MATO GROSSO DO SUL
Governo de MS apresenta programa para expandir práticas esportivas em aldeias indígenas
MATO GROSSO DO SUL
Representantes de comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul participaram, nesta terça-feira (22), de uma consulta pública organizada pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) e pela Secic (Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura), com o objetivo de discutir a ampliação de atividades esportivas e de lazer nas aldeias. O evento foi realizado no Museu das Culturas Dom Bosco, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.
As propostas apresentadas integram o programa “Povos Indígenas: Esportes, Lazer e Cidadania”, que contempla a publicação de um edital de chamamento público para a contratação de profissionais de educação física e agentes de esporte para todas as aldeias do estado, além da distribuição de kits de material desportivo com itens solicitados por cada comunidade.
O diretor-presidente da Fundesporte, Marcelo Ferreira Miranda, destaca que o programa objetiva aumentar o acesso às práticas esportivas, abrangendo pessoas de todas as idades nas aldeias, de forma organizada e sistematizada. “Nestes sete anos o Governo do Estado sempre teve um olhar muito especial para essa população. Todos os programas da Fundesporte privilegiam e contemplam os povos indígenas, porém precisamos de uma atuação mais específica. Agora, vamos aplicar um programa nas aldeias que use o esporte como um instrumento de transformação social”.

No encontro, os representantes indígenas tiveram a oportunidade de discutir o que foi exposto pelo Governo, além de apresentar críticas, sugestões e novos pontos de vista, de forma que o edital publicado atenda, de fato, aos anseios dos povos originários no segmento esportivo. “É muito importante que o Governo do estado ouça essa parcela da população, uma vez que não faz sentido a realização de um projeto que não a atenda”, declara o secretário de Estado de Cidadania e Cultura, João César Mattogrosso. “Com essa conversa, vamos conseguir entregar um produto final que será adequadamente utilizado pelas comunidades”.
O encontro reuniu caciques das oito etnias indígenas presentes em Mato Grosso do Sul: Atikum, Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Guató, Kadiwéu, Kinikinau, Ofaié e Terena, de 29 municípios. “O estado inteiro está aqui, temos representantes de várias etnias. Essa união foi essencial, fazendo com que fossem apresentados os pontos de todos”, relata a cacique Ana Batista, da aldeia Tereré, em Sidrolândia. “O governador está de parabéns, assim como toda a equipe da Fundesporte e da secretaria”, conclui.
Resgate dos Jogos Indígenas
O resgate dos Jogos Indígenas de Mato Grosso do Sul, proposto pela Fundesporte, também foi aprovado por unanimidade pelos representantes. A competição será realizada ainda neste ano, no segundo semestre. A previsão é que tenha como sede o Parque das Nações Indígenas, na capital, e envolva também apresentações artísticas e culturais.
“Nosso objetivo desde o início da gestão foi fortalecer a prática esportiva dentro das comunidades indígenas. Isso fica claro quando vemos que, das 17 escolas indígenas do estado, 12 fazem parte do Programa MS Desporto Escolar (Prodesc) A partir de 2019, começamos a pensar na organização de competições. Infelizmente, por conta da pandemia de Covid-19, nossos planos foram atrasados, sendo retomados no momento”, pontua o diretor-presidente da Fundesporte, Marcelo Ferreira Miranda.
Participaram também da consulta pública o secretário-adjunto da Secic, Eduardo Romero; os subsecretários de Políticas Públicas, Fernando Souza (População Indígena), Luciana Azambuja (Políticas Públicas para Mulheres) e Ian Leal (Juventude). Da Fundesporte, o diretor-executivo Silvio Lobo Filho e a gerente-geral de Planejamento, Fabiane Macedo.
Clara Rockel e Lucas Castro – Fundesporte
Fotos: Bruno Rezende/Governo MS
CARAVINA EM PAUTA
Projeto relatado por Caravina avança e garante cartório para Nova Casa Verde
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, em primeira votação, o projeto que prevê a criação de um cartório de registro civil no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina.
A proposta, de autoria do Poder Judiciário e com relatoria do deputado estadual Pedro Caravina, representa um avanço importante para a população da região, que atualmente precisa se deslocar cerca de 50 quilômetros para acessar serviços básicos de registro civil.
O distrito de Nova Casa Verde reúne aproximadamente 1.200 propriedades rurais, entre assentamentos e fazendas, o que evidencia a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento à população local.
A demanda pela instalação do cartório já vinha sendo acompanhada pelo deputado, que anteriormente apresentou indicação solicitando a implantação do serviço no distrito, reforçando a necessidade de ampliar o acesso da população aos serviços civis.
Segundo Caravina, a medida atende a uma reivindicação antiga da comunidade e contribui diretamente para facilitar o dia a dia dos moradores.
“Estamos falando de acesso. Hoje, muita gente precisa sair do distrito para resolver questões simples. Com o cartório mais próximo, isso muda a realidade da população”, destacou.
O parlamentar ressalta que o tema sempre esteve em pauta em sua atuação, com diálogo junto às lideranças locais e acompanhamento das demandas da região.
Com a criação da nova unidade, a expectativa é garantir mais agilidade, comodidade e dignidade no acesso a serviços essenciais, como registros de nascimento, casamento e outros atos civis.
O projeto prevê que a instalação do cartório ocorrerá após a realização de concurso público, conforme determina a legislação vigente, e integra a reorganização das unidades extrajudiciais no município de Nova Andradina.
A proposta segue agora para as próximas etapas de tramitação na Assembleia Legislativa.

