CAMPO GRANDE
Projeto de lei do Pantanal deve iniciar tramitação na ALEMS no dia 28 deste mês
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O projeto de lei do Pantanal deve começar a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) ainda neste mês. A previsão é que o Parlamento receba a proposta do Poder Executivo na próxima terça-feira, dia 28. O assunto foi discutido ontem (20) na Governadoria em reunião com o governador Eduardo Riedel (PSDB), os deputados Gerson Claro (PP) e Paulo Corrêa (PSDB), presidente e 1º secretário do Legislativo, respectivamente, além de secretários e prefeitos.
“Receberemos uma proposta equilibrada”, acredita o presidente da ALEMS. Isso não significa, segundo o parlamentar, que não haja espaço para divergências pontuais. “Poderão ser apresentadas sugestões de adequações quando a matéria tramitar na Casa”, acrescentou Gerson Claro. Ele afirmou, ainda, que, desde agosto, o Governo tem colhido sugestões de setores ligados à questão ambiental, pesquisadores, produtores e prefeitos da região, Ministério do Meio Ambiente, além da própria Assembleia.
O deputado Paulo Corrêa destacou a preservação do Pantanal e o desenvolvimento sustentáveis como objetivos comuns, que unem diversos atores. “É um tema complexo, que envolve vários segmentos da sociedade, mas que une todos os atores em torno de objetivos comuns: preservar o bioma e promover o desenvolvimento sustentável”, afirmou o 1º secretário.
O governador Eduardo Riedel (PSDB) avalia positivamente o processo de construção do projeto. “O processo de elaboração da Lei do Pantanal está avançando com muito diálogo. Ouvimos os prefeitos das cidades pantaneiras e produtores, além do Ministério do Meio Ambiente. Nosso objetivo é apresentar uma legislação inovadora e equilibrada”, pontuou.
Com início de tramitação prevista para a próxima semana, o projeto de lei do Pantanal deve ser discutido e votado, nos dois turnos, antes do recesso parlamentar.
Desde agosto está suspensa a concessão de licença ou de autorização de supressão vegetal da área do Pantanal até que entre em vigor da nova legislação. O Decreto Estadual 14.273, que estava em vigor desde 2015, permitia o desmatamento de até 60% da vegetação nativa (não arbórea) e de até 50% das árvores das áreas de fazendas.
Pantanal
O Pantanal ocupa um terço do território de Mato Grosso do Sul. Dos 15,1 milhões de hectares da área total do bioma, 9,7 milhões de hectares ou 64% estão em terras sul-mato-grossenses, conforme dados do Instituto SOS Pantanal.
É a maior área úmida do planeta, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera. Abrange cinco biomas: Cerrado, Chaco, Amazônia, Mata Atlântica e Bosque Seco Chiquitano. E abriga pelo menos 4.700 espécies, sendo 3.500 espécies de plantas, 650 de aves, 124 de mamíferos, 80 de répteis, 60 de anfíbios e 260 espécies de peixes de água doce.
(Com informações das assessorias parlamentares)
Por: Osvaldo Júnior Foto: Carlos Godoy
CAMPO GRANDE
Carnaval 2026: Com investimento recorde, Campo Grande espera atrair 100 mil foliões
Capital sul-mato-grossense se prepara para viver o maior Carnaval de sua história. Com um investimento público de R$ 2,6 milhões — o dobro do valor aplicado no ano passado —, o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande consolidam a festa como um potente motor da economia criativa e do turismo.
A expectativa é que mais de 100 mil pessoas passem pelos blocos de rua e pela passarela do samba na Praça do Papa entre os dias 16 e 17 de fevereiro.
O Dobro do Investimento: Foco na Economia e Cultura
O aporte financeiro robusto reflete uma mudança de estratégia: tratar o Carnaval como um “produto único”. Ao integrar o desfile das escolas de samba e os blocos de rua, o estado busca atrair turistas do interior e de estados vizinhos.
Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o recurso é um investimento com retorno garantido. “Temos orgulho desse aporte, que traz valorização da nossa cultura e geração de renda imediata para o comércio, hotelaria e setor de serviços”, pontuou durante coletiva no MIS.
Programação e Estrutura
O investimento viabiliza uma logística de grande porte, incluindo palcos, som, iluminação e esquemas de segurança reforçados para as famílias.
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Desfiles das Escolas de Samba: Dias 16 e 17 de fevereiro, na Praça do Papa (Vila Sobrinho).
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Blocos de Rua: Programação por diversos pontos da cidade, com foco na inclusão e acessibilidade.
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Valorização Artística: Realização da Mostra das Fantasias Carnavalescas no Armazém Cultural, destacando o trabalho dos carnavalescos locais.
Carnaval Inclusivo e Seguro
Representantes da Lienca (Liga das Escolas de Samba) e do ABC (Aglomerado de Blocos de Rua) destacaram que a parceria com o poder público permitiu planejar uma festa mais organizada. Thallyson Perez, presidente do ABC, reforçou que a estrutura deste ano foi desenhada para atender a diversidade do público campo-grandense.
“O Carnaval é um patrimônio imaterial. Este ano trazemos novidades em pautas sociais de inclusão, garantindo que a festa seja para todo mundo”, afirmou Perez.
Resumo da Folia na Capital
| Item | Detalhes |
| Público Estimado | +100 mil foliões |
| Investimento Estadual | R$ 2,6 milhões (Recorde) |
| Datas Principais | 16 e 17 de fevereiro (Desfiles) |
| Local dos Desfiles | Praça do Papa |
| Impacto Econômico | Comércio, Hotelaria e Gastronomia |
