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Fiems e Biosul discutem ações em parceria para estimular o setor de bioenergia em MS
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Melhorias de eficiência industrial, práticas sustentáveis e iniciativas de valorização de consumo do biocombustível. Estas foram algumas pautas discutidas na sexta-feira (16/02) entre a Fiems e a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), entidade que representa a indústria sucroenergética do Estado.
O chefe de gabinete da presidência da Fiems, Robson Del Casale, recebeu no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, o diretor-executivo da Biosul, Érico Paredes, e a gerente jurídica, Carolina Muniz, para alinhar ações em parceria entre as duas entidades ao longo de 2024.
“Recebemos na Fiems, em nome do presidente Sérgio Longen, a diretoria da Biosul para alinhar ações que envolvem o setor produtivo e iniciativas de sustentabilidade, com atenção especial à redução das emissões de gases do efeito estufa. Nossa preocupação é produzir com sustentabilidade”, disse Del Casale.
“Mato Grosso do Sul é um importante produtor nacional de etanol, não somente de cana como de milho, e que possui políticas de carbono neutro. O trabalho agora é buscar parcerias para potencializar ações e levar desenvolvimento, geração de emprego e renda à população sul-mato-grossense, sempre de maneira sustentável”, destacou Érico Paredes.
Atualmente, Mato Grosso do Sul é o quarto maior produtor de etanol do país. A safra se encerra em março com estimativa de 50 milhões de toneladas de cana e produção de 3,5 bilhões de litros de etanol, além da exportação de 1,7 milhão de toneladas de açúcar. Segundo a Biosul, os números consolidam a terceira fase de expansão do setor no Estado.
Nova Alvorada do Sul recebe a Expocanas em abril
A Biosul promove, no próximo dia 10 de abril, mais uma edição da Expocanas, a maior feira do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul. Mais de 70 empresas confirmaram presença no evento que reúne difusão de tecnologia, novos produtos e implementos agrícolas para melhorar produtividade e ganhar eficiência.
A feira será realizada em Nova Alvorada do Sul, município que lidera o ranking de hectares plantados com cana-de-açúcar em todo o Brasil.
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Projeto de MS apoiado pela Fundect representa o Brasil em evento nos Estados Unidos
Um projeto inovador desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi selecionado para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo, que ocorrerá de 10 a 16 de maio em Columbus, Ohio (EUA).
A pesquisa, que propõe o uso de espectroscopia infravermelha para identificar fungos em pastagens do cerrado sul-mato-grossense, foi contemplada pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) que apoia projetos científicos em escolas públicas do estado.
O projeto do IFMS, intitulado “Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier como ferramenta para identificação de fungos em pastagens no cerrado sul-mato-grossense”, é coordenado pela professora Grazieli Suszek e desenvolvido pelos estudante José Vitor Balasso e Tailaine Gomes Lima, do curso técnico integrado em Agropecuária do Campus Nova Andradina. A pesquisa busca inovar na detecção de fungos, contribuindo para o manejo agrícola da região.
A participação na ISEF representa não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a importância do apoio institucional proporcionado por programas como o PICTEC, que incentivam a iniciação científica e tecnológica desde a educação básica, promovendo o desenvolvimento de talentos e a valorização da ciência em Mato Grosso do Sul.
O que é o PICTEC?
O PICTEC é um programa da Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que visa despertar a vocação científica e tecnológica entre estudantes e professores do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar de Mato Grosso do Sul.
Na sua quarta edição, o programa ampliou o número de projetos contemplados, passando de 200 para 250, totalizando até 1.250 bolsas distribuídas entre professores e alunos.
Cada projeto é coordenado por um professor que recebe uma bolsa mensal de R$ 800 e pode orientar até quatro estudantes, cada um com bolsa de R$ 400 mensais, durante 12 meses. As áreas de pesquisa abrangem temas como Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.
Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
*com informações do IFMS
