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Uma Nova Ameaça em escola estadual Paralisa aulas no período matutino em Campo Grande
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uma ameaça de massacre em uma escola estadual em campo Grande mobilizou , na manha desta quarta feira viaturas da PM que foram ate a Escola Estadual Blanche dos Santos Pereira, no Bairro Tijuca.
os alunos foram revistados, e Conforme relataram os pais de alunos, os filhos tiveram as mochilas e pertences revistados no portão de entrada da Escola
Essa onda de ameaças nas escolas do estado se deu por conta do caso em São Paulo , onde um aluno de 13 anos assassinou uma professora dentro da sala de aula.
Conforme relatos de pais na saída da escola, a ameaça teria sido pichada nos banheiros femininos e masculinos e também nas salas de aula.
Um servidor público, de 57 anos, contou que levou a filha de 15 anos para a escola pela manhã e presenciou a revista nas mochilas dos alunos. “A ameaça era de que um aluno poderia estar armado”. Segundo o pai, no ano passado também teve ameaça de massacre. “A comunidade inteira ficou apavorada nem levei eles [filhos] para a escola, mas graças a Deus, não teve nada”, lembrou, afirmando que se soubesse antes, também não teria levado os filhos à escola hoje.
“Na dúvida é melhor não arriscar. O bem maior da gente é o filho. Não vou esperar para ver e arriscar meus filhos”, contou.
Ele disse ainda que chegou a perguntar para a filha se ela queria ir embora, mas como tinha trabalho e prova resolveu ficar.
Uma dona de casa, de 43 anos, disse que tem dois filhos, de 15 e 16 anos, no colégio. Segundo ela, todo ano tem esse tipo de ameaça. “Ano passado fiquei apreensiva em casa, com medo, mas vi que hoje teve a ronda escolar e fiquei mais tranquila. Eles revistaram a bolsa de todo mundo. Tinha que fazer isso em todas as escolas. É importante ter esse tipo de atitude”, relata.
Ela reclamou que a coordenação não deu nenhum tipo de recado, apenas disse que estava tudo sob controle. A mulher chegou a ficar até 8h30 na frente da escola para conversar com o diretor. Segundo ela, foi informado que havia sido feito boletim de ocorrência.
“Eu converso sempre com eles, para qualquer coisa correrem e se esconderem. Não temos muito o que fazer, estamos em casa de mãos atadas”, diz.
A patrulha Escolar esteve na saída das aulas as 11 h para garantir a segurança de todos.
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Governo de MS investe R$ 65 milhões em novas unidades prisionais na Gameleira
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (26), a homologação das licitações para a construção de três novas unidades prisionais no Complexo da Gameleira, na saída para Sidrolândia. O projeto é um pilar estratégico para reduzir a superlotação e modernizar a custódia no estado.
Com um investimento superior a R$ 65 milhões, as obras visam fortalecer a segurança pública e ampliar as frentes de ressocialização dos internos.
Expansão em Números
A construção das unidades Gameleira I, II e III terá impacto direto no déficit de vagas do regime fechado. Confira os detalhes técnicos:
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Capacidade Total: 1.224 novas vagas (408 por unidade).
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Estrutura: 30 celas por unidade em áreas de mais de 3 mil m².
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Modelo: Unidades de baixa complexidade, projetadas para eficiência de gestão e controle.
| Unidade | Empresa Responsável | Investimento |
| Gameleira I | JAC Engenharia Soluções Inteligentes | R$ 22,1 milhões |
| Gameleira II | Poligonal Engenharia e Construções | R$ 21,2 milhões |
| Gameleira III | Engetal Engenharia e Construções | R$ 22,1 milhões |
Visão Estratégica: Segurança e Ressocialização
Para o secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, as obras não representam apenas “paredes”, mas sim uma estratégia de governo para organizar o sistema e proteger a população.
“É um investimento estratégico, que alia estrutura adequada com gestão eficiente”, afirmou Alcântara.
O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reforçou que a ampliação é fundamental para o aprimoramento das políticas de custódia e reintegração social. As novas vagas na Gameleira fazem parte de um pacote maior que prevê 2,4 mil novas vagas em todo o Mato Grosso do Sul, através de novas construções e ampliações de presídios existentes.
Execução e Prazos
A coordenação dos projetos fica a cargo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), que será a responsável por fiscalizar a qualidade técnica e o cumprimento do cronograma das construtoras vencedoras.
A iniciativa reafirma o compromisso do Estado com um sistema prisional mais equilibrado, seguro e humano, tratando a infraestrutura como base para a redução da criminalidade a longo prazo.
