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Desabafo dos brasileiros: “É só no nosso”.

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GOL DE PLACA: Repercute a aprovação da emenda do deputado Rodolfo Nogueira (PL) incluindo carnes, peixes, queijos e sal na lista dos alimentos com alíquota zero de IBS e CBS. Antes, a redução de alíquotas era de 60%. Rodolfo ganha projeção nacional,  referência na defesa de alimentos mais baratos na mesa. Virou estrela e aumentou seu cacife eleitoral. 

SEM MISÉRIA:  R$ 4,9 bilhões para os 29 partidos nestas eleições. 18% ao PL, 13% ao PT e o União Brasil com 11% terão as maiores fatias. Para completar, a Câmara aprovou a PEC perdoando R$ 23 bilhões em multas e dívidas partidárias por desvios e erros nas prestações de contas de recursos dos fundos Partidário e Eleitoral nos últimos 5 anos. 

HIPOCRISIA:  Apesar dessa grana e das ameaças do TSE (leão banguela) contra os abusos nos gastos, na pratica a gente sabe como funciona. Há mil maneiras de usar o dinheiro ‘por fora’ que não entra na prestação de contas. É como o acordo entre as duas partes num negócio para sonegar o Imposto de Renda. Um não declara que pagou e o outro omite que recebeu. O Brasil não é a Dinamarca.   

QUESTÕES: Difícil definir o valor do voto no mercado eleitoral. É certo, quanto menor o colégio eleitoral e havendo apenas dois candidatos a prefeito, a tendência é que o preço do voto inflacione a medida em que a data do pleito se aproxima. É nesta hora que a necessidade fala mais alto e o escrúpulo (mas existe?) vai para o beleléu. 

FAVORES:  Por acaso eles têm preço em termos de prestação de contas na lei? Claro que não.  Aquele frete por ‘cortesia’, o aviamento da receita, o dinheiro ‘emprestado’ a perder de vista, o tratamento dentário, a solidariedade financeira no parto, nas despesas funerárias, matrimoniais e tantas outras ocasiões do dia a dia. É assim que funciona. 

OLHOS BRILHAM:  No saguão da Assembleia Legislativa circulam candidatos do  interior manifestamente ansiosos com a chance de vencerem as eleições. E não poderia ser diferente. Questionados, seus olhos brilham, num misto de idealismo e vaidade. Mas todos tem algo em comum: o temor pela necessidade de gastar além do bolso. 

IGUAIS: Na maioria das cidades de até 20 mil eleitores há duas facções políticas: do prefeito e da oposição. A divisão da comunidade é visível o ano inteiro – passa pela escolha dos padrinhos de casamento dos filhos, do barbeiro, dentista, médico, advogado, pedreiro, mecânico, supermercado, farmácia e do posto de gasolina.  

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PESQUISAS: É que não faltam. Desta vez é sobre a influência da polarização nacional no pleito municipal. Com pouca variação em várias capitais, a tendência do eleitorado é  comparar o preparo dos postulantes sem levar em conta a ideologia deles. A decepção com os políticos pesou com razão: o cidadão desabafa reclamando: “É só no nosso. ”

BOLA DE CRISTAL: Circulam na capital hipóteses interessantes sobre a composição de forças políticas no segundo turno.  Uma delas seria a possibilidade do candidato Beto Pereira (PSDB) disputar o segundo turno contra a candidata classificada em segundo lugar apoiada por outras duas concorrentes. Como se diz: tudo é possível em eleições. 

NOVIDADE  É o ingresso do empresário Sergio Murilo no PDT oficializando o apoio do partido à candidata Rose Modesto (União Brasil). Com 42 deputados federais o PDT irá aumentar o tempo de Rose no horário eleitoral. Mas mesmo assim ela não atingirá nem um terço do tempo destinado ao candidato ‘tucano’ Beto Pereira.  

SALADA MISTA: É tido como material inflamável o chamado ‘entendimento’ entre o PSDB e PL para essas eleições e amarrações visando o pleito de 2026. Questiona-se nos ‘botecos da vida’ o relacionamento futuro da senadora Tereza Cristina (PP) e o ex-presidente Bolsonaro, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel.  Sei lá… 

ACORDOS:  Segundo as palavras de Tancredo Neves e de outros conterrâneos seus,  eles existem para não serem cumpridos. Como nossa pratica política é turbulenta, não se pode descartar absolutamente nada em termos de acertos. Aliás, quem poderia imaginar  o ex-tucano Geraldo Alckmin aceitar ser parceiro de Lula após tantas críticas ao petista?

ÉTICA: A postura de ministros do STF tem gerado críticas. O evento que o ministro Gilmar Mendes promoveu em Lisboa prestigiado pelos irmãos Batista (JBF), inspirou o professor de Direito Constitucional da USP Conrado H. Mendes, em artigo na Folha de São Paulo sobre as regras da ética do STF. Aliás, o silêncio da OAB sobre o caso seria uma vertente da cumplicidade.   

ARTIGO DO CÓDIGO: “Ministro não deve aceitar doações, presentes e mimos de atores privados”; “viagens, traslados, hospedagens, refeições e férias para por terceiros se enquadram no conceito de “doações”; ministro não deve frequentar espaços e grupos que comprometam a institucionalidade de sua função”. (Inserido no artigo)

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REPRISE: Vem aí a guerra da inelegibilidade de candidatos. Até 15 de agosto o Tribunal de Contas entregará ao TRE a lista de políticos com contas rejeitadas por irregularidade insanável. O Tribunal decidirá e da sentença cabe recurso ao TSE. Situação que pode atrapalhar o impugnado ou beneficiá-lo, elevando-o a condição de vítima. 

LEMBRETE: As convenções partidárias ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto. Mas o partidos e federações tem até 15 de agosto para pedir o registro das candidaturas junto a Justiça Eleitoral. Se as convenções são o ponto de partida para escolha dos candidatos, os registros representam a oficialização dos nomes apresentados.

MALUQUICE: O calendário eleitoral fixa para 16 de setembro o prazo final para julgamento de todos pedidos de registro, inclusive de impugnações. Como sempre, com as eleições distando apenas 20 dias do julgamento final, fica no ar um clima de tensão e expectativa entre os candidatos e políticos envolvidos. Um calendário maluco. 

‘ILUMINADO’:  Ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira (PSD) entrou para a política em 2006 com capital de R$ 1.036 milhão e hoje tem empresas valendo R$ 79 milhões (30 vezes mais).Mas Lula, o paladino da moral, vetou a divulgação de dados e informações do ministro pelos próximos 100 anos. Cadê a transparência prometida?

EXPECTATIVA: Nos meios de comunicações há um clima de expectativa quanto as campanhas publicitárias nesta disputa na capital. A dúvida: nossos marqueteiros serão prestigiados ou virão aquelas figuras de salto alto que depois vão embora derrotados, mas com os bolsos cheios sem ao menos conhecer o Mercadão.  Quero só ver!

A PROPÓSITO: Com 3 futuras candidatas na capital, vale reprisar aqui o texto da campanha da deputada estadual Maria Victória (PP) a cargo do marqueteiro Pablo Nobel: “Sou pré-candidata a primeira prefeita da história de Curitiba. Quero cuidar das mães, das famílias, de todos. Nossa cidade é boa, mas vai ser melhor quando for boa para todo mundo! (grifo nosso)

 

CONCLUSÃO SOMBRIA:

“Quem queria ver sangue na facada de Bolsonaro, agora não se contenta com o pouco do raspão da orelha de Trump.”  (Mariliz Pereira Jorge)

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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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