POLÍTICA MS
Eleições: O juízo precisa sobrepor à emoção
POLÍTICA MS
PERSPECTIVAS: O percurso até o pleito de 2026 será cheio de ‘pegadinhas’ que irão repercutir no desempenho de pretendentes. Exemplos mostram; não há eleição ganha; nem cenário imutável. Favoritos que comemoraram antes – ignoraram os números omitidos nas pesquisas. Portanto, não há receita para se ganhar essa ou aquela eleição.
CERTEZA: Governo é poderoso. Faz coisa que que até o diabo dúvida. Lula que o diga. Como sempre foi maior que o PT, ele tem dificuldade de encontrar um nome cuja estatura se aproxime da sua. Os resultados de pesquisas recentes atestam que Lula terá que recorrer a usual e já desgastada ‘varinha mágica’ para tentar reverter o quadro.
CONSEGUIRÁ? É princípio elementar que a eleição passa pela economia, pelo bolso do eleitor que não está preso a ideologia. É muito mais pragmático! Antevendo as possíveis dificuldades, o Planalto começou a agir. Ele sabe que os reflexos de sua atuação irão determinar as facilidades ou dificuldades nos Estados. E isso vai decidir.
EXEMPLO: Aqui o PT sobrevive hoje atrelado ao PSDB com cargos na máquina oficial. Uns dizem que seria o preço do silêncio, outros – é o novo estilo de convivência. Notoriamente envelhecido, não tem nome de peso para disputar o Governo. Aí poderia até buscar outro nome fora da sigla, para ousar nesta empreitada interessante.
FABIO TRAD: No saguão da Assembleia Legislativa o seu nome é citado como uma possível alternativa para disputar o Parque dos Poderes. Evidente que ele próprio não falou sobre o assunto, mesmo porque envolveria questões familiares óbvias. Petistas elogiam o ex-deputado, mas primeiro eles debateriam o caso internamente.
SINALIZAÇÃO: O deputado Zeca do PT preocupado com o futuro do partido em 2026; pela falta de renovação do PT, pelo conservadorismo do eleitorado, pela boa nota do Governo Riedel. Essa pauta com o ex-deputado FabioTrad ainda não seria prioridade porque dependeria também até do aval da direção nacional do PT.
O OUTRO LADO: Fabio Trad tem senso crítico. De olho no Governo Lula, conhece os meandros do poder no MS. e o poder da máquina eleitoral. Sabe do perfil dominante na opinião pública e da força política da bem avaliada administração estadual. Reverter o favoritismo de Riedel seria praticamente impossível. E valeria a pena arriscar?
O CUSTO: Quanto custariam as eleições do ano que vem? Vai depender das pesquisas que medem o desempenho dos candidatos. Mas pela conjuntura sócio econômica e política do Mato Grosso do Sul, temos que admitir ser difícil o surgimento da figura de um ‘outsiders’ – tipo João Dória e Pablo Marçal. Quem souber, favor informar.
DUVIDAS: É certo que novas lideranças oxigenam o quadro político em qualquer nível. Mas pergunta-se: o fato de ser de fora do velho sistema seria suficiente para obter a representação tão desejada? Aliás, a onda de ‘outsideers’ que invadiu cidades, estados e países demonstrou riscos e já nos deu lições amargas. É o caso de Collor de Mello.
ALERTAS: Numa eleição o juízo não pode sucumbir a emoção. Certo? Os discursos dos ‘outsiders’ são centrados em críticas e frases de efeito – tiram da cartola soluções. Apesar destes ‘salvadores da pátria’ formatarem na campanha um cenário atraente, ao chegarem ao poder se deparam com uma engrenagem, com a qual não tem intimidade. Aí mora o perigo.
BRUTO: Assim é definido o jogo político. Rasga-se a cartilha da ética, esquece-se os favores, o passado, afloram a ingratidão, a incoerência – tudo em nome do poder. Nas últimas eleições de Campo Grande, por exemplo, ficou comprovado como o tabuleiro de interesses e atuações consegue surpreender as previsões e vencer. Isso é a política.
