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Bolsonaro e Lula criam o ‘país dos imbrocháveis’
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‘IMBROCHÁVEIS’: Bolsonaro e Lula incorporam a política uma linguagem sexual. Ambos, na presença das esposas, elogiaram o próprio desempenho sexual. Se Bolsonaro premia amigos com a ‘medalha do imbrochável’, Lula’ também ronca grosso’ referindo-se a sua virilidade’ apesar da idade avançada (78). O país não é mesmo sério!
CONCLUSÃO: A liberdade sexual através de retóricas presidenciais chulas mede nossas referências políticas, já rebaixadas aos olhos da mídia internacional. Se as curvas sensuais expostas nos desfiles carnavalescos já representavam nossa imagem lá fora, agora ela ficou sacramentada com Bolsonaro e Lula destilando essas pérolas. Beleza!
CAMPANHAS: A temperatura subindo graças a uma coletânea de fofocas e ameaças de impugnações. O episódio mais comentado envolve a candidatura de Beto Pereira que pode provocar desgastes e fornecer material crítico nas redes sociais inclusive. Mas de qualquer modo é cedo para avaliar eventuais danos e consequências eleitorais.
‘PRETENSIOSO’: Para os observadores o ex-governador Puccinelli (MDB) não faz autocrítica ao supervalorizar seu apoio ao candidato Beto Pereira (PSDB). A pretensão de ser ‘conselheiro e pai político’ de Beto não teria a legitimidade exigida pela opinião pública devido ao envolvimento dele (André) em notórios escândalos.
A QUESTÃO: Para os paulistas ‘não se rejeita apoio em eleições’, mas recomendam os cuidados ressabiados dos mineiros para evitar rejeição do eleitorado. Pelo seu estilo, Beto Pereira, não abriria mão do protagonismo, permitindo apenas se aconselhar com seu mestre e pai Valter Pereira. “Non ducor, duco” (Não sou conduzido. Conduzo)
COMBINADO? A população campograndense aguarda as propostas dos candidatos à prefeito quanto a recuperação do centro. Para Fayez Feiz José Rizk (arquiteto urbanista) não se pode mais adiar um projeto que aproveite a infraestrutura da região antes que seja tarde demais. Claro! Não valem projetos demagógicos de cunho eleitoreiro.
ENCOLHIDO: O Partido Verde coliga com o PT e Marcelo Bluma disputará uma das duas vagas a vereança. Para Governador em 2018 ele obteve 12.905 votos na capital e em 2020 chegou a 2.652 votos para prefeito. Bluma já foi vereador por três vezes e candidato a deputado estadual, federal, prefeito e governador. ‘Disputar é preciso’.
RESUMINDO: Na pratica o PV não difere dos demais partidos: está nas mãos dos mesmos caciques. Aliás, o partido tem se omitido nos últimos anos das causas voltadas a defesa do meio ambiente. Esperava-se por exemplo postura ativa de suas lideranças no episódio dos incêndios e degradação do Pantanal. Enfim, o PV amarelou e ‘PTzou’.
JOE BIDEN: “Decidi que o melhor caminho a seguir é passar a tocha para uma nova geração. Essa é a melhor maneira de unir a nossa nação. Há um lugar e tempo para isso. Há tempo também para vozes frescas, vozes mais jovens. E esse lugar e esse tempo é agora”.
DONALD TRUMP: “Se a ‘Czar’ da fronteira Harris continua no comando, todas as semanas, trará um fluxo interminável de estupradores estrangeiros ilegais, assassinos sedentos de sangue e predadores de crianças para perseguir nossos filhos e filhas”.
SOBRE KAMALA:“Os americanos de quem eu não gosto, não gostam dela pelas razões que me levam a gostar dela. Quando fala em público pensa em voz alta. Tenta dizer coisas profundas. É uma burguesa de bom gosto. A mãe era oncologista e investigadora, o pai é historiador, professor universitário. Parece ser uma pessoa feliz. ” (de Miguel E. Cardoso em ‘Público’ – de Portugal)
REFLEXOS-1: A polarização ‘direita e esquerda’ ganha contornos globais. A eleição nos ‘U.S.A’ deve influenciar também aqui. A bandeira do conservadorismo social e econômico deverá até ocupar espaço em debates que a princípio deveria ser reservado aos temas relacionados aos problemas de cada comunidade. Eu disse deveria.
REFLEXOS-2: Mas o pleito caminha noutra direção. A notícia da presença na capital (dia 12 de agosto) de lideranças nacionais femininas da direita reforça essa tendência. Enfim, o país está em estado de efervescência política com a esquerda perdendo aquela velha hegemonia das ruas. O perigo é a inversão daquelas prioridades paroquiais.
INTERROGAÇÕES: O que estaria pensando o cidadão comum, focado nos seus desafios do dia a dia? Qual seria seu olhar diante do cenário eleitoral com protagonistas que ele apenas conhece ‘por ouvi dizer’? Às vésperas de agosto, esse eleitor ainda não priorizou conhecer as propostas e perfis dos candidatos. Podes crer!
LEMBRO: Também nas eleições e na política promessa é dívida. Mas imagine uma campanha eleitoral sem promessa! Seria sem graça. Mesmo conhecendo-as por experiências frustradas na maioria das vezes, o eleitor carrega essa cultura. Quer algo agradável que lhe permita sonhar. É como esperar a divulgação dos números da loteria.
NOVELA: Impressiona a tradicional enrolação nos bastidores para definir o candidato a vice-prefeito. Prevalece mais a política do que o perfil técnico. Sobre o vice há críticas e ironias em relação a sua importância questionável. Mas lembro do exemplo do ex-presidente Itamar Franco. Saiu da reserva para fazer uma bela gestão. Certo?
IDEAL: O candidato a vice prefeito, a priori, não pode atrapalhar na campanha. Mas deve e precisa dar uma boa textura ao titular da chapa, tornando-a mais competitiva inclusive. Uma espécie de firmeza. Necessita passar uma certa tranquilidade à população. E como se diz: ‘nunca se sabe, os aviões continuam caindo.’
DOURADOS: Não perde a efervescência. Marçal Filho (PSDB) liderando com folga pelos números do Instituto Ranking (registro 04624/2024 – TSE). Mas há outros fatores pendentes. Um deles é a decisão do PL em lançar Gianni Nogueira (mulher do deputado Rodolfo Nogueira) candidata a prefeito. Pelo Visto ainda teremos fortes emoções.
MUTRETA? O ex-Secretário de Obras Edson Giroto é apontado pelo MPE como um dos responsáveis pelo prejuízo de R$10,424 milhões causados ao Estado de MS pela contratação da empresa ‘Fluidra Brasil Indústria e Comércio em obras no Aquário do Pantanal. A 29ª Promotoria de Justiça da capital cuida do caso. Promete!
PONTO FINAL:
Me arrancam tudo à força, e depois me chamam de contribuinte. (Millôr)
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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
