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Engenharia política mira o 2º turno na capital

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NADA MUDA: Na última coluna falamos da falta de perspectivas de melhora do nível  das Câmaras Municipais. Corroborando a previsão, o Campo Grande News denunciou os gastos das diárias de vereadores de Água Clara em Brasília. Uma esbórnia! Aliás, é enorme a frequência de vereadores interioranos também na Assembleia Legislativa.

NO INTERIOR: Nas câmaras, pela a situação econômica da cidade, a estrutura afronta pelas instalações, gastos e funcionários.  É rara a câmara sem veículo de uso exclusivo dos vereadores. Nos dias de sessões da Assembleia Legislativa vemos esses veículos no estacionamento. A desculpa é uma só: ‘ estão cuidando dos interesses do município’.

2º TURNO: Nas cidades de apenas 1 turno, as eleições se resolvem facilmente. O mais votado leva e ponto final. Mas na capital é que ‘são elas’. O desafio maior é não fechar as portas na campanha do 1º turno – de olho em alianças no 2º turno. Dos 2 finalistas vencerá quem conseguir agregar melhor apoio de candidatos derrotados no 1º turno.

NA CAPITAL: Com base nas pesquisas que rolam por aí, as lideranças dos partidos envolvidos já se dedicam a engenharia eleitoral para o 2º turno. São várias as hipóteses, mas as amarrações finais vão ficar dependentes de alguns fatores envolvendo cargos e até compromissos para as eleições de 2026. Cada qual defendendo seu peixe.

DUELO: Nas cidades menores o embate eleitoral é basicamente constituído de 2 grupos antagônicos: o time político que está no poder e o grupo da chamada oposição  (pessoal do contra). Na maioria destas cidades não há espaço para o surgimento da chamada terceira via ou proposta da renovação radical. Faltam eleitores.

FACEBOOK:  Os pré-candidatos aproveitam para aparecer nas redes sociais. Beto Pereira (PSDB) e Rose Modesto (União Brasil) são – até aqui – os mais presentes no facebook. Eles se limitam a discorrer sobre suas biografias na vida pública e falam dos desafios da capital. Aliás, as redes sociais são importantes e merecem investimentos dos partidos e candidatos.

VALTER PEREIRA: Nosso operante ex-senador saiu da clausura; foi visto em evento ligado a pré- candidatura do filho Beto Pereira. Por essas voltas que a vida dá, ele pode ir a desforra contra o ex-governador Puccinelli (MDB) por tirar-lhe em 2010, (em favor de Moka), a chance de se reeleger senador. Das duas vagas, a outra ficou com Delcídio do Amaral.

TRAIÇÕES: Também na política elas costumam ser imperdoáveis. Plutarco dizia que “o grande Cesar amava as traições, mas odiava os traidores. ” Outro adágio lembra: “a política ama a traição, mas abomina o traidor’.   Outra frase muito em voga entre nós:  “Na política, a traição é uma virtude, até sinônimo de esperteza ou competência. ”

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FRANCAMENTE: Pareceu crianças levando pito do pai. Soou mal a bronca do presidente Lula no ministro Fernando Haddad e no vice-presidente Alckmin. O recado  de que ‘Haddad deve largar os livros e conversar mais com os congressistas’ para ajudar na aprovação de projetos – foi um recado curto e grosso. Um puxão de orelha.

HADDAD: Mostra que os tecnocratas não tem aptidão para a política e gestão. Eles se perdem nas teorias e números. Prova disso é que ele, conseguiu perder a disputa de reeleição da prefeitura paulistana ao obter apenas 16,70% contra 53,29% de João Dória. Um trapalhão. Sua vitória em 2012 contra José Serra foi graças ao prestígio de Lula.

ALCKMIN:  A mídia (parceira do Planalto) tenta preservar o vice presidente. Mas ele não se sente à vontade.  Perdeu o seu discurso de opositor ao PT (lembra?). Mesmo com um ministério sua imagem é opaca. Perdeu os velhos amigos e não é reconhecido pelos novos parceiros. Perdeu o ambiente até na sua Pindamonhangaba.

