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Diretor-presidente da Fundect é eleito presidente de conselho nacional que fomenta ciência e tecnologia
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O diretor-presidente da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), Márcio de Araújo Pereira, foi eleito por aclamação para a presidência do Confap (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa). A eleição ocorreu na manhã de sexta-feira (21), durante a 67ª edição do Fórum Nacional do CONFAP, que acontece entre os dias 19 e 22 de março em Macapá (AP).
A escolha é histórica: é a primeira vez que um representante do Mato Grosso do Sul assume a liderança do conselho, que reúne os presidentes das 27 fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs). Além disso, a liderança assumida pelo diretor-presidente da Fundect demonstra o protagonismo do Estado na área de ciência, tecnologia e inovação, a popular CT&I.
“É uma honra ocupar a presidência do Confap, sendo a primeira vez que Mato Grosso do Sul lidera este Conselho. Isto demonstra o crescente protagonismo nacional da ciência, tecnologia e inovação de Mato Grosso Sul, com pesquisas e pesquisadores de excelência que trazem resultados de impacto para a sociedade. Nesta gestão, os desafios das rotas e corredores latino-americanos requerem estratégias de fomento avançadas, assim como o apoio a soluções inovadores para o mercado e sociedade”, ressalta Araújo Pereira.
O novo presidente destaca ainda que as missões norteadoras do investimento em CT&I são necessárias para melhores resultados nas pesquisas científicas.
“Neste sentido, o Confap continuará trabalhando em parceria com as agências federais, CNPQ, Capes, Finep e Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), bem como secretarias estaduais de CT&I, representada pelo Consecti, na implementação das políticas estratégicas de cada Estado”, reforça.
O Confap é a entidade que representa as FAPs brasileiras, promovendo articulação entre elas e outros atores do setor, como órgãos governamentais e instituições de pesquisa. Seu papel é fortalecer o financiamento e a execução de projetos científicos e tecnológicos no país, impulsionando o desenvolvimento regional por meio da inovação. O Conselho também faz parte do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovaçã (SNCTI).
Márcio de Araújo Pereira já atuava na diretoria da instituição, ocupando a vice-presidência desde 2023 e, antes disso, a presidência do Conselho Fiscal em 2021. Agora, na vice-presidência, assume o titular da Fundação Amazônia de Amparo à Estudos e Pesquisas do Estado do Pará, Marcel do Nascimento Botelho.
Estados ultrapassam a União em investimentos
As fundações estaduais de amparo à pesquisa ultrapassaram as agências de fomento federais, consolidando-se como as maiores investidoras do setor no país.
Juntas, elas aumentaram expressivamente os valores nominais de investimentos em CT&I nos últimos anos, saltando de R$ 2,8 bilhões em 2018 para 4,8 bilhões em 2024, conforme dados apresentados pelo ex-presidente Odir Dellagostin, que se despediu da presidência do Confap nesta edição do Fórum em Macapá.
Márcio de Araújo Pereira tem uma trajetória consolidada na gestão da Ciência, Tecnologia e Inovação. Graduado em Administração de Empresas (UFMS), é mestre em Agronegócios (UFMS/UnB/UFG) e doutor em Desenvolvimento Rural (UFRGS), com período sanduíche na Universidade de Wageningen, na Holanda. Participou do Programa Global Innovation Policy Accelerator da Agência Britânica de Inovação/Fundação Nesta.
Professor associado da UEMS, foi Pró-Reitor de Administração e Planejamento (2015-2016) e, desde 2017, atua como diretor-presidente da Fundect. Também é membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) e do Conselho Deliberativo do Sebrae-MS. Sua eleição para a presidência do Confap reforça a relevância da Fundect no cenário nacional e a importância da ciência como estratégia de desenvolvimento.
67ª Edição do Fórum Nacional do Confap
O fórum ocorre em um momento estratégico, com o Brasil se preparando para sediar a COP 30 em 2025, e deve integrar pautas de sustentabilidade, ciência e inovação.
O evento reúne as principais lideranças da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do país, incluindo os presidentes e representantes das 27 fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs), para fortalecer a colaboração entre as instituições e debater desafios e soluções para a pesquisa no Brasil.
Maristela Cantadori, Paulo Ricardo Gomes e Larissa Adami, Comunicação Fundect
Foto: Magdiel Trelha
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Governo de MS investe R$ 65 milhões em novas unidades prisionais na Gameleira
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (26), a homologação das licitações para a construção de três novas unidades prisionais no Complexo da Gameleira, na saída para Sidrolândia. O projeto é um pilar estratégico para reduzir a superlotação e modernizar a custódia no estado.
Com um investimento superior a R$ 65 milhões, as obras visam fortalecer a segurança pública e ampliar as frentes de ressocialização dos internos.
Expansão em Números
A construção das unidades Gameleira I, II e III terá impacto direto no déficit de vagas do regime fechado. Confira os detalhes técnicos:
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Capacidade Total: 1.224 novas vagas (408 por unidade).
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Estrutura: 30 celas por unidade em áreas de mais de 3 mil m².
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Modelo: Unidades de baixa complexidade, projetadas para eficiência de gestão e controle.
| Unidade | Empresa Responsável | Investimento |
| Gameleira I | JAC Engenharia Soluções Inteligentes | R$ 22,1 milhões |
| Gameleira II | Poligonal Engenharia e Construções | R$ 21,2 milhões |
| Gameleira III | Engetal Engenharia e Construções | R$ 22,1 milhões |
Visão Estratégica: Segurança e Ressocialização
Para o secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, as obras não representam apenas “paredes”, mas sim uma estratégia de governo para organizar o sistema e proteger a população.
“É um investimento estratégico, que alia estrutura adequada com gestão eficiente”, afirmou Alcântara.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reforçou que a ampliação é fundamental para o aprimoramento das políticas de custódia e reintegração social. As novas vagas na Gameleira fazem parte de um pacote maior que prevê 2,4 mil novas vagas em todo o Mato Grosso do Sul, através de novas construções e ampliações de presídios existentes.
Execução e Prazos
A coordenação dos projetos fica a cargo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), que será a responsável por fiscalizar a qualidade técnica e o cumprimento do cronograma das construtoras vencedoras.
A iniciativa reafirma o compromisso do Estado com um sistema prisional mais equilibrado, seguro e humano, tratando a infraestrutura como base para a redução da criminalidade a longo prazo.