DA ASSEMBLEIA: Proposta do deputado Neno Razuk beneficia mulheres na menopausa no climatério. Deputado Antonio Vaz: requer prorrogação da vigência da Frente Parlamentar Cristã em Defesa da Família. Deputado Gerson Claro: viabilizou acordo da votação em regime de urgência em defesa das mulheres. Deputado Hashioka requer a construção de nova sede do Batalhão Policial em Casa Verde. Deputado Lucas de Lima: propõe a criação da Semana de Conservação e Valorização do Pantanal. Deputado Rinaldo: Comemorando a entrega da sua emenda parlamentar de R$50 mil ao Cotolengo Sul-Mato-Grossense. Deputado Marcio Fernandes: É sua a proposta alterando dispositivos sobre a pratica da pesca nos rios do MS. Deputada Mara Caseiro: requer a inclusão do ‘Assentamento Santa Guilhermina’ no “programa Cisterna”. Deputado Lídio Lopes: autor de manifestações abordando a preocupante onde de feminicídio no MS e no país.
REALIDADE: “…As pedras do dominó começam, então, a cair: descontrole fiscal, juros altos, perda do poder de compra do assalariado, impactos que recaem sobre os ombros dos cidadãos, onerando principalmente os de baixa renda, que veem seu dinheiro ser corroído pela inflação. Os juros altos, barram o desenvolvimento e alimentam o desemprego. O pano e fundo é a miséria.” Gaudêncio Torquato)
A BUSCA: Advogado, o deputado Jr. Mochi em busca do remédio jurídico adequado e eficaz para solucionar o impasse da duplicação da BR-163. Representante da Região Norte – Mochi convive com reclamações, dores e luto devido aos acidentes diários. A concessionária, se nega inclusive a reativar a sinalização preventiva na pista.Absurdo.
RICARDO NOBLAT: Lula está se agarrando ao Sindônio que não faz milagres. Quem avisa amigo é. Ou Lula perdeu o pique para governar ou desaprendeu a governar. O tempo passa e ele segue todo enrolado. Parece esquecido que aqui e em toda parte oposição não ganha eleição. É o governo que perde.
REFERÊNCIA: O deputado Zé Teixeira continua brilhando no parlamento estadual. Aos 85 anos demonstra cumplicidade com suas ideias e causas, envolvendo diferentes prantos e segmentos sociais. Com bom senso não foge ao debate, merecendo respeito e admiração dos colegas parlamentares, independentemente de ideologia e partido.
NO LABIRINTO: Na falta de bons conselheiros Sergio Moro trocou a magistratura pela política. Azar dele. Elegeu-se na marra e quase foi cassado. Um sufoco. Sem saída virou político profissional e agora lidera a pesquisa ‘Quest’ para governador do Paraná. Se vencer será um tapa da população na cara do STF devido as decisões da Lava Jato.
PILULAS DIGITAIS:
A melhor propaganda anticomunista é deixar o comunista falar. (Paulo Francis)
Seja obcecado por soluções, não problemas. (Donald Trump)
O crítico é o sujeito conhecedor do caminho, mas que não sabe dirigir o carro. Kennety Tynan)
Nem tua mãe te conhece tanto quanto o Google. (Gerson Guelmann)
Experiência é aquilo que lhe permite reconhecer um erro quando você o comete de novo. (Earl Wilson)
Deve ser muito desagradável não ter dinheiro. (Aristóteles Onassis)
Minha gente! Não me deixem só. Eu preciso de vocês! (Collor de Mello)
A cachorra é um ser humano como qualquer outra. (ex-ministro Antônio Magri)
A gente só diz sim ou não no casamento. E ainda assim as vezes erra. (Itamar Franco)
Sem paixão você não tem energia. Sem energia você não tem nada. (Donald Trump)
COLUNISTA
OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