MEMÓRIA:  A internet é depositária também da memória política. Tudo está ali: Fotografias, artigos, notícias, filmes e discursos. O currículo deste ou daquele homem público pode ser devassado para fins políticos. A propósito, os vídeos de Alckmin – com falas agressivas contra Lula principalmente, mostram a incoerência da política.

ESQUISITICE:  Pesquisa publicada mostra que 41% do eleitorado se rotula como pertencente a chamada direita. Na outra ponta apenas 18% se identifica como integrantes da esquerda, enquanto 28% se diz do centro. Conclusão: um país de direita governada pela esquerda.  Enfim, Lula é maior que a festiva esquerda tupiniquim.

MANCADA: Leite derramado não volta ao balde. Hoje, os deputados estaduais ao tratarem a delicada situação da previdência estadual lembram da mancada na criação do estado. Ficou expresso que caberia no MS arcar com os ônus previdenciários dos funcionários do MT uno. Na ânsia de poder, nossos líderes não atentaram para as consequências.  Agora é tarde.

LABIRINTO:   O nosso estado envelheceu desde sua criação. As pessoas vivendo mais. A comparação entre a massa que contribui e a quantidade de aposentados é inevitável, assusta. O Governo vem contornando a situação com medidas paliativas, mas vai chegar a hora em que a porca vai torcer o rabo. E qual seria a saída? Não sei.

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DELCÍDIO:  Assisti o seu filmete sobre sua pré-candidatura a prefeito de Corumbá.  Corajoso, é bom de vídeo. Fala fácil, imagem agradável. Isso ajuda mas não decide. Seu partido, o PRD, com 4 meses de existência terá dificuldades de se inserir no tradicional contexto corumbaense, famoso pelas suas peculiaridades. Terra do pacu e do ‘matiti’.

ASTROLOGIA: Quais os efeitos em 2026 das eleições municipais? Eles dependerão basicamente das eleições de Campo Grande que costuma irradiar influência no cenário politico de todo estado. Uma coisa é certa e precisa ser repetida: quem perder aqui não terá grandes chances em 2026. Quem viver – verá!

FELIPE SAMPAIO:   “…Porém, sejamos francos, se pudéssemos perguntar hoje ao genial Cazuza o que ele espera das próximas gestões municipais, era bem capaz de ele responder “Eu vejo o futuro repetir o passado”, porque continuamos fazendo as coisas do mesmo jeito…”.  O  artigo no Blog do Noblat serve para todas  as cidades.

EQUILIBRISTA: Tem que ser equilibrista até o final. E suando muito, apertando o cabo da sombrinha aberta, com medo de cair, olhando a distância do arame ainda a percorrer – e sempre exibindo para o público um falso sorriso de serenidade. Tem que fazer isso todos os dias, para os outros, como se na vida você não tivesse feito outra coisa para você, como se fosse a primeira vez, e a mais perigosa. Do contrário, seu número será um fracasso. (Fernando Sabino)

PILULAS DIGITAIS:

Este País precisa de homens com testosterona. É isso que esse País precisa. (deputado Nikolas Ferreira – PL-MG)

Fofoca você deve espalhar logo, porque pode ser mentira. (Millôr)

Ler comentários na internet é inútil em tempos de delinquência moral.  (Pondé)

Período difícil de se viver no Brasil (1500-2024). ( na internet)

Eu acho importante respeita a opinião dos outros. Eu sempre respeito quando a opinião dos outros bate com a minha. (Nelson Padrella)

Tecnocrata tem receita / Do socialismo de direita. (Millôr)

Em futebol, só uma coisa é certa: o torcedor esquece facilmente, como os índios e as crianças. (Nelson Rodrigues)

Se você acha que um destino amargo, pense no Haddad que precisa parar de ler pra falar com o Lira e o Pacheco. (na internet)

Patriotismo tem limite: Lira reajusta em 60% as diárias dos deputados em viagens. (na internet)

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COLUNISTA

OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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