CIDADES
Investimentos do Governo de MS em infraestrutura impulsionam desenvolvimento de Água Clara
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Com cerca de 16 mil habitantes e localização estratégica na Rota da Celulose, entre Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, Água Clara se prepara para um novo ciclo de desenvolvimento. Dois contratos recém-assinados garantirão investimentos em infraestrutura, com obras que não apenas beneficiarão a população local, mas também reforçarão o potencial econômico do município, atraindo novos empreendimentos para a região.
A primeira obra contempla a pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro Mangaba. O contrato, firmado prevê um investimento de R$ 2,19 milhões e deve ser concluído em 360 dias.
“A urbanização é um compromisso do Governo do Estado para melhorar a qualidade de vida da população e garantir infraestrutura adequada para o crescimento ordenado da cidade”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho.
O segundo contrato trata da implantação de um aeródromo, um investimento de R$ 23,6 milhões que inclui a construção de uma pista de pouso e decolagem, pátio de aeronaves e cerca operacional. A obra será executada dentro do prazo de 365 dias, fortalecendo a logística regional e abrindo novas possibilidades de desenvolvimento.
“A modernização de Mato Grosso do Sul passa por ações como esta, pois facilita o surgimento de novos negócios em vários segmentos produtivos”, destacou Alcântara de Carvalho.
Água Clara deve receber um novo impulso econômico com a instalação de uma fábrica de celulose da Bracell. A empresa entrou com um pedido de estudo de viabilidade para implantar uma unidade a cerca de 15 km do município, com capacidade produtiva de 2,8 milhões de toneladas – um porte semelhante ao da Suzano, inaugurada em Ribas do Rio Pardo, no mês de dezembro de 2024.
O município que já abriga a fábrica de MDF Greenplac, inaugurada em 2018, agora se posiciona como um polo industrial crescente, onde investimentos tornam-se cada vez mais essenciais para sustentar essa expansão.
Água Clara se posiciona como um ponto estratégico para o desenvolvimento industrial e logístico do Estado. A infraestrutura reforça a capacidade do município de atrair novos negócios, impulsionando a economia e garantindo mais qualidade de vida para seus moradores.
Alexsandro Nogueira, Comunicação Seilog/Agesul
Foto: Arquivo/Seilog
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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas
Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.
O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.
Inclusão que vai além da placa na porta
O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:
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Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.
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Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.
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Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.
O fim das remarcações
Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.
“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.
MS na vanguarda da Identificação
Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.

