas neste domingo (12/09) em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília.
A principal resistência a comparecer veio do PT, maior partido da esquerda, e de movimentos próximos ao petismo, como a Central Única dos Trabalhadores — organizações que, desde a campanha pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, são adversários de MBL e Vem Pra Rua.

Uma pesquisa com os participantes do ato da Avenida Paulista deste domingo mostra que a resistência é mútua: embora 85% dos entrevistados tenham concordado que “para o impeachment de Bolsonaro, é preciso uma ampla aliança que vai da direita à esquerda”, 38% disseram que não participariam de uma manifestação junto com o PT.

Outros 33% responderam que não ocupariam as ruas ao lado da CUT, e 31% não protestariam com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

O levantamento, coordenado pelos professores da Universidade de São Paulo (USP) Pablo Ortellado e Márcio Moretto, entrevistou 841 manifestantes e tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

“O resultado é bem contraditório. As pessoas que foram ao ato querem uma frente ampla contra Bolsonaro, mas quase 40% dizem que o PT é demais pra engolir”, nota Ortellado.

O PT e outros partidos e movimentos de esquerda planejam protestos contra Bolsonaro para 2 de outubro. Segundo Ortellado, a equipe da USP quer pesquisar também nessa manifestação a aceitação da esquerda a participar de atos com grupos da direita. Ele suspeita que identificará uma resistência semelhante do outro lado.

Leia Também:  EX-DEPUTADA: Flordelis é transferida para o presídio Talavera Bruce, no Rio

“Um pedaço da direita não engole o PT, e um pedaço da esquerda não engole o MBL. Uma frente ampla para aprovar o impeachment ou para derrotar o Bolsonaro no segundo turno de 2022 precisa superar essas duas resistências”, ressalta.

Apesar disso, o ato da Avenida Paulista conseguiu atrair parte dos antigos adversários do MBL e do Vem Pra Rua. Segundo a pesquisa da USP, 37% dos entrevistados se disseram de esquerda ou centro-esquerda e 34%, de direita ou centro-direita.

“A grande novidade deste domingo é que a manifestação foi ideologicamente diversa. Acho que desde 2014 (ano dos atos contra a Copa do Mundo) não via isso”, nota Ortellado.

Para atrair parte da esquerda, o MBL e o Vem pra Rua abandonaram o mote inicial da convocação, “Nem Bolsonaro, Nem Lula”, que defendia o fortalecimento de uma candidatura presidencial alternativa à disputa hoje polarizada entre o atual presidente e o ex-presidente petista Luís Inácio Lula da Silva.

A pauta dos protestos foi unificada em uma só, o “Fora, Bolsonaro”, e foi escolhido o branco como cor oficial dos atos.

Ainda assim, foi frequente nos atos deste domingo a presença de manifestantes com faixas e camisetas “Nem Lula, Nem Bolsonaro”.

E, ao lado de um caminhão de som do Vem Pra Rua na Avenida Paulista, foi inflado um boneco de Lula e Bolsonaro abraçados — o petista vestido de presidiário e o presidente com uma camisa de força.

Embora tenham comparecido políticos de peso — como os pré-candidatos à Presidência da República Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB, governador de São Paulo), e Alessandro Vieira (Cidadania, senador) —, o público desse domingo ficou abaixo dos atos em apoio a Bolsonaro de 7 de setembro e de protestos contra o presidente convocados por movimentos de esquerda nos últimos meses.

Em segundo turno, 54% votaria em Lula contra Bolsonaro

O levantamento da USP também investigou a intenção de voto para a disputa presidencial de 2022.

Leia Também:  Comitiva de ministros irá ao RS na sexta-feira (3) por causa de chuvas

Ciro Gomes (PDT), que esteve presente na Avenida Paulista, apareceu em primeiro lugar (16%), seguido de Lula (14%) e do ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Sergio Moro (11%).

João Amoedo (Novo) e João Doria (PSDB), que também participaram do ato em São Paulo, aparecem com 8% e 7%, respectivamente. Outros 31% afirmaram não saber em quem votar.

As pesquisas de intenção de voto que têm sido realizadas nacionalmente nas últimas semanas indicam que, se a eleição presidencial fosse hoje, o segundo turno seria entre Lula e Bolsonaro.

Considerando esse cenário, 54% dos manifestantes no ato da Avenida Paulista responderam à pesquisa da USP que votariam em Lula, enquanto 40% disseram que anulariam ou votariam em branco — ou seja, um percentual similar ao que não aceita protestar ao lado do PT.

Público dos atos bolsonaristas era mais velho e de menor renda

Os pesquisadores da USP também investigaram o perfil dos manifestantes que foram as ruas de São Paulo no 7 de setembro.

Os resultados das duas pesquisas mostram que o público que compareceu à Avenida Paulista neste domingo (12/9) era, em média, mais jovem, mais escolarizado, de maior renda e mais branco que os apoiadores de Bolsonaro.

Entre os manifestantes de 12 de outubro, 69% tinham até 44 anos, 79% tinham ensino superior completo ou incompleto, e 56% tinham renda familiar acima de 5 salários mínimos. A maioria dos entrevistados (67%) se declarou branca, enquanto os autodeclarados negros somaram 29%.

Já entre os que foram à Avenida Paulista no feriado da Independência, 53% tinham mais de 45 anos, 43% tinham renda familiar maior que 5 salários mínimos e 60% tinham curso superior, completo ou incompleto.

Naquele dia, 60% se declararam brancos e 33%, negros.

CREDITO: PORTAL TERRA

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Projeto de MS apoiado pela Fundect representa o Brasil em evento nos Estados Unidos

Publicados

em

Um projeto inovador desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi selecionado para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo, que ocorrerá de 10 a 16 de maio em Columbus, Ohio (EUA).

A pesquisa, que propõe o uso de espectroscopia infravermelha para identificar fungos em pastagens do cerrado sul-mato-grossense, foi contemplada pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) que apoia projetos científicos em escolas públicas do estado.

O projeto do IFMS, intitulado “Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier como ferramenta para identificação de fungos em pastagens no cerrado sul-mato-grossense”, é coordenado pela professora Grazieli Suszek e desenvolvido pelos estudante José Vitor Balasso e Tailaine Gomes Lima, do curso técnico integrado em Agropecuária do Campus Nova Andradina. A pesquisa busca inovar na detecção de fungos, contribuindo para o manejo agrícola da região.

Leia Também:  Desenrola FIES: Prazo para renegociar dívidas do FIES encerra no dia 31

A participação na ISEF representa não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a importância do apoio institucional proporcionado por programas como o PICTEC, que incentivam a iniciação científica e tecnológica desde a educação básica, promovendo o desenvolvimento de talentos e a valorização da ciência em Mato Grosso do Sul.

O que é o PICTEC?

O PICTEC é um programa da Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que visa despertar a vocação científica e tecnológica entre estudantes e professores do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar de Mato Grosso do Sul.

Na sua quarta edição, o programa ampliou o número de projetos contemplados, passando de 200 para 250, totalizando até 1.250 bolsas distribuídas entre professores e alunos.

Cada projeto é coordenado por um professor que recebe uma bolsa mensal de R$ 800 e pode orientar até quatro estudantes, cada um com bolsa de R$ 400 mensais, durante 12 meses. As áreas de pesquisa abrangem temas como Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.

Leia Também:  3º Dia do Amendoim e 1º Simpósio Brasileiro do Amendoim

Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
*com informações do IFMS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

TRÊS LAGOAS MS

MATO GROSSO DO SUL

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA