CAMPO GRANDE
Creas da Capital consolida iniciativas para familiarizar adolescentes com o mundo acadêmico
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Um projeto que promove a imersão de adolescentes no mundo universitário foi retomado este mês pela equipe técnica do grupo de Medida Socioeducativa em Meio Aberto, dos Creas Sul, Centro e Norte. A oficina Tour na Universidade foi lançada em 2023 e devido ao sucesso, se tornou permanente no projeto de trabalho anual das unidades.
A segunda edição levou 35 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto e seus familiares ao polo da Unigran (Universidade da Grande Dourados), na Capital. A parceria com a instituição de ensino começou em 2023 e tem como proposta, fazer com que os adolescentes tenham contato com o universo acadêmico e os diversos cursos ofertados, além de obterem informações sobre a realidade do mercado de trabalho das profissões.
O tour é guiado por professores, que apresentam relatos e mostram a rotina dos cursos, passando pelas salas e laboratórios. “O projeto visa a socialização, desenvolvimento de habilidades e reflexões, oferecendo aos jovens, uma perspectiva de futuro, não reduzindo os adolescentes ao ato infracional cometido, e sim incentivando um futuro melhor demonstrando que existem possibilidades e oportunidades pela educação”, disse a coordenadora do Creas Sul, Edneusa Bonini.

Elaborado pelos técnicos Messielen Pereira, Luiza Regina Campos Dalpiaz Pinto e Thiago de Brito Ribeiro, o projeto também tem como foco, fomentar a garantia de direitos à educação e profissionalização previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, oportunizando aos socioeducandos a exploração dos ambientes personalizados das diferentes carreiras, ofertando informações detalhadas sobre programas acadêmicos.
“Nosso trabalho pretende oferecer um processo estruturado para ajudá-los a esclarecer as opções disponíveis de cursos e tomarem decisões com mais confiança, ajudando os adolescentes a fazerem escolhas de carreira mais conscientes e satisfatórias, o que beneficiará tanto o indivíduo quanto a sociedade como um todo”, pontuou Messielen.
Animado com a experiência, um dos adolescentes de 17 anos acredita que ações como o tour contribuem com a decisão de optar por uma profissão. “Foi ótima a visita, bem legal. Fomos muito bem atendidos. Eu adorei a sala que tinha esqueletos e a de realidade virtual”, pontuou o adolescente que está concluindo o 3º ano do Ensino Médio e planeja cursar Educação Física e ser personal trainer.
Também feliz com a oportunidade oferecida aos jovens estava a mãe de outro adolescente de 17 anos que se encantou com a sala de anatomia. “Achei maravilhoso e muito importante a visita porque eles precisam sentir que, apesar da infração que cometeram, tem pessoas que acreditam na mudança e dá a oportunidade para eles ingressarem novamente na sociedade de cabeça erguida, ter uma profissão e fazer faculdade”, disse a mãe.

Para encerrar o tour, o grupo de adolescentes participou de uma Roda de Conversa sobre Profissionalização, abordando a importância da qualificação profissional e sensibilização sobre a perspectiva de vida.
Segundo Edneusa Bonini, o projeto irá avançar ao longo do ano, envolvendo os adolescentes assistidos pelos Creas em novas ações. “Queremos que eles tenham uma nova perspectiva de vida e mudança de história. Através da Educação queremos despertar neles o interesse em saber que podem reingressar no mercado de trabalho com dignidade”, concluiu.
O que são os Creas
Os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) são unidades públicas voltadas para o atendimento e apoio às pessoas e famílias em situação de risco social, visando melhorar suas condições de vida e promover a garantia de seus direitos.
Na Capital são três unidades que desempenham um papel importante na proteção e promoção dos direitos humanos, fornecendo serviços especializados para pessoas em situações de violência, abuso, negligência, exploração, entre outras situações de vulnerabilidade.
Entre os serviços ofertados está o de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviço à Comunidade, que atende adolescentes e jovens em conflito com a lei, que durante a adolescência cometeram ato infracional. Um dos principais objetivos da equipe técnica deste serviço é contribuir com projeto de vida, auxiliando esses jovens a romperem com o ciclo de violência; por isso, é formulado um Plano Individual de Atendimento (PIA) para cada jovem, que é um instrumento técnico utilizado por profissionais que atuam com medidas socioeducativas. A produção do documento conta com a participação efetiva do adolescente e de sua família, representada por seus pais ou responsável.
#pratodosverem. Na matéria há três imagens. A imagem de capa mostra uma sala de aula com diversos adolescentes de costas sentados nas cadeiras e observando a instrutora. Na segunda imagem, há uma profissional explicando sobre o mundo acadêmico para três adolescentes que também estão de costas. A mulher que aparece na imagem é branca, tem cabelos lisos e negros e está vestida de camiseta e calça preta. A terceira imagem foi feita numa sala onde há um boneco deitado em uma maca, duas adolescentes de costas e um homem aparentando estar ministrando algo no contexto de profissionais da saúde. O rapaz tem pele clara, cabelos curtos e castanhos. Ele veste camiseta azul-marinho e jeans escuro.
CAMPO GRANDE
Carnaval 2026: Com investimento recorde, Campo Grande espera atrair 100 mil foliões
Capital sul-mato-grossense se prepara para viver o maior Carnaval de sua história. Com um investimento público de R$ 2,6 milhões — o dobro do valor aplicado no ano passado —, o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande consolidam a festa como um potente motor da economia criativa e do turismo.
A expectativa é que mais de 100 mil pessoas passem pelos blocos de rua e pela passarela do samba na Praça do Papa entre os dias 16 e 17 de fevereiro.
O Dobro do Investimento: Foco na Economia e Cultura
O aporte financeiro robusto reflete uma mudança de estratégia: tratar o Carnaval como um “produto único”. Ao integrar o desfile das escolas de samba e os blocos de rua, o estado busca atrair turistas do interior e de estados vizinhos.
Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o recurso é um investimento com retorno garantido. “Temos orgulho desse aporte, que traz valorização da nossa cultura e geração de renda imediata para o comércio, hotelaria e setor de serviços”, pontuou durante coletiva no MIS.
Programação e Estrutura
O investimento viabiliza uma logística de grande porte, incluindo palcos, som, iluminação e esquemas de segurança reforçados para as famílias.
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Desfiles das Escolas de Samba: Dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa (Vila Sobrinho).
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Blocos de Rua: Programação por diversos pontos da cidade, com foco na inclusão e acessibilidade.
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Valorização Artística: Realização da Mostra das Fantasias Carnavalescas no Armazém Cultural, destacando o trabalho dos carnavalescos locais.
Carnaval Inclusivo e Seguro
Representantes da Lienca (Liga das Escolas de Samba) e do ABC (Aglomerado de Blocos de Rua) destacaram que a parceria com o poder público permitiu planejar uma festa mais organizada. Thallyson Perez, presidente do ABC, reforçou que a estrutura deste ano foi desenhada para atender a diversidade do público campo-grandense.
“O Carnaval é um patrimônio imaterial. Este ano trazemos novidades em pautas sociais de inclusão, garantindo que a festa seja para todo mundo”, afirmou Perez.
Resumo da Folia na Capital
| Item | Detalhes |
| Público Estimado | +100 mil foliões |
| Investimento Estadual | R$ 2,6 milhões (Recorde) |
| Datas Principais | 16 e 17 de fevereiro (Desfiles) |
| Local dos Desfiles | Praça do Papa |
| Impacto Econômico | Comércio, Hotelaria e Gastronomia |
